Inicialmente, convém estabelecer, como premissa os seguintes pontos:
a)há somente dois evangelhos – o da circuncisão e o da incircuncisão, os quais foram ocultados pelo sistema religioso ;
b)que os quatro livros - Mateus, Marcos, Lucas e João – não são evangelhos, mas livros históricos uma vez que somente relatam a biografia de Jesus de Nazaré.
Isto posto, vamos primeiramente identificar quais são os dois evangelhos. Na Epístola aos Gálatas, capítulo 2, verso 7, assim diz o Apóstolo Paulo:
"Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão".
O evangelho da incircuncisão foi revelado a Paulo- é o poder de Deus para os gentios, a sabedoria predestinada que ficou oculta em mistério para a Igreja, para os gentios.
Paulo disse aos Gálatas que havia alguém ensinando um evangelho diferente entre eles (Gal. 1:6). Esse alguém era Pedro, a quem foi encomendado o evangelho da circuncisão. Também esclarece que não é que haja outro evangelho, mas, sim, que alguns perturbam e pervertem o evangelho de Cristo (Gal. 1:7). Em outras palavras, o evangelho dos apóstolos, depois da cruz, desvia-se do evangelho de Jesus Cristo, é este o motivo pelo qual Paulo disse que os apóstolos não andavam retamente conforme a verdade do evangelho (Gal. 2:14).
Andar em um evangelho diferente leva o crente a cair em anátema, quer dizer em maldição, porque começa a apostatar da verdade (Gal. 1:8-9), o que é perigoso, já que apostatar no velho pacto trazia morte sem misericórdia, mas apostatar no novo pacto merece maior castigo (Heb. 10:28-29). Se alguém toma por imundo o sangue do pacto no qual fomos santificados, invalida o valor do sacrifício de Cristo na cruz.
A salvação nunca esteve em jogo, e qualquer denominação religiosa ou líder que assim afirme está tomando por imundo o sangue de Cristo e dando a entender que não fomos santificados ali, contudo há um pagamento para aqueles que zombam do sacrifício de Cristo (Heb. 10:30).
Cerca de 2000 anos após a ressurreição, em plena apostasia, o Senhor chega à Terra, na manifestação do Filho do Homem, com o véu chamado José Luis de Jesús Miranda - Jesus Cristo Homem. Deus mesmo passa a edificar a sua Igreja, sobre o fundamento que Paulo deixou escrito (1 Co 3.10): a construção do corpo de Cristo – a verdadeira Igreja, salvando os crentes pela loucura da pregação (1 Co 1.21).
O apóstolo Paulo fala a Tito que principalmente os da circuncisão transtornavam casas inteiras. (Tito 1.10,11). Convém saber que a circuncisão é um sistema doutrinal, apoiado na lei de Moisés e nos rudimentos da doutrina de Cristo. Vejamos então o que Paulo caracteriza nessa evidência do evangelho para que possamos entender a classe de homens que expiavam, corrompiam e influenciavam os gentios, discípulos do apóstolo Paulo:
Tito 1.10 - Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão.
Verso 11- Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância.
Esse ambiente projetou na mente de todos o ensino dos apóstolos de Jesus de Nazaré, homens maus e perversos que não se submeteram às palavras inefáveis que Paulo recebeu do próprio Senhor. Paulo predestinadamente profetiza que depois de sua morte entrariam, na igreja, lobos vorazes que não poupariam o rebanho e dela mesma se levantariam homens que, juntos aos da circuncisão, transtornariam o mundo.
Esse fato tem mais de 2000 anos. São dois séculos de transtornos, modificações, mentiras com vestígios de verdades, poderes enganosos agindo em todas as áreas do conhecimento humano, das relações humanas, nas religiões que se expandiram...Junto a esse movimento espiritual, já que esse poder é um espírito – outro espírito – que Paulo fala aos Romanos, se expande a apostasia após a morte de Paulo. A mente de Cristo sai literalmente do mundo e a chamada igreja fica sem cabeça, órfã, liderada por homens maus e perversos – lobos vorazes que não pouparam o rebanho até hoje. Paulo já alerta à igreja que não julgasse nada antes do tempo, pois o justo Juiz só iria se manifestar após o período de trevas que iria se interpor entre a sua chegada e a do Filho do Homem. A apostasia teria como pontos básicos o culto a Deus pela carne, através dos rudimentos da doutrina de Cristo, a justificação pela lei... A diversidade de ações é um fato. E Deus se cala durante 2000 anos. Entretanto, esse acontecimento está no propósito de Deus, estaria aí novamente consignada outra ausência de Deus para que Ele mesmo viesse em outra manifestação – a última, como Jesus Cristo Homem. Viria para julgar, dividir, para ensinar, para explicar, para edificar o corpo de Cristo, sendo Ele mesmo a Cabeça da Igreja – a mente de Cristo. Não encontraria pecado dessa vez porque o pecado já foi tirado do meio pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário.
Durante a apostasia a graça de Deus seria inviabilizada pelos apóstolos de Jesus de Nazaré e seus discípulos, inicialmente com a destruição das igrejas gentílicas fundadas por Paulo pelas infiltrações dos da circuncisão. O apóstolo Paulo já dá sinais dessa influência quando inquire aos Gálatas perguntando-lhes sobre quem os havia enfeitiçado(Gl. 3.1).
Esse espírito (a apostasia capitaneada pelo evangelho da circuncisão) invade a educação, a política, as artes e a economia das nações. A descoberta de novas terras foi acompanhada efetivamente pelo clero português e espanhol, subordinados ao VATICANO, plataforma da circuncisão para o mundo inteiro. O objetivo primordial de participantes católicos nessas viagens era obrigar os nativos a judaizarem, escravizando-os e dizimando-os. Além do objetivo econômico/comercial estava o religioso, o da propagação do evangelho da circuncisão. Assim, a apostasia foi se alastrando pelas novas gentes fincando as bandeiras do falso cristianismo. Da Espanha, de repente, partem três caravelas: Santa Maria, Pinta e Nina, e sob o manto do imperialismo econômico, escondem-se os tentáculos da circuncisão para atingir a América com o judaísmo e rudimentos aliciando os aborígenes ou dando-lhes a morte por sua desobediência.