Wednesday, June 04, 2008

"LA APOSTASIA"

Thursday, December 07, 2006

Pobreza mata milhões de crianças no mundo
Onze milhões de crianças com menos de cinco anos de idade morrem anualmente por causa da pobreza, e sete milhões não chegam ao 1º ano de vida, denunciaram, recentemente, várias organizações não governamentais (ONGs) na Espanha. Setenta por cento das mortes devem-se à desnutrição ou a doenças facilmente evitáveis em países ricos, como infecções respiratórias, diarréias ou malária.

Os países integrantes das Nações Unidas se comprometeram em 2000, na Cúpula do Milênio, a reduzir em dois terços a mortalidade infantil em 2015, o que, segundo instituições ligadas ao tema, ainda está muito longe de ser alcançado.

Uma matéria publicada pela agência EFE revelou que 7 milhões de crianças não chegam ao seu primeiro aniversário, e que 15 milhões de meninos e meninas no mundo ficam órfãos devido à Aids. O texto destaca também que 130 milhões de crianças não freqüentam a escola e que 82 milhões de meninas têm a infância interrompida em conseqüência de casamentos precoces. Além disso, 246 milhões de crianças trabalham, das quais 72 milhões têm menos de 10 anos.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) revelou que, somente na África, cerca de 1,16 milhão de crianças com menos de 28 dias morrem por ano, devido à pobreza. O documento acrescenta que “um pequeno acréscimo de recursos poderia reduzir essa estatística, levando cuidados básicos a 90% das mulheres e crianças do continente”.

Cinqüenta anos depois de a ONU instituir o Dia Universal da Criança, comemorado em 20 de novembro, os direitos fundamentais da infância continuam sendo desrespeitados, inclusive nos países desenvolvidos, divulgaram várias ONGs. Nesta data comemora-se também a Declaração dos Direitos da Criança, aprovada em 1959. O aniversário, afirma o porta-voz de uma dessas instituições, “se comemora em uma sociedade onde a infância é ameaçada pelas guerras, trabalho infantil, exploração sexual e outras formas de violência”.

Os direitos das crianças entre grupos que pertencem a minorias, como refugiados e meninos de rua, são os mais vulneráveis. Segundo especialistas, é difícil determinar o número exato de meninos de rua, mas de acordo com alguns organismos, estima-se que gire em torno de 100 milhões em todo o planeta. (do site www.folhauniversal.com.br)
Comentário do Blog: O apóstolo Paulo escreve a Tito que os da circuncisão transtornavam casas inteiras. O verbo TRANSTORNAR significa: Pôr confusão em; atrapalhar: Transtornar o negócio. Fazer mudar de costumes, de opinião, de vida; desencaminhar: Mau ambiente; transtorna as pessoas. Desorganizar, perturbar: Transtornar a harmonia social. Corromper, desencaminhar; Fazer voltar ao antigo estado: Transtornou os costumes à sua antiga dureza. O apóstolo Paulo ia aos gentios, ali se punha uma igreja com o evangelho da incircuncisão. Os apóstolos de Jesus de Nazaré entraram sorrateiros a espiar a liberdade gloriosa dos crentes e lá os enfeitiçavam, obrigavam-lhes a se circuncidar. Obrigavam os crentes a judaizar e a servirem a Deus com doutrina de demônios, com sacrifícios e com abstinências. Paulo escreve que Jesus se fez pobre para que nós enriquecêssemos. Somos ricos, prósperos, nada nos falta, vivemos reinando sejam quais forem as circunstâncias. A circuncisão transtornou o mundo, mergulhou o mundo em apostasia e essa "pobreza" reflete os efeitos colaterais de 2000 anos apartados da fé.

Wednesday, November 22, 2006


O livro histórico de Lucas, diz que Jesus crescia em espírito, em graça. Jesus, mesmo sendo Deus, sofreu uma espécie de amnésia. Ali estava toda divindade, de repente, ao assumir um corpo esqueceu-se de quem era. E Jesus de Nazaré teve que passar pelo processo de renovação da mente, até que aos 30 anos assumiu o seu ministério. Isso acontece com todos nós, escolhidos, anjos que para viver aqui nas regiões celestes se vestem de carne. Inicia-se o que aconteceu com Jesus nos tempos de sua carne. Por essa razão Paulo insta aos Romanos que não se conformem ao século presente e que se transformem pela renovação de suas mentes. Sem a renovação da mente é impossível se saber qual é a verdadeira, agradável e perfeita vontade de Deus. O século, a sociedade, é responsável por "educar" a tua mente e se não a renovas caes em outro espírito. Ao não renovar a mente vives com uma mente religiosa, onde a má consciência, o medo, a sutileza, o sofisma, a diversidade de opiniões e a dubiedade de decisões pessoais impedem que Jesus Cristo seja formado em ti.
. O século
A sociedade foi formada através de paradigmas humanos onde no homem prevalece a inclinação de sua carne, com maquinação e mentira. Esses princípios "norteadores" foram formados pelo pensamento da circuncisão, um espírito diferente do que Deus queria para o seu povo- para a nova criação. Paulo ouviu do próprio Pai as palavras para o seu povo - o seu corpo - a Igreja. Porém, essa Palavra foi alterada, mistificada, misturada e anulada pelas intenções dos chamados apóstolos de Jesus de Nazaré. Saiu desse caldo um outro jesus, um outro espírito, um outro evangelho, um outro sentir, um outro servir, um outro linguajar... Essa outra maneira de ser é inteiramente conformada ao século, à falta de liberdade, à sujeição do homem por sacrifícios de tolos, a um ensinamento que foi aniquilado por Jesus Cristo na cruz. Esses, submetidos a essa profissão, dizem que estão em novidade de vida, mas estão na velhice e caducidade da letra. Acham que amam a Deus mas nem sabem que Ele já está novamente vivo entre nós, na pessoa de Jesus Cristo Homem, Dr. José Luis de Jesús Miranda. Esse é o retrato desnudo da APOSTASIA. Essa é a situação do ser humano diante da justa retribuição que os anjos estão dando a esse mundo mergulhado no engano. Não é a economia que está errada - até porque os economistas nem sabem para onde vão. Não é a educação que está equivocada e discricionária, pois essa chamada "inclusão dos "pobres" e oprimidos" é somente a tentativa de reparar uma obra que foi construída há mais de 2000 anos. Seus alicerces só se rompem com a renovação da mente. Os escolhidos tomarão o mundo. O mundo é do Outro - de Jesus Cristo Homem. Não são a classe política, os políticos, as associações de classe, o conjunto de ONG's que trarão câmbios ao mundo. Porque o outro espírito trata justamente com esse conjunto de medidas: com a mente natural, com o equívoco. São frutos claros do afastamento da fé. A apostasia é a babel dos tempos modernos, e mesmo com toda a globalização, os anjos estão confundindo as línguas, os anjos estão trazendo prejuizos humanos e materiais aos paises que abandonaram a Paulo.
Para nós que amamos a vinda do Senhor e não fomos surpreendidos com a sua chegada, sabemos que hoje o sopro da boca de José Luis, Jesus Cristo Homem, está destruindo o iníqüo, provocando sérios abalos ao sistema religioso, responsável por todo esse quadro lastimável de ignorância, mentira e engodo.

Tuesday, November 14, 2006


Texto extraído da Resenha da obra, Desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. Laura de Mello e Souza, elaborada pela pós-graduanda em História pela Universidade Federal Fluminense - 2006 - Natália Marques de Souza

Uma grande festa religiosa ocorre em 1733 em Vila Rica, quando o Santíssimo Sacramento da Igreja do Rosário é conduzido para a Matriz do Pilar. Segundo relata a autora Vila Rica, jamais havia presenciado tamanha pompa com apresentação de danças, alegorias, cavalhadas, figuras a cavalo representando os quatro ventos, tudo regado a muito luxo, visível através das roupas e enfeites onde foram utilizadas até pedras preciosas. Este acontecimento foi presenciado pelo Conde das Galvêas, governador das Minas, a Nobreza e o Senado da Câmara. Minas desfrutava de um período de riqueza com a descoberta dos diamantes e o Fisco já interessado na capitação do ouro que ocorreria em 1735. A população de Vila Rica era envolvida com a realização de grandes festas e procissões religiosas, acontecimentos que geravam gastos excessivos, sendo momentos marcados mais pelo “encontro e comunicação” do que expressão espiritual. Era ressaltado o aspecto externo, a aparência e euforia da sociedade mineradora. Outra grande festa religiosa ocorre em 1748, que a autora chama de momento de efusão barroca, é a festa do Áureo Trono Episcopal, celebrando a criação do Bispado de Mariana. D. Frei Manuel da Cruz, nesta época, Bispo do Maranhão iria ocupar este cargo, a notícia de sua chegada espalhou-se e esta festa como as outras ocorreu com luxo e pompa, ocasião em que o ouro já estava em decadência. Em 1748, Minas passa por reformas urbanísticas e no período compreendido entre 1735 e 1751, a captação de escravos e o censo das indústrias apresenta rendimento máximo, porém a decadência já era visível. O período áureo das Minas ficou marcado com as festas religiosas, onde a autora destaca a falsidade e hipocrisia de um sistema preocupado apenas em apresentar pompa e ostentação.

[Comentário à luz do Evangelho] -A Igreja católica age com total desprezo e desrespeito à vontade de Deus expressa em sua Palavra. Ela visa unicamente atender aos seus próprios interesses: ventre ativado em busca de dinheiro, ânsia desenfreada pelo poder e preocupação em agradar aos potentados e às elites. Há mais de 2000 anos, o povo de Israel vivia sob a direção de Moisés e este o guiava segundo as orientações de Deus. Veja bem, se nesta época em que estava em vigência a Lei, se o pacto que vigorava era o da circuncisão (caracterizado pela prática de obras, ritos, jejuns, cerimônias, mandamentos) se Cristo ainda não havia sido crucificado, ou seja se o povo estava cronologicamente antes da cruz e Deus estava claramente rejeitando uma prática, um ritual que ele mesmo havia exigido, porém, agora, não o queria mais, logo, não teria mais sentido ( passados todos estes anos, estando agora o povo cronologicamente situado depois da cruz, a lei já cumprida, abolida, O fim da lei é Cristo. Rom. 10:4, o pacto já tendo mudado de circuncisão para incircuncisão que é um pacto mais excelente, por graça, por fé) a Igreja seguir com as mesmas festas, as mesmas práticas por Deus rejeitadas. A Igreja segue em desobediência à vontade de Deus expressa em sua Palavra, segue em condenação, pisando no sangue derramado por Cristo, rejeitando o pacto constituído. Porquê? A pergunta vale como reflexão, porque o apóstolo Paulo, em sua carta a Tito, cap. 1, verso 2 diz: aos quais é preciso tapar a boca; porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância. Fica claro que estes homens ensinavam o que não convinha, o motivo era a torpe ganância e o resultado de tal atitude era o transtorno que eles causavam a casas inteiras. A Igreja Católica é a representante desse sistema, pois não se ocupava em obedecer as instruções de Deus, prescritas em sua palavra e sim atender a seus próprios interesses. Essa ininqüidade, com o passar do tempo fez, como previu o Apóstolo Paulo, com que o mundo mergulhasse na apostasia.








Capítulo 1, de Isaías, verso 12 ao 15. (Diz): “Quem demanda isto de vossas mãos, quando vindes a apresentar-se diante de mim para pisar meus (pátios) meus átrios”?

“Não me tragais mais oferta vã;…” E Ele exigia oferta, porém diz Ele que era vã. (Logo diz): “… o incenso (que era requerido nesse pacto) me é abominação; lua nova e dia de repouso…” Que, imagina, o dia de repouso era o sábado, Ele o exigia, mas logo diz:

“… lua nova e dia de repouso, o convocar assembléias (que Ele exigia) não posso (agüentar) não o posso sofrer; são iniqüidade vossas festas solenes. Vossas luas novas e vossas festas solenes têm aborrecido minha alma; me são pesadas; cansado estou de suportá-las. Quando estender vossas mãos, eu esconderei de vós meus olhos; assim também quando multiplicardes a oração, eu não ouvirei; cheias de sangue estão vossas mãos

Friday, November 10, 2006


ESTA POSTAGEM É PROVISÓRIA JÁ QUE O TEXTO PRECISA RECEBER UM TRATAMENTO DE CUNHO MAIS LITERÁRIO.
(calqueo ministrado em 18/10/2006)

Bem, queria compartilhar com vocês, as pessoas me fazem tantas perguntas, que daí eu aprendo, as coisas que me dizem, como um ou outro reage, e isso me ensina.

E estive pensando que cada Apostasia, que é o tema de hoje:
“A Apostasia traz Mudanças”.

Apostasia significa APARTAR-SE da fé (da fé correta). Você pode ter uma fé, mas não ser a correta.

Então, no velho testamento, aconteceu o mesmo, antes de Jesus Cristo chegar, o povo já estava em APOSTASIA da LEI.

Veja que apostatavam até mesmo de Moisés. O que sucede é que ninguém podia DESESTABILIZAR a Moisés. Moisés foi o SEMEADOR da LEI e ninguém podia desestabilizá-lo, e às vezes, surgiam problemas através dos anos, e Deus tinha que levantar um profeta para tornar a dizer-lhes:
- Veja, a lei diz, a lei diz...

E restabelecer… Mas chegou um momento que Deus estava tão ENJOADO do povo de Israel, que ele mesmo demandava depois não o queria.

Vamos ver em Isaías, capítulo 1, como reagiu Deus ao que Ele mesmo exigiu e logo depois NÃO quis.

Capítulo 1, de Isaías, e o verso 12 ao 15. (Diz): “Quem demanda isto de vossas mãos, quando vindes a apresentar-se diante de mim para pisar meus (pátios) meus átrios”?

“Não me tragais mais oferta vã;…” E Ele exigia oferta, porém diz Ele que era vã.

(Logo diz): “… o incenso (que era requerido nesse pacto) me é abominação; lua nova e dia de repouso…” Que, imagina, o dia de repouso era o sábado, Ele o exigia, mas logo diz:

“… lua nova e dia de repouso, o convocar assembléias (que Ele exigia) não posso (agüentar) não o posso sofrer; são iniqüidade vossas festas solenes. Vossas luas novas e vossas festas solenes têm aborrecido minha alma; me são pesadas; cansado estou de suportá-las. Quando estender vossas mãos, eu esconderei de vós meus olhos; assim também quando multiplicardes a oração, eu não ouvirei; cheias de sangue estão vossas mãos.”

Em outras palavras: O que ele próprio exigia, depois não queria.

É como o sistema pentecostal ou evangélico. Temos ouvido tantos pastores saírem dali, ultimamente os mais afetados são as “Assembléias de Deus”, como temos visto, e é que eles jejuam, eles jejuam… perdão, eles pedem jejum ao povo, mas eles se alimentam. (Desjejuam)

Eles dizem: - Não comam; e eles comem.
E se você os descobre nisso, ele dizem: - Não, nós já conhecemos, é para motivá-los, é para que cresçam…

É como pegaram aqui a um americano, um evangelista de muitos anos que eu venho ouvindo dele por muitos anos aqui em Miami, ele é da raça morena, ou moreno americano. Ele tem uma congregação, e pagava a um cubano para que fosse em uma cadeira de rodas e quando ele dissesse levanta-te!! Então esse rapaz se levantava e saia pulando, não. E saltando.

E dizia: - Fui curado, fui curado. E então, o pegaram no assunto (ao evangelista), porque o rapaz falou. Parece que lhe prometeu que ia dar um tanto (de dinheiro) e as OFERTAS não estiveram boas. E lhe disse: - Hoje pulaste em vão, porque não há dinheiro.

E o jovem pegou e disse às autoridades. Quando o confrontaram (ao evangelista), ele disse: - Veja, é que isso eu faço para motivar a fé dos demais. Ou seja, são artimanhas evangélicas.

Então, me dizia outro, e por que nas atividades de vocês só vão mil, dois mil, três mil, e no sistema reúnem cinqüenta mil? E eu lhe disse: - Os mil, os dois mil, os quinhentos, os cem, os quatro mil que vêem a nós, são pessoas que cada vez que chegam se põem mais fortes. Estão mais alicerçados na palavra. Mais ligados à palavra. Os 50 mil deles vão se decepcionar cada vez mais. Vão se decepcionar, porque oram por eles e não se curam. Ou às vezes, há um milagrezinho por ali, jogadinho, mas os demais NÃO.

E então, se não se curam, o evangelista diz: - Não, é que não têm fé.
E então, se sentem mal.
(Além disso, lhes dizem): - Você tem lido a Bíblia todos os dias? (respondem): - Não. (Tornam a perguntar): - Você orou …? Ah! É que você não está orando.
E então, com isso, o levam a mais culpabilidade.

Então, eles o estão preparando para vir a nós. Eles são multidões que vão ouvir mais do mesmo. (seguirão vendo os falsos líderes soprarem e expressarem): - Fuuuuu, recebe, recebe… E o diabo… E o pecado… E você está em pecado. O mesmo, e estão se cansando.

Por isso, este pastor (que se leu o testemunho de que esteve) trinta (30) anos (em uma falsa congregação) de Costa Rica, se deu conta, trinta (30) aninhos! Se deu conta (é como dissesse): - Olha, tem que haver algo mau aqui…

Outros se dão conta antes, e assim pelo estilo. Mas o que nos ouve, honestamente, o problema é que tem que haver HONESTIDADE, se não tiver honestidade… Se vem com “PREJUÍZOS” velhos, não vai receber NADA. Mas se você é honesto e busca a verdade, isso não quer dizer que vai crer em tudo que eu disser, mas investiga, dê uso a tua mente, dê exercícios a teus SENTIDOS... E então, aí descobre o que nós ensinamos.

Pois então, essas MUDANÇAS aconteceram antes de Jesus de Nazaré vir. E então, quando Jesus de Nazaré de repente chega, morre e ressuscita; aparece o Apóstolo Paulo com uma sentença que diz assim:

Romanos 7: 25, e estuda comigo detidamente para que veja a diferença.

(Diz): “Graças dou a Deus, por Jesus Cristo Senhor nosso. Assim que, eu mesmo (é um trabalho pessoal, não se pode pela família) com a mente sirvo a lei de Deus, mas com a carne (à lei do pecado).”

- Por que o povo católico, protestante, sente que pecam e que estão em PECADO? - Porque servem a Deus com a carne.

Mas se chegam a servir a Deus com a MENTE, veja, com isto (assinala sua mente); este é o coração (sinônimo: Coração). Então, com a mente você vai descobrindo o que Jesus Cristo fez e não vai mais se ver em PECADO.

Mas, você sabe o que é uma sentença assim nesse tempo de dizer: Eu mesmo com a mente sirvo a lei de Deus? Imagino que Pedro e os demais apóstolos (lhe disseram): - Olha, e o corpo? (Paulo) disse: - Não, Deus já NÃO trata com CARNE.

Porque é que estiveram milhares de anos tratando com carne: Assembléias, jejuns, dias de festa, prostrados, incenso, (as pessoas preferem isso), ritos, cerimônias. Cada religião tem seu livrinho (que dizem): - Bem, nesta igreja as mulheres se sentam aqui, os homens ali. Nesta igreja as mulheres não podem vir de calças compridas porque isso é abominação a Jeová. E começam a pôr as regras. Cada qual (faz isto ou aquilo)…

- Mas se lhe serve com a mente? – Na mente, você pode pôr um brinquinho?

Então, quando Paulo disse isso, trouxe um problema tremendo. Não ligam. Por isso o mataram. (Os apóstolos disseram):
- Mas, o que é isto de que com a mente?

Que é o que nós fazemos hoje. Porque o povo está assim. Estão iguaizinhos como quando Paulo os encontrou, assim eu encontrei as pessoas. Em carne. (Quando Jesus Cristo homem apareceu NÃO achou fé, senão as pessoas dizendo): - Ou seja, bem, nós aqui jejuamos, repreendemos o diabo, fazemos isto, sacrificamos, nos ajoelhamos longas horas, oramos pelos enfermos e impomos as mãos e se entretém.

E voltamos ao mesmo: Cada apostasia traz umas MUDANÇAS.

O povo estava em apostasia; aparece Jesus de Nazaré, e o que acontece quando você está em APOSTASIA? – Você não tem discernimento. Não pode ver. Tem um tijolo (tem um véu).

E então, quando Jesus de Nazaré chegou, facilmente (diziam dele): - Este é um charlatão, este é um comilão, este é um beberrão.
E o crucificaram, o rejeitaram.

Então, o que acontece? – Volta outra vez, o próprio Senhor e diz (o verso): - Quando o Filho do homem vier pela segunda vez, achará fé na terra? - Não achou fé, porque com o corpo você não pode praticar fé. É com a MENTE.

Com a MENTE você pratica fé. A fé verdadeira, NÃO a fé de obras. Senão a fé de uma limpa consciência.

E então, o que acontece? Acontece que quando Paulo aparece, imagine, Paulo, de repente, diz: - Louvor. Eles (os apóstolos) estão acostumados à “adoração”. Porque a adoração é quando você se prostra, isso vem da carne. A CARNE você a necessita para “prostrar-se”.

- Quando você já viu gente aqui ajoelhada nas reuniões? Neste edifício NINGUÉM se prostra. A igreja não vem se prostrar em um edifício, porque o corpo não tem NADA que ver. Eu posso estar prostrado de joelhos e pensando mal de você ao mesmo tempo. Porque a MENTE se desvia.

Eu posso estar ajoelhado (e você diz): - Olha e que tremendo é esse homem!
E posso estar pensando em MALDADE (dizendo): - Quando sair daqui Hummmm… (vai me pagar).

Mas se Deus agarra tua MENTE… Se Deus pega a tua mente, você não tem que se ajoelhar, porque ele tem tua mente, e ali ele trata contigo.

A MENTE foi o que sempre buscou o Senhor de seu povo, e não a alcançava.

Veja, os fariseus, cumpriam a perfeição em tudo, e eram sepulcros caiados. Porque por foram cumpriam TUDO.

Por isso foi que apareceu aquele homem, e disse: -“Eu pecador, tem misericórdia de mim”. E (o outro dizia): -“Eu não sou como este trapo de pecador, este…”

E então, porque nós somos pessoas cultas (em Creciendo en Gracia). Assim estão cheios todos os países (cheios de fariseus), que mandam matar a “fulano” e no domingo mandam fazer missa…

Eu gosto de vez em quando de contar uma piada, um homem foi se confessar. E então diz ao padre: -”Padre, eu tenho um problema”…
(O padre lhe pergunta) – E qual é o problema? Mas não me chame de “padre”, você não sabe? Eu sou Monsenhor.
-(Logo o Monsenhor lhe diz) lhe diz: - Qual é o seu problema?
(O homem confesso lhe diz): - Pois, é que sou “gay”.
(O Monsenhor lhe diz): - Ah, ou seja, você é homossexual?
(O confesso lhe diz): - Sim…
(O Monsenhor lhe diz): - Bem, neste caso não me chame Monsenhor, me chame “Monse”... (Estamos mo mesmo nível).

Isso é uma aberturazinha para refrescar… (o papel destes falsos religiosos).
Então, outra mudança que Paulo trouxe era que no velho pacto, veja, antes da cruz dizia (Deus): - Veja que te mando a se esforçar para que seja bem valente... Que você tem que ser fiel…

Então, exaltava-se a prepotência. (Deus dizia): - Veja, que te mando que seja valente… E então agora, aparece Paulo (dizendo): - Quando se serve a Deus com a mente, se consegue, então a debilidade é bem vinda em nosso meio …

Então, Paulo exalta a debilidade, e diz: Diga o débil, forte sou. Porque quando você serve a Deus com a MENTE, Deus lhe considera FORTE. Porque está tratando com a tua VERDADEIRA IDENTIDADE.

(é como expressar): - Diga a carne, espírito sou… diga o débil, forte (sou)… Porque o espírito é FORTE.

Estes dois lutam um contra o outro (a carne e o espírito), diz a Bíblia.
- Mas se lutam, quem GANHA? - Se alimenta ao forte (espírito), lhe dá pactologia (pacto) e lhe dá o correto, naturalmente ganha o ESPÍRITO sobre tua CARNE.

Isso é o que temos visto aqui, gente que tem vindo aqui, bem débil, e são débeis, débeis. Mas vão progredindo até chegar um momento (que se o Apóstolo José Luis lhes diz): - Olha, e aquela coisa que acontecia com você, de debilidade? (Esse abençoado responde): - Não, isso já é um jornal de ontem, Apóstolo, eu já passei desta glória. Je, je, je. Eu estou em outra glória agora, isso já não me incomoda.
(O Apóstolo lhe diz): - Olha, que bom, te felicito…
Porém isso só acontece quando você serve a Deus com a MENTE.

Então, o que acontece é que Paulo aparece no quadro (no panorama) e traz uma fraseologia DIFERENTE.

Por exemplo, eu notava isso depois do meu chamado (depois que Jesus Cristo se integrou a meu espírito), eu via as coisas que antes (não via e dizia): - Eu estive lendo a Bíblia muitíssimos anos... E não via.
Por isso é que vocês dizem que eu lhes ensino, mas NÃO é que eu ensine, é porque Jesus Cristo ao entrar a minha VIDA, pois então, é ele próprio que me FALA. A MENTE de CRISTO em mim diz: - Preste atenção nisto.

Por exemplo, eu notei que Paulo nunca disse “Jeová”. (E então dizia):
- Olha, e porque nunca disse Jeová? Ele disse Jesus Cristo, nome que é sobre todo nome…
E vocês vêem que por aí há “Testemunhas de Jeová”
Há igrejas evangélicas que dizem “Santidade a Jeová”; assim bem grande (na parede): “Santidade a Jeová” (dizem): -Viva Jeováaaaa! Assim dizem…

Então, eu notava que esse espírito em mim, a mente de Cristo, me dizia: Nota que em nenhuma carta paulina diz a palavra “Jeová”. (E eu dizia): - Olha, é verdade. Então eu não me atrevia mais a dizer Jeová.

E mais, de fato, quando Paulo utiliza um capítulo de Isaías, onde Isaías disse: “E Jeová disse…” Quando Paulo recapitula aqui – em seu escrito - diz: “E o Senhor disse….” Não chama “Jeová”. Então eu noto que Paulo tinha respeito pela fraseologia; então eu comecei a adotar. Então eu já NÃO digo Jeová. Ainda que agora esteja dizendo… je, je, je…

Mas o móvel que me move não se atreve a dizer essa palavra, porque isso é do velho pacto. Isso é um nome com DEFEITO.
Jeová é um nome com defeito, como estava o pacto (da LEI). Por isso se pôs um nome defeituoso, porque estava em um pacto defeituoso.

Outra coisa que notamos, para os que são estudiosos e buscam a verdade, aos que amam a verdade. Se você NÃO ama a verdade, você veio aqui, mas vai seguir no mesmo (e diz): - Ah, não gostei disso aqui, rapaz, essa gente crê que isto … Você sabe que as pessoas falam, e aí seguem sua via igual.

Se você é HONESTO e busca MUDANÇAS e busca a VERDADE, nós lhe oferecemos uma ampla explicação do que é viver no novo pacto.

Por exemplo: Paulo nunca disse ALELUIA. E isso chamou a minha atenção. Porque, veja que as pessoas (gritam) “aleluiaaaaaaaa…” E por onde quer que você vá você ouve ALELUIA, em todas as igrejas.

ALELUIA é bem-vinda entre católicos, protestantes, espíritas, é uma palavra que todo mundo diz.

Mas então, o grande Apóstolo Paulo, (por isso eu me perguntava): - Olha, por que ele não usa esta palavra aleluia? Foi quando me dei conta que depois que Cristo morreu e ressuscitou trouxe um espírito de ADOÇÃO, porque antes de Cristo, estávamos órfãos. Então, quando Cristo veio, morreu, agora mora em você, o que se une ao Senhor um espírito é com ele, diz que esse espírito clama ABA PAI!.... Não diz: Aleluia.

E eu notei isso há uns anos (dois ou três anos atrás) eu disse: - Ai pai, e eu dizendo aleluia. Você ouve gravações minhas ainda – velhinhas – e ali ainda se solta uns aleluias. Porque é que se vai de glória em glória, assim foi com Paulo. Bem, Paulo uma vez batizou. – Por quê? – Porque ia de glória em glória, até que disse: - Bem, a mim Cristo não enviou a batizar; que faço eu batizando as pessoas em água? Se Cristo pessoalmente me disse: Não batize. Mas isso leva um tempo às vezes… (um tempo).

Veja, há pessoas que lhe ouvem, lhe escutam, mas são fortes de caráter, e demoram um ano ou dois para mudar a atitude. Nós somos empenhados em nossas opiniões, e demora arrancar-lhe uma opinião dessas. Isso DEMORA.

Por isso é que Deus necessita de tua MENTE, porque as mudanças vêm quando possui tua MENTE.

Então, depois trouxe também o “Deus te abençoe”. Todo mundo diz: “Deus te abençoe”. Até os ladrões dizem “Deus te abençoe”… Você faz um favor a qualquer pessoa por aí e lhe dizem: - Deus te abençoe. Os artistas, você tem visto os artistas? (que dizem): -“Deus te abençoe” muito…

E bem, (dizia eu), nós diremos o mesmo, até que descobri Gálatas 3: 9. Nós falamos com evidências. Diz que os que são da fé – a verdadeira fé – são ABENÇOADOS… Uuuuuy quando eu vi essa palavra: “Bendito seja o Deus que nos ABENÇOOU (com todas as bênçãos espirituais)”.

Você tem que ser bem duro de cerviz. Você tem que ser uma pessoa que está bem MALDITA (neste caso), e maldita significa: Mal educada, para você ver isto escrito e seguir dizendo “Deus te abençoe”.

(Tem que ser) um desobediente em proporções bem avançadas… Je, je, je… É o que dizem em Porto Rico: - Você é um cabeção …

Olha, porque diz claro: “Que os que são da fé, são ABENÇOADOS com o crente Abraão…” (Gálatas 3: 9).

E se você liga a televisão nestes programas “religiosos” (eles dizem):
-“Deus lhe abençoe irmão”, da oferta…
Je, je… (Dizem): -“Deus lhe abençoe”, “Deus lhe abençoará muito”…

Então as mudanças, quando está a Apostasia, tudo o que se fala (nos dizem): - Você fala esquisito.
(Lhes dizemos): - Pois, certamente, se está em Apostasia.

Por isso é que você fala esquisito, seja onde for que estiver, (nos dizem): - Olha, o que é isso? Este homem... Esta irmã fala esquisito... Você ouviu o que lhe disse, “abençoada”... E quando você lhe diz isto (te disse): -não recebo.
Ja, ja, ja…

Faz pouco tempo eu estava em um aeroporto e havia duas pessoas atrás, estávamos eu e Josefina (sua esposa), e atrás duas pessoas que contavam, e falavam. E então, o que se ouvia era:
- Recebo, recebo. Não recebo…
E então, eu me virei e Josefina lhes disse: - Vocês são do Ministerio Creciendo en Gracia?...
(Elas confusas, respondem): - De quê?...
(E Josefina lhes disse): - Não, e que (ouvi) essa palavra “recebo”...
(E uma delas diz): - Não, estamos falando dos recibos da luz e da água…

Je, je… Porque é que você não ouve em NENHUM lugar dizer “eu recebo”… Isso NINGUÉM usa, só este Ministério… Em razão de dar e receber…

O sistema evangélico está ÓRFÃO; veja, não sabem falar. Os que nos criticam é que NÃO sabem falar. Não têm educação. Estão com dois mil anos de ATRASO na cabeça...

Imagine, quando lhe escutam, imagine, quando lhe escutam falando (dizem): - O que disse?... (Um lhes diz): - Não, que a cobertura angelical… (Eles estranhando dizem): - Cobertura de quê?....
Eles não sabem… je, je, je… Têm um atraso MORTAL em suas cabeças.

Por isso, quando você vem aqui, é educado na palavra, depois de três meses não há quem lhe conheça. Ja, ja, ja…

Outra palavrinha mais: “Satanás” (o diabo). Para nós está destruído. Mas para eles está de pé. É como quando você (lhe falam de Satanás, você diz): - Satanás!... Ufff, de que está falando? O único satanás que eu conheço está aqui na carne. O que deixou danificado. Que vem a consertá-lo logo. -(Aba Pai). (Forte aplauso).

Outra palavra que Paulo NÃO usa, a menos que esteja falando de “me arrependi de ir nesta viagem” (por exemplo). Mas Paulo NÃO usa a palavra arrependimento para se aproximar de Deus.

Ele usa: Reconciliação.

Agora, todas as denominações no mundo dizem que você tem que se arrepender. Mas Paulo nunca usou isso.

É mais, Paulo não utilizava palavras assim. Ele dizia, você não vê que Paulo dizia que você já vem equipado (que já vem cercado). Que já está salvo. E quando fala de SALVAÇÃO está falando da salvação que a palavra provê para você VIVER...

Esta informação que eu lhe dou te salva de viver como os DEMAIS. Mas NÃO espiritualmente. Teu espírito já está salvo desde antes da fundação do mundo, vem escolhido.

Então, as mudanças de pacto trazem esses “PROBLEMAS”. E vão continuar trazendo problemas, porque você não vai minguar na tua CONFISSÃO.

Lembre-se que Jesus Cristo é o sumo sacerdote, apóstolo de vossa confissão, se a sustenta assim. Se (você) fala palavras corrompidas, então, Ele não é teu Apóstolo. Teu apóstolo é o pastor batista ou pentecostal, ou o padre da esquina. Mas não Jesus Cristo.

Para você ser discípulo de Jesus Cristo, você necessita se acomodar ao pacto quando foi mudado pela fraseologia do pacto. Isso é bem importante.

Outra mais: A Trindade.

- Você sabe que os evangélicos crêem que há três deuses? E dizem isso clarinho: - Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo…
Porque quando Jesus estava nos dias de sua carne, ele (Jesus) falava que meu Pai – quer dizer que ele é o Filho – o Pai enviará seu Espírito Santo a vós nesta semana…

E depois passava um dia e o Próprio Filho soprava e lhes dava. E diziam (os apóstolos): - Mas você não disse que foi o Pai?
(Jesus lhes dizia): - Não, o que acontece é que eu sou o Filho em carne, mas por dentro de mim sou o Pai e meu Pai foi quem soprou o Espírito.

E então, a igreja Católica chama: “O mistério da Trindade”.
E então, quando Cristo morre e ressuscita, acaba com essa informação. Porque o pacto mudou. E então, traz outra informação.

Um: Não é Pai, Filho, Espírito Santo. Agora é Um.

Vamos ver Colossenses 2, como ele corrige esta situação.

Colossenses capítulo 2, versos 2 e 3. (Diz): “…para que sejam consolados seus corações, (suas mentes) unidos em amor, até alcançar todas as riquezas do pleno entendimento, a fim de conhecer o mistério de Deus o Pai …” Aí está dividindo, veja:

(Diz): “… de Deus o Pai, e de Cristo, (em quem)…” (Diz o verso 3: Em QUEM). – Viste como acerta de imediato?

O faz SINGULAR (UM) em vez de plural (VÁRIOS). Aparentemente, parece je, je, je… Aparentemente e alegadamente parece que é plural (mais de um Deus).

Mas quando chega ao verso 3, explica-se a consumação dessa declaração em plural (se unifica) e diz: “…em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.”

- E por que diz em QUEM? – Porque, para falar de Jesus Cristo e do Pai, você tem que compreender que o Pai ao vir a terra necessita de um corpo, e esse corpo há que chamar-lhe Filho. Há que chamar-lhe: Enviado. Há que chamar-lhe Messias. Há que chamar-lhe Cristo.

Então, nesse aspecto, pois há que dividir assim. Então Paulo divide, mas depois quando vai ao assunto diz: “… em quem…” é UM. Não há tal coisa como o Pai, como o Filho, como o Espírito.

Então, todas essas correções têm trazido dificuldades a nosso ministério, porque por aí crêem na “Trindade”. Todos esses ministérios, mesmo os que têm crescido que você vê na televisão, eles dizem: -“No nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Benny Hinn escreveu um livro – aquele que sopra (o soprão) – escreveu um livro em que ele agora não fala nem com o Pai nem com o Filho; ele diz: -“Bom dia Espírito Santo”. Então agora você vai à Costa Rica e todos esses evangélicos - como Benny Hinn sopra e as pessoas caem – pois agora tudo é: -“Bom dia Espírito Santo”. E depois, durante o dia tratam com o Filho e pela noite – se tiver um tempinho – falam com Pai.

Diga: Deus é um.

Deus sempre foi UM. Porque esse problema houve no velho testamento quando estava “Jeová, Yavé, Eloim, Shadai, Rafá”... E um cem números de nomes. Então o povo começou a dizer: - Bem, eu me identifico com Yavé. (E perguntavam): - E você?
Respondiam): - Com Eloim.
(Outro perguntava): - E você, qual é o teu Deus?
(Respondia): - Não,o meu é El Shadai.

(Por isso na atualidade se canta): El Shadai, el Shadai… 
E até cânticos lhe fazem.

- Você acha que aqui se permite um cântico assim a el Shadai? (imediatamente lhe dizemos): - Hei, o que você está cantando aqui?

Aqui não se pode cantar (isso)… Porque aqui, Paulo diz que há que cantar com GRAÇA em vossos corações (mentes). Aqui ninguém pode vir cantar (outra coisa)… Seja o artista que seja, pode ser a melhor voz, se não sabe falar não se pode. Je, je, je… Pode ser Pavarrotti, (que diga): - Vou cantar para você grátis. (O Apóstolo José Luis diz a isso): - Nem grátis te quero. Pago para que você se vá. (Aplausos)

Sim, porque veja você NÃO pode MISTURAR a graça. Porque um pouquinho de levedura, um pouquinho danifica (toda a massa)…

Observe o PODER da CORRUPÇÃO, uma maçã estraga noventa e nove (99).

Eu às vezes vejo uns tomatinhos em minha casa assim, e encontro um com uma mancha preta – como eu viajo, demoro três dias – no quarto dia um dos tomates já está ESTRAGADO. Imediatamente tenho que tirar este tomate, porque se eu esperar outro dia os quatro estarão estragados. Em vez dos três se porem de acordo e dizer:
- Eu conserto você.

Mas é que estamos em um mundo de CORRUPÇÃO. E o teu automóvel vale mais agora, você o comprou faz uns dois anos, e agora te dão o dobro, verdade que sim? (faz uma gozação e diz): - Nãoooo.

Vai baixando (de preço), tão logo o tira do “dealer” (loja) e o toca, e lhe mete uma placa… glup! Baixou cinco mil dólares ($ 5.000,00). E tão logo anda mil milhas (baixa) dois mil. Por isso é bom comprar os carros dois anos mais velhos, porque já que vai baixar… aí baixou muito, e logo pensa e agüenta muitos anos mais. Isso me ensinou um americano lá em Massachussets (dizia): - Sempre procura de dois anos, porque tudo o que for baixar, baixa nesses dois anos. E aí aperta tudo o que for baixar. A menos que seja um carrinho desses que com o olhar rebaixa. Je, je, je, je, je.

Uma profecia cumprida. Isto chamou muito a minha atenção, porque lembre-se que vamos aprendendo, e alguém dirá: - Ainda há lugar para aprender…?

Bem, o problema da palavra CRESCER é que crescer, crescer implica ESPAÇO em espiral, isso sempre chamou muito a minha atenção: Em espiral. Espiral. Quer dizer que você não vai ser o mesmo em meses, porque é em espiral. Vai crescendo.

O evangélico, não. O evangélico (religioso) se enquadra (dizem):
- Até aqui chegamos…

Por exemplo, Abner (Murillo, ex pastor das Assembléias de Deus, agora em Creciendo en Gracia) nos disse que as “Assembléias de Deus” em 1906 ou 16 não sei – estabeleceram dezesseis (16) estatutos, e se enquadraram ali, e dali não saem. Estão presos em seus estatutos. Não têm mais nada.

Vamos ver Romanos, livro a Roma. Romanos 9: 26. (Diz): “E no lugar onde se lhes disse: Vós não sois povo meu, ali serão chamados…”

(O verso) 25 (se leu também e diz): “Como também em Oséias (falando do profeta menor. Oséias) diz: Chamarei povo meu ao que não era meu povo, e a não amada, AMADA”.

- Observe o que diz: Chamarei. O Profeta NÃO disse: “Os Pastores chamarão... Nem naquele tempo chamarão”.

- Sabe por quê? - Porque a apostasia NÃO lhe deixa fazer isto.

Vocês sabem, me chama a atenção, que nenhum pastor em dois mil anos – nem padre, nem sacerdote, nem teólogo – lhes tenha ocorrido um dia, um domingo dizer: - Como está a Amada do Senhor?

- Não. Uns dizem: - Como está o pequeno rebanho? Como está a congregação dos gusanos? Mas a ninguém (lhes ocorreu dizer sua Amada). E naturalmente, era que Deus mesmo se reservou para isso. O guardou. (Como que dizendo): - Não, não, vou buscar a forma de que ninguém, porque isso toca a mim mesmo. E então, eu me lembro quando um dia no serviço (na reunião) eu disse: - Vocês são a AMADA do Senhor. Vocês são o que Deus mais ama.

E daí o Bispo Martín Guío compôs aquela bela canção, que diz:

“O que Ele mais amou,
o que Ele já reconciliou,
o que desde antes Ele, Ele predestinou …
Eu sou a igreja do Senhor…

- Já... já vai para o ensaio agora. Aqui há muitos cantores frustrados. E que aproveitam isso… (no tom de gozação diz isso diante de sua Amada).
- Falemos, disse a lora… je, je, je…

Então, agora veja como diz o outro verso. Leiamos o 26. Veja como diz... O que quis dizer o (verso) 25, é que era o próprio Deus, isso me confirma, o trabalho que a igreja disse que eu sou o próprio Deus para ela.

Então, eu fui a primeira pessoa em dois mil anos que chamei a amada, AMADA.

- E porque me ocorreu isto? - Porque o que está em mim é Deus e então, a mim foi permitido, me subiu o Espírito que habita em mim, subiu e disse: A Amada. Então, pela primeira vez se cumpriu essa profecia. (Aplausos)

E então, veja o que diz (verso 26): “E no lugar onde se lhes disse: Vós não sois povo meu, ali (ali, falando no futuro) serão chamados filhos do (do Deus que vive) do Deus vivente.”

Um Deus que está vivo. E ali, e ali… je, je… Ali é: CEG (Creciendo en Gracia).

Romanos 8: 34. (Diz): “Quem é o que condenará? Cristo é…” quem? (Diz): “… é o que morreu…” (inciso) A.
(Logo diz): “… mais ainda, o que também ressuscitou…” (B).
(Diz): “… o que, além disso, está a destra de Deus…” (C)
(E diz): “… o que também (intercede por nós).” Isso estava falando para este tempo: (Intercede por nós).

Ou seja, que Ele é o quê? - MEDIADOR. O que medeia. O mediador por nós.

Isto se interpretava antes, que o Filho estava ao lado de Papai; - e quando você orava aqui (na terra) – pois o Filho ia e dizia: - Papai, o santo (número) tal, lá em baixo, orou assim… eu estive lá e você sabe que a vida lá em baixo é bem difícil. Por favor, lhe conceda esta petição… Ja, ja, ja. Assim era que se interpretava isto.

Então, os católicos eram os que oravam à Maria (mãe de Deus, assim): - Santa Maria mãe de Deus roga por nós pecadores…
Quer dizer que Cristo não fez nada na cruz; (ali dizem):
-“Pecadores.” Veja que blasfêmia…

Então, Maria intercedia, então, ela ia a seu Filho (Jesus), então o Filho ia ao Pai… ja, ja, ja… a combinação se complicava… Você sabe.

Assim se interpretava isso. Vamos para o último (…). O último.

Salmo 82, verso 6. (Diz): “Eu disse:…”

- Diga-me uma coisa, nos milhares de anos que se passaram, que pregador, denominação disse “vocês são deuses?” -(Ninguém).

- Mas você sabe por que, não? Eles têm lido, mas então, observe o sábio que é nosso Deus. Eles lêem. (Dizem): - Olha, se eu digo isto à congregação, os faço sentir bem!

Mas vem outra preocupação (dizem eles): - Ufff, e se depois se sentirem deuses? Como vou mandá-los passar à frente, como vou dizer a eles que estão em pecado? – Um deus em pecado… ah, um deus mendigando, (expressando): - Ajúdameeeee…

Você sabe… (Eles se perguntam): - Então, de vez em quando eu prego que os demônios possuem, e como eu vou dizer deuses possuídos por satanás?

Então, quando tudo isso lhes sobe, se soubessem um pouquinho, Deus reservou isso para Ele mesmo. Então, por anos isso não se disse.

Agora, aí diz: “Eu disse: Vós (sois deuses),…” (Alguém poderia dizer):
-Não, mas estava falando dos deuses de lá no segundo céu.
-Não, fala aí mesmo, diz: mas como homens, o quê?

Veja o verso 7. (Diz: “Mas como homens morrereis…”)

Então, a quem estava falando a quem estava chamando deuses?
-Diga: A homens e mulheres…
Por isso é que tem que servir a Deus com a MENTE, porque quando você serve a Deus com a mente, você diz: - Eu, o que está aqui, isso é um deus. Porque a MENTE é a representação terrenal de teu ESPÍRITO que está em teu interior.

Então, Deus reservou isso em meu espírito - a MENTE de CRISTO em mim - subiu, (e disse): - Diga-lhes que são deuses.
Porque eu… sim, em mim não havia medo, o que você fizesse com essa verdade.

Há pessoas que dizem (há pessoas que me têm dito isto): - Veja, isso é assim, mas não se pode dizer. (E alguém diz): - Ah, mas é assim?
(Hipocritamente, dizem): - Bem é assim…
(Alguém insiste): - É verdade?
(Eles dizem): - É verdade, mas não se pode dizer.
(E se perguntamos): - E então, o que se pode dizer?
(Eles respondem): - Uma meia verdade.
Isso é o que...

Veja, quando você se atreve a dizer, com peso: “Eu SOU UM DEUS”.
Ouça o peso! (disso)… da mesma forma quando você diz: “eu sou um gusano” (verme), isso tem um efeito tremendo em você.
(Se você diz): - Eu sou um saco de lixo, definido... lixo do bom …. Isso tem uns efeitos em você tremendos. Mas quando você diz:
-“Eu sou um deus, meu Pai é o Deus de deuses…” (Aplausos).

- Rapaz!... Isso tem efeitos tremendos.
Mas diga isso por aí a um evangélico desses: - Ouça deusinho…
Nem deusinho lhe permite. (Assustados dizem): - Rapaz, eu não sou nem uma quarta parte disso… Você sabe o que me falta, orar, jejuar, e repreender para chegar a ser um deus?
Mas veja quem disse? – O chefe (disse):
“Eu disse: Vós sois deuses,…”

Assim me disse uma vez Cora (artista deste ministério), eu estava tendo dificuldades com isso, e todo mundo me dizia (você é Deus)... eu assustado, porque próprio padecia com esses medos. Então, rapaz, com as perseguições e problemas que eu tenho, eu digo que sou um deus (pensava).

E então, um dia, assim do nada sai. Corita me liga e me diz: - Apóstolo, enquanto estava aqui em casa, senti que estava como que perturbado com isso de que és Deus…
E eu lhe disse: - É que isso não é fácil, Cora, isso é um pouco (complicado)…
(Cora disse): - Você sabe que eu senti o meu anjo me dizendo: - Chama-o e diga-lhe: Se ele nos chama deuses, porque os deuses não o podem chamar Deus. (Aplausos)

Imagine, o que os chama deuses tinha medo de chamar-se Deus.

Por isso quando nós viajamos e dizemos as pessoas, diga: Eu sou um deus. Não se ouve. Porque eles recebem aqui (na mente), mas para passar isso pra aqui (aponta para a boca) tem medo. (Dizem): - Rapaz, eu não me atrevo a dizer isso…! E se peco? – Assim dizem… (Dizem): - E se ofendo a Papai Deus em dizer que eu sou um deus? E se Deus falasse (nesse momento diria): - Cabeção, se sou eu mesmo que está lhe dizendo: Eu disse…
As pessoas têm um espírito de temor e de medo em cima…

Diga comigo: - Eu sou um deus.

(O Apóstolo José Luis diz): - Os da frente foram os que gritaram os lá de trás não...
(Um deus grita): EU SOU UM DEUS. (O Apóstolo diz): - Isso é, diga aí.

Aí é que começa o princípio da cura e da prosperidade.
Sim, porque um deus enfermo, imagine!
- Não, Você sabe que o corpo se cura aí mesmo… O corpo tem provisões, para você se deitar enfermo, e amanhecer diferente. Cada dia traz seu próprio AFÃ.

Mas com isso a MENTE, acomodado aí, há muito mais possibilidades de que corpo trabalhe a teu favor, porque respeita o que você tem CONFESSADO.

Da mesma maneira quando você diz: - Eu sou um saco de lixo. Pois o corpo diz: - Olha, tenho uma ajudinha aí para acabar de ferrar. Tremendo.

Assim dizia um pregador em Porto Rico que eu ouvia, quando ia lá ele dizia: - Senhor, quanto a mim, me joga no lixo (me joga à lixeira). Quanto a mim, eu sou um pedaço de lixo…
Imagine, os que estavam ouvindo. Se ele é um lixo, rapaz! Eu sou um verme e morto…

Quero terminar rapidinho, temos falado verdades depois de um pacto.
Temos falado por que a imprensa não nos entende. Porque os evangélicos – e demais cristãos – não nos entendem, simplesmente porque saímos da APOSTASIA.

Saímos... quê, Que é pecado sair de Apostasia? É uma benção ficar apostatando como estão todos eles, intimidados…? – E sabem por que falam mal de nós? – Nós não nos atrevemos a falar mal deles, nós dizemos que estão em APOSTASIA.

Mas eles dizem que eu sou um herege, que sou isto, que o dinheiro, que isso que aquilo... Que eu roubo... O que não dizem?…
- Mas acusem-me do que eu prego, porque não falam do que eu prego? – Porque não querem ouvir, porque têm seus ouvidos fechados (tapados).

Mas vamos ler a segunda carta aos Tessalonicenses, capítulo 2, verso 10 ao 12 e com isto terminamos. Quando alguém não se submete às verdades de um pacto e não é fiel a essas verdades e as nega. Estes evangélicos que nos criticam dizem: - Nós estamos bem, porque temos sinais em nossa igreja. E eles (a imprensa e outros) me perguntam: - Você faz sinais?
(Responde): - Eu faço escondido, por debaixo da mesa.

Veja lá em Houston eu estava na sala e chegou um rapaz – que eu acho ficou iluminado - porque ele é evangélico, mas não vai à igreja, porque pensava que era perda de tempo. Mas quando eu comecei a falar – como ainda não estava diante das câmeras, era um escritor, estava fazendo uma reportagem – então eu podia falar muito, e então em vez de uma hora falamos duas.

E então disse: - Mas sabe o que acontece? É que as pessoas esperam que quando Cristo vier faça MILAGRES…

E então eu lhe dizia: - É que essa segunda manifestação diz que é ensino (doutrina)... Firmar vossos corações com a graça, doutrina.

E então, Boris (Martinez que estava presente, Pastor de Houston), que eu havia convidado, porque Boris vai por outro lado e grava (em vídeo), porque se por acaso se disser algo que eu não disse (pode-se dizer ao repórter): - Eu o tenho gravado…

E então Boris estava gravando e quando ele (o repórter) perguntou se eu fazia sinais... Boris interrompeu (e lhe disse): - Veja, se este homem faz sinais? – Eu sou evidência disso.
E então, ainda se podia falar, se podia interromper porque a gravação não tinha começado. E então o repórter perguntou: - Sim, e o que aconteceu contigo?

(Boris disse): - Pois veja, eu era alcoólatra, me levantava às seis (6) da manhã e começava a beber. E bebia, e se aparecia drogas, eu usava drogas, eu misturava tudo, isso começava de manhã.
Eu não queria saber de nada. E um dia, como minha mãe é membro deste Ministério, eu fui a uma festinha dos abençoados. Porque isto é assim, eu me lembro.

E então (disse Boris), pois eu sempre estava bêbado. Não é que eu tenha me embebedado ali, eu vivo sempre bêbado (ou vivia). E então ele chegou, e quando me viu, ele estava tão bêbado que me disse: - Apóstolo, como está? E eu lhe disse: - Reinando, Borito. (Eu sempre trato bem as pessoas, estejam ou não estejam, eu sempre os trato bem).

E então me disse: - Pois se está bem lhe ofereço um traguinho do meu WHISKY. (O Apóstolo llhe disse): - Ah, que amável, me dá aqui…

Eu não queria aquele, eu queria outro que eu ia me servir, o meu separado, o que eu mesmo preparo... Mas peguei o dele. E provei e lhe disse: - Agora você bebe o resto, toma.

Ele disse que tão logo bebeu aquilo, no outro dia não podia nem sentir o cheiro de álcool. - (Aba Pai). (Aplausos).

Ouça isto… E sabe o que disse ao (ao repórter)? – Veja, estive três anos sem beber. Voltei a tocar em um trago quando ele mesmo me ofereceu um.

Olha, esse Boris, veja, (disse): - Porque agora Ele me devolveu meu trago, Ele não me escraviza. Devolveu-me, mas me encontrei com o espírito que mora em mim, que é espírito de amor, de poder e de DOMÍNIO PROPRIO. (Aplausos).

Olha, não é como os alcoólicos anônimos, eles dizem – que para você ser sóbrio – lhe diz: - Eu sou alcoólatra, eu sou alcoólatra, serei alcoólatra toda a vida, serei alcoólatra...
Não, se o tiramos lhe devolvemos espírito de domínio próprio, e agora o devolvemos como um cavalheiro. Um Wiskzinho, bem suadinho, bem tranqüilinho, com limpa consciência, pac… desfruta tua tardezinha com tua família, com teus amigos, tranqüilo.

Isso é o que lhe oferecemos igreja: Tua liberdade! A liberdade gloriosa dos filhos de Deus. Não seja mais escravo do homem, não deixe que te escravizem e mintam, vem à graça que estamos lhe esperando.

Abençoado com todas as bênçãos. (Aplausos).

Tuesday, November 07, 2006


INQUISIÇÃO ESPANHOLA E A BRUXARIA ANDINA:evangelização e resistência
Ana Raquel M. da C. M. Portugal(*)

Quando barcos espanhóis singraram as águas do Atlântico, trouxeram em seus porões o demônio, bruxas e os medos peculiares aos homens do medievo europeu. Não havia como ser diferente, suas mentes serviam de depósito a idéias há muito propagadas e oficializadas. Escritores europeus, como os dominicanos Heinrich Kramer e Jakob Sprenger, detiveram-se no meticuloso e moroso trabalho de elaborar teses, que não deixassem margem a quaisquer dúvidas sobre a existência do mal encarnado na figura do demônio e de suas fiéis seguidoras, as bruxas(1). Se não bastasse o medo do desconhecido, do mar, dos monstros marinhos e todo um arsenal mítico apavorante(2), os marinheiros que se aventuraram a cruzar o oceano, também carregaram em si, a obrigação de propagar a fé católica e em conseqüência, a repressão que grassava na Europa contra aqueles que conspirassem contra a cristandade.

Ao aportarem em terras americanas, começaram a conquista material e espiritual dos povos que aqui encontraram. Saquearam, mataram e submeteram-nos, visto que, conforme Sepúlveda, era o mais conveniente que poderia acontecer a esses bárbaros, que de homens ímpios e servos do demônio, passariam a ser civilizados, cristãos e cultores da verdadeira fé(3). Para que o domínio espanhol fosse estabelecido com sucesso, estes realizaram um julgamento de valor prévio e procuraram conhecer os costumes e a língua dos povos autóctones, visto que a comunicação estava ligada ao poder e a compreensão dos signos do "outro", propiciaria o domínio completo(4).

Cronistas espanhóis detiveram-se no estudo e descrição dos povos andinos, seus costumes, sociedade e religião, que é onde encontramos uma aproximação aos modelos demonológicos propagados na Europa. No contexto americano, a utilização da demonologia tinha por principal objetivo acabar com a Igreja pagã - nos dizeres dos missionários - e é exatamente nas crônicas quinhentistas que os sacerdotes desses povos são transformados em bruxos e feiticeiros, terminologia que permanece até os dias atuais(5).

As campanhas de extirpação de idolatrias, levadas a cabo desde a segunda metade do século XVI na região andina, tinham por objetivo terminar com todos os ídolos e rituais indígenas, visto que estes contradiziam o cristianismo, ao adorarem criaturas no lugar do Criador, o Deus cristão(6). Houve uma tentativa de cristianizar o imaginário indígena, em que seus deuses foram transformados em demônios(7). Seguindo os passos da Inquisição européia, perseguiram-se também aqueles que praticavam malefícios, sendo acusados de bruxaria(8). Na Península Ibérica, devido à excessiva preocupação em rastrear e punir delitos dos judaizantes, houve menor repressão à bruxaria(9). Pressupomos que este seja um dos motivos, pelos quais a bruxaria tenha adquirido grande atenção em terras andinas, por parte do corpo eclesiástico, pois na ausência de judeus conversos, restava-lhes perseguir índios idólatras, que facilmente poderiam ser acusados de praticar a feitiçaria. Não abordaremos essa questão, visto ser necessário um maior aprofundamento a respeito da Inquisição na Península Ibérica, o que não é o objetivo deste artigo.

Tahuantinsuyu - o Império dos Incas
Na documentação do século XVI, lê-se que o Tahuantinsuyu(10) nasceu da anexação de diversas etnias, sob o controle político-religioso do chefe Inca, pois este era o filho do deus Sol. A reciprocidade foi fundamental para a expansão do território inca, tanto que os povos que

desconheciam esse sistema não aceitaram a dominação incaica. O Inca estabelecia ligações com os chefes de ayllus(11), oferecendo presentes em troca de trabalho ou, como nos mostra John Murra, estabelecendo laços de parentesco, contraindo em casamento filhas desses curacas(12).

A reciprocidade era a principal característica desses grupos étnicos organizados em ayllus. Essa reciprocidade(13) inicial se dava entre os membros do ayllu e o curaca, que era o responsável pela divisão da terra a ser cultivada e pelo armazenamento da produção. Suas terras também eram produzidas, bem como as que se destinavam à manutenção das huacas (centros cerimoniais) e o restante dos produtos eram redistribuídos entre o grupo.

Conforme María Rostworowski Canseco, baseando-se nesse tipo de reciprocidade, os incas formaram o seu império, o Tahuantinsuyu, pois, à medida que ampliavam suas conquistas, o número de curacas unidos ao Inca por reciprocidade e por laços de parentesco foi aumentando, o que resultou num crescimento da força de trabalho disponível(14), aumentando a produção e gerando o excedente necessário à manutenção das ligações recíprocas com os ayllus.

Porém, esse sistema tornou-se quase impraticável devido às grandes dimensões do império. Desse modo, quando um grupo não aceitava o domínio através da reciprocidade, o Inca colocava um funcionário de sua confiança no lugar do curaca local, estabelecendo assim, suas regras organizativas. O aumento do território e da população ocasionou a necessidade de maior produção para ser redistribuída e atender ao sistema de reciprocidade.

Karl Polanyi aplica os conceitos de reciprocidade e redistribuição ao estudo de populações africanas(15) e John Murra os reutiliza, caracterizando o Tahuantinsuyu como sendo um Estado(16) redistributivo, não porque fosse um Estado com fins humanitários, mas porque isso era essencial para manter a coesão do Império(17). Isso ocasionou mudanças na organização produtiva dos ayllus, pois se antes a reciprocidade e a redistribuição se davam em função das relações de parentesco entre o chefe do ayllu e seus membros, agora passam a ocorrer em função da relação político-religiosa estabelecida entre esses grupos e o Estado inca(18).

Durante o domínio inca, os ayllus permaneceram como grupos ligados por laços de parentesco e aqueles que tinham a posse da terra, perderam-na, passando esta ao controle do Estado que, por sua vez, a dividiu em terra do Sol, do Estado e do povo. A cada ano era feita a redistribuição de tupus(19), lotes de terra, suficientes para o sustento de cada família. Também eram distribuídas as tarefas de produção estatal da terra, pois esse tipo de trabalho, ou mita(20), era o tributo que o Estado exigia à população em troca de benefícios coletivos ou individuais. Desse modo, o sistema comunitário de produção baseado em laços de parentesco do ayllu é reutilizado no Tahuantinsuyu com fins expansionistas.

Muitos grupos étnicos permaneceram insatisfeitos sob o domínio inca, pois também foi utilizada a coerção. Por outro lado, o crescimento em demasia do território dominado originou uma maior demanda de produtos para serem redistribuídos e nem sempre o Inca conseguiu satisfazer os curacas, que esperavam dele presentes e regalias. Esse descontentamento vai se refletir mais tarde, quando chegam os espanhóis, pois muitos desses curacas aliam-se ao inimigo com o objetivo de libertarem-se do jugo incaico e de estabelecerem novas relações de reciprocidade.

Espanhóis na terra dos Filhos do Sol
Quando Francisco Pizarro chegou a Tumbez, em 1532, o Tahuantinsuyu estava dividido pela disputa dos dois irmãos, Huascar e Atahualpa, pela mascapaicha(21). O Inca Huayna Capac havia ido guerrear no norte do território incaico e aí morreu vítima de uma epidemia de varíola e sarampo. Huascar era considerado o melhor candidato a substituir seu pai, visto que ele era filho do Inca com a coya, esposa principal. A gravidade dessa situação estava ligada aos princípios básicos de organização social do povo inca, que se estruturava em torno do ayllu. Ao contrário do que ocorria nos ayllus(22) comuns, em que o sistema era patrilinear e exogâmico, entre as panacas ou ayllus



reais(23), a linha de descendência era matrilinear e endogâmica. Porém, apesar da aparente desvantagem de Atahualpa, ele tinha direito a disputar o poder, pois também era filho do Inca. Depois de alguns confrontos com seu irmão, Atahualpa terminou por vencê-lo.

Atahualpa encontrava-se em Cajamarca quando Pizarro chegou e o aprisionou. A conquista do povo inca se deu de modo aparentemente fácil, pois estes não ofereceram resistência, já que não foram atacados. A falta de coesão diante do perigo, a insatisfação de alguns chefes étnicos em relação ao Estado, como vimos, e a debilidade diante do armamento espanhol foram alguns dos fatores que propiciaram a sua derrota.

Depois da conquista inicial, começam a aparecer os primeiros documentos que descrevem não só os feitos dos espanhóis, mas também as organizações das etnias encontradas no que hoje conhecemos por Peru. O século XVI é extremamente complexo de ser analisado, pois como afirma Luis Millones, esse período é o mais importante da história americana(24), por terem acontecido grandes mudanças. Atualmente, podemos contar com grande quantidade de documentos publicados, como crônicas, visitas, litígios, que em sua maioria são parte de artigos ou teses de etno-historiadores(25).

Esses documentos são uma fonte valiosa de informação, tanto etnográfica como histórica sobre os povos andinos dos períodos pré-hispânico e colonial. É necessário, no entanto, realizar-se uma interpretação crítica dos mesmos, visto que representam a percepção tida por espanhóis a respeito do mundo andino. Comparando-os com escritos indígenas, poderemos perceber que existem diversas contradições por parte de tais autores.

Os espanhóis, por exemplo, transformaram o sistema político numa monarquia e sabemos que no mundo incaico o governo era dual, existindo dois Incas e dois curacas(26). A sucessão incaica, ao contrário do que escreveram tais cronistas, não era via filho legítimo e primogênito como na Europa do século XVI, e sim, pelo ‘mais hábil’(27). Outro exemplo da dificuldade em se analisar esses documentos está no conceito de ‘pobreza’. Para os espanhóis, ‘pobre’ eram os velhos e aleijados que não tiveram acesso a bens, enquanto que, no mundo andino, ‘pobres’ eram os incapacitados de trabalhar temporariamente ou indefinidamente(28).

Os documentos escritos por indígenas, em sua maioria do século XVII, continham descrições de seu mundo baseados em critérios europeus, visto que passaram por um processo de ‘aculturação’. Nathan Wachtel, que analisou profundamente esse tema, explica que a ‘aculturação’ designa todos os fenômenos de ação recíproca que resultam do contato entre duas culturas de força desigual, uma dominante e outra dominada(29). No caso andino, não houve a passagem da cultura indígena à cultura ocidental, e sim, o processo inverso, em que a cultura indígena integra os elementos europeus. Como os incas estavam acostumados a produzir excedente econômico e a pagar tributo, os espanhóis aproveitaram o sistema preexistente para controlar a mão-de-obra. Para isso, contavam com a ajuda de chefes locais, que mantinham como antes, a ligação entre senhores e súditos. Foi essa administração indireta que favoreceu a manutenção das tradições indígenas, apesar da ação espanhola em sentido contrário através da evangelização e das reduções(30), que, em verdade, desde o momento inicial da conquista, eram um instrumento para justificar suas pretensões políticas(31). Os documentos indígenas são resultantes dessa mescla, em que por um lado é visível a influência dessa ‘aculturação’, pois os cronistas retratam sua realidade com visão ocidentalizada, mas, por outro, fazem uma apologia ao mundo andino.

No que concerne à religião, os documentos que nos chegam são também uma reprodução de lógicas mentais da velha Europa no Novo Mundo(32), por isso, foram transportados para os Andes o diabo e a sua aliada, a bruxa. O mundo andino não conhecia a noção do mal encarnado em uma figura satânica, e sim, uma visão dialética em que o bem e o mal são complementares. Percebe-se que houve uma aculturação desses conceitos, quando por exemplo, os hapiñunos, que seriam fantasmas ou duendes, são posteriormente representados como forças diabólicas derrotadas por Santo Tomás, conforme os relatos de Pachacuti Yamqui(33), um indígena aculturado.

Os cronistas espanhóis, ao associarem a religião indígena a cultos demoníacos, fizeram com que, quando da instalação da extirpação de idolatrias, as mulheres fossem particularmente perseguidas e acusadas de praticarem feitiçaria, como haviam sido pela Inquisição européia. Os ditos feiticeiros, homens ou mulheres, eram vistos pelos espanhóis como perniciosos à colonização, pois ao revitalizarem antigas crenças, incitavam a resistência ao sistema colonial.

Tais relatos originam-se da confluência de discursos representativos de culturas distintas. A utensilagem mental(34) do espanhol só lhe permitia reproduzir aquilo que via de acordo com seus próprios traços culturais. O indígena, que passou por um processo de aculturação, não apagou de sua memória a própria cultura, apenas passou a filtrá-la de acordo com os modelos europeus. Ao analisarmos documentos do século XVI e XVII, que tratam a história andina desde o período da conquista até à época das campanhas de extirpações de idolatrias, estamos lidando com um conjunto de informações que são a representação desse mundo indígena, aos olhos de europeus, mestiços e autóctones impregnados de traços culturais espanhóis. Podemos considerar que os textos resultantes dessa confluência cultural representam uma nova realidade, que acabará por ser assimilada e sociabilizada.

Os primeiros religiosos em terras incaicas
Os primeiros grupos de conquistadores que chegaram aos Andes traziam religiosos, os quais mal se diferenciavam dos civis presentes em tais expedições, pois o motivo que os trazia a essas terras era semelhante. Tanto civis, quanto religiosos, ambicionavam enriquecer, sendo este o primeiro motivo do fracasso da evangelização. Lockhart menciona que estes estavam interessados em obter ganhos econômicos e, para tanto, participavam em combates, preferindo guerrear a propagar a fé. Os sacerdotes seculares tinham menos regalias que os regulares, ganhavam pouco e, por vezes, transformavam-se em sacerdotes-empresários, ávidos por riquezas e que logo retornavam à Espanha.

Os frades pertencentes a Ordens religiosas chegavam em condições distintas, visto que estavam respaldados por suas Congregações, cuja matriz ficava na Espanha. Vinham com tarefas estabelecidas e locais pré-determinados para se fixarem e desenvolver as suas missões. Os que estiveram presentes no momento da conquista, como os mercedários e os dominicanos, receberam encomiendas, independentemente de sua origem social. Algumas congregações eram subsidiadas pelo Estado, mas nem todas contaram com esse apoio. Os dominicanos, os franciscanos e os agostinianos eram os responsáveis pela evangelização e recebiam essa ajuda estatal, ao contrário dos mercedários, que apenas ganharam encomiendas(35) por haverem participado das expedições iniciais de conquista(36).

Esses ditos religiosos "soldados", continuaram participando em combates, como as Guerras Civis ocorridas entre almagristas e pizarristas. Muitos foram aqueles que serviram de espiões e correio em tais conflitos e acabaram tendo um fim trágico, sendo condenados e enforcados. Outros desempenharam importantes papéis de mediadores nessas lutas e também na conquista a nível militar e político, pois, enquanto a alta hierarquia tratava de organizar as batalhas, os menores lutavam no campo. Esse espírito de conquistadores, resultou em pouca ou nenhuma atividade de cristianização nos momentos seguintes à conquista espanhola(37). No século XVI, Hernando de Santillan reitera essa idéia, quando comunica preocupado que os índios em tempos incaicos eram bons trabalhadores e não se excediam em nada, pois seus vícios eram castigados. Porém, depois que tiveram contato com os sacerdotes, nem prosseguiram com sua lei, nem aprenderam a dos espanhóis, visto que viram os maus exemplos daqueles que lhes predicavam o Evangelho, afastando-se da possibilidade de terem em seu coração a doutrina e os ensinamentos da santa fé(38).

Contudo, a conversão dos índios não era uma tarefa fácil, pois a dificuldade da comunicação também acarretava sérios problemas na propagação das mensagens dos sacerdotes, visto serem estas radicalmente estranhas às tradições religiosas indígenas. A utilização que esses espanhóis fizeram do



trabalho indígena fez com que estes se convertessem em inimigos da predicação, pois associavam a imagem de trabalho com a da fé. As fortes obsessões econômicas desses sacerdotes instalados desde o princípio na América, representou um sério inconveniente à evangelização(39).

Nos momentos posteriores a essa crise, houve a necessidade de impor a cultura européia, começando a destruição de ídolos e o combate aos rituais indígenas. Tudo aquilo que os doutrineiros não compreenderam ou não quiseram compreender interpretaram como sendo feitiços ou arte mágica e decidiram queimar e destruir tudo(40). Isso ocorreu devido à pouca preparação desses religiosos e à sua formação inicial. A Igreja na América teve a seu serviço homens, que foram criados por suas famílias numa cultura guerreira, visto serem provenientes de um lugar onde ocorreram as lutas pela Reconquista contra os mouros.

A perseguição a "hereges" no período inicial da cristianização andina, tinha por objetivo combater aqueles que se opusessem ao desígnio "divino", do rei de Espanha, sobre os territórios encontrados. Dessa forma, estavam travando uma "guerra santa", como a das Cruzadas, em que defendiam uma causa civil cuja meta final seria religiosa(41).

A má formação dos primeiros clérigos, que não conseguiram destinguir deuses importantes dos de caráter puramente idolátrico e que colocaram interesses pessoais acima dos da Igreja, prejudicaram o processo inicial de evangelização nos Andes.

A extirpação de idolatrias: segunda evangelização
Depois do fracasso inicial, passou-se à erradicação das idolatrias, com o objetivo de preparar o povo local para a evangelização, ambas as estratégias tinham por fim a cristianização dos indígenas. Devido à crença medieval, tudo o que era pagão na América foi considerado obra do diabo, passando-se a realizar a "caça às bruxas" e criando-se um verdadeiro choque ideológico em que a cosmologia indígena foi deturpada para atender às necessidades dos extirpadores de idolatrias(42).

Esse domínio cultural, segundo Wachtel, significou a desestruturação do mundo andino, pois a extirpação de idolatrias era o mesmo que uma deculturação. Porém, a cristianização não reestruturou a sociedade indígena, que, devido ao choque com as estruturas mentais completamente diferentes das suas, viu no cristianismo uma variedade de idolatria, enquanto seus deuses eram considerados demônios pelos espanhóis(43).

O povo inca não ofereceu resistência aos deuses cristãos, pois conforme suas próprias crenças religiosas, se os espanhóis haviam vencido, era porque seus deuses os haviam ajudado e nada mais natural do que respeitá-los. Porém, isso não significou uma conversão ao cristianismo e depois do fracasso da primeira evangelização, que usou de persuasão e repressão, teve início a extirpação de idolatrias, propriamente dita. Esta era diferente da extirpação do período da conquista, em que o objetivo era saquear riquezas dos templos dos demônios.

Obras, como o Manual dos Inquisidores(44) e o Malleus Maleficarum(45), serviram para fundamentar os Concílios de Lima(46), que eram os regulamentos de combate às heresias indígenas. O Manual também conhecido por Directorium inquisitorum, descrevia as categorias de heréticos a serem reconciliados ou "relaxados ao braço secular", quando necessário fosse. Os autores de Malleus atribuíram às mulheres as artes maléficas, visto serem estas marcadas pelo pecado original de Eva e mais fracas diante das tentações do demônio. Essa obra tratou em detalhes a maneira demoníaca como as bruxas agiam e como era possível identificá-las, servindo de guia para os inquisidores e aconselhando-os para que não aceitassem o arrependimento como motivo para não condená-las à fogueira, visto serem elas perniciosas à cristandade.

Nos três Concílios de Lima, datados respectivamente de 1551, 1567 e 1568, foram tratados os principais objetivos da extirpação de idolatrias e a forma como deveriam ser castigados aqueles que fossem acusados de idólatras. Chamou-se a atenção, para que fossem perseguidos com mais intensidade os feiticeiros e dogmatizadores, devendo estes ser submetidos aos mais severos castigos, inclusive a pena de morte.

No início da campanha de extirpação, houve disputas entre o clero regular, que tinha uma postura indigenista favorável a uma evangelização por persuasão e não pela violência(47) e o clero secular, favorável às extirpações. Nesse período, criou-se o cargo de Juiz Visitador, com o intuito não só de extirpar a religião andina, mas também de liquidar os doutrinadores regulares, submetendo-os ao seu poder e acusando-os de explorarem a população indígena e de não conhecerem as línguas vernáculas, o que dificultava a predicação.

Prova disso são as Visitas feitas com o objetivo de inventariar os bens das Igrejas de cada povoado e de averiguar se os padres estavam desempenhando suas funções de instruir e evangelizar os índios. Quando chegava a uma aldeia, o Juiz Visitador interrogava a testemunhas locais sobre as atividades do cura do povoado. Perguntava se todos haviam sido batizados pelo dito cura, se este lhes tomava a confissão, se atendia com esmero aos enfermos e se não explorava o trabalho indígena, pagando pelos serviços prestados por estes. O dito padre não poderia ter mulher, nem dentro, nem fora de casa, e deveria tratar a todos como seus filhos, ensinando-lhes a doutrina cristã e predicando-lhes e explicando todos os domingos e em dias de festa o Santo Evangelho(48).

De 1610 a 1660, a extirpação de idolatrias teve seu período de maior atividade, e apesar dos confrontos entre o clero regular e o clero secular, a partir de 1610, a Companhia de Jesus conseguiu empreender sua campanha de cristianização. Seguindo uma política missioneira relativa à zona andina, conforme foi tratada por José de Acosta(49) e usando critérios indigenistas e coletivistas, os jesuítas conseguiram alcançar a elite indígena através do Colegio del Príncipe, em Lima, onde os filhos de curacas eram educados. Para além disso, criaram a prisão para feiticeiros, a Casa de Santa Cruz, com a finalidade de suprimir a elite de sacerdotes da religião indígena. A Companhia praticamente dominou religiosa e culturalmente o território peruano nesse período.

A Inquisição inicial queria tão somente acabar com as heresias de indivíduos já integrados à cultura hispânica, enquanto a Extirpação, segundo Pierre Duviols, era a filha bastarda da inquisição, instalada em Lima em 1571 e da evangelização, pois tinha por projeto a destruição das religiões andinas(50).

As campanhas de extirpação de idolatrias, conforme Antonio Acosta, tornaram-se mais vorazes no século XVII, nas regiões próximas a Lima. Isso se deu, em virtude do grande número de conflitos entre índios e doutrinadores, devido à ganância econômica destes últimos. Esse fato pode ser explicado, entre outros motivos, pela chegada a Lima de vários bispos e arcebispos ligados à Inquisição européia. Um deles foi Bartolomé Lobo Guerrero, que tinha larga experiência inquisitorial e foi quem apoiou o primeiro grande Juiz Visitador do Peru, o doutrinador Francisco de Ávila , na denúncia promovida por este contra os índios da região de Huarochiri(51). A extirpação de idolatrias serviu em casos como esse, para acabar com conflitos judiciais entre índios e religiosos.

Foram muitos os processos contra religiosos, que eram acusados de cometer excessos e agravos contra os índios, pois lhes pediam dízimos pelos mortos e faziam-nos trabalhar em suas chácaras sem pagamento algum. Num processo movido pelos índios do povoado de Santiago de Carampona, Francisco de Galarca foi acusado, não só das questões acima relatadas, mas de ser culpado pela morte de uma índia, a qual foi obrigada por este a mudar-se do povoado. Francisco de Galarca defende-se argumentando que tal mulher havia morrido em função de uma surra que levara do marido, que estava bêbado. Ele estaria sendo sim, vítima de uma vingança por haver descoberto "ciertas guacas e ydolatrias y superstriciones del demonio y de sus antepasados"(52). Essa era uma forma inteligente de escapar à condenação por exploração e assassinato(53).

A tentativa de ocidentalização da América se deu através da evangelização e da extirpação de idolatrias(54). Quando os visitadores chegavam às aldeias, era realizada uma festa de recepção nos moldes dos cerimoniais romanos, onde trombetas eram tocadas e o Visitador entrava na Igreja em procissão e chegando ao altar maior, ajoelhava-se sobre uma almofada e fazia as primeiras preces, sendo-lhe estas retribuídas pelo pároco local(55). Tal pompa, fazia parte da teatralização necessária à repressão inquisitorial, que, após tais cenas, começava os interrogatórios, as pesquisas, as confissões e a destruição dos santuários indígenas. Diante de tal aparato, não era difícil conseguir confissões de pessoas que diziam ter ligação com o diabo, pois essa noção européia acabou por mesclar-se com as estruturas simbólicas indígenas.

Houve nesse período um processo de aculturação(56) da população indígena, por parte dos visitadores, e por isso, as "bruxas" e "bruxos" mais perseguidos eram os dogmatizadores, visto serem os que promoviam uma contra-evangelização(57).

Na sociedade andina havia conhecedores de ervas, soldadores de ossos e os curandeiros, mas, como na Europa dizia-se que esse tipo de conhecimento só era concedido aos seguidores do diabo, a idolatria, o curandeirismo e a bruxaria acabaram sendo confundidos, sendo esta última, uma invenção hispânica(58).

Por meio de tortura, os visitadores conseguiam as evidências que necessitavam para condenar o acusado, assim um grande número de curandeiros confessaram ter recebido seus conhecimentos de ervas através de pactos demoníacos.

Os deuses andinos estavam perdendo a força diante das adversidades coloniais, estavam se calando e, conforme Todorov, é necessário ter o domínio dos signos para que se possa manter o poder(59). O papel dos bruxos e bruxas-dogmatizadoras(60) nas comunidades, era de suma importância para a manutenção da sabedoria e rituais indígenas, pois simbolizava a resistência ao sistema colonial.

Houve também um grande número de mulheres acusadas de serem bruxas, como podemos comprovar através da Relación de la visita de extirpación de idolatrías de Cristóbal de Albornoz(61). Apesar de os espanhóis associarem a figura do chefe local, o curaca, à de feiticeiro, por ser o responsável pela manutenção da tradição indígena, muitas foram as mulheres acusadas de feitiçaria(62), tendo sido a maioria condenada a serviços perpétuos para Igreja, podendo levar-nos também à suposição de que essa seria uma forma de escravizar mão-de-obra indígena(63).

Na obra de José de Arriaga, aparece um exemplo de aculturação de rituais indígenas extremamente significativo, que é quando este descreve a ação de feiticeiros que constituíam sociedades secretas e que atuavam quando os outros dormiam, entrando nas casas e sugando um pouco do sangue da pessoa a quem queriam matar e depois levavam esse sangue ao grupo, que o cozinhava e comia. Alguns dias depois, a pessoa de quem retiraram o sangue, morria. Adoravam o demônio, que aparecia em forma de leão ou tigre, mantinham relações homo e heterossexuais durante as festas e depois todos beijavam-lhe o traseiro(64). Essa, nada mais é, que uma descrição da comunhão diabólica do sabá(65), ou seja, através de comportamentos ritualísticos andinos, Arriaga sugere o sabá, o que leva a crer que os bruxos andinos tenham sido bastante atormentados pelos inquisidores para que estes conseguissem tais relatos.

A explanação acima reitera a afirmação de Irene Silverblatt, sobre ser a bruxaria andina uma invenção espanhola. O processo de aculturação permitiu que as estruturas indígenas fossem adaptadas às necessidades inquisitoriais, mostrando mais uma vez ter sido fundamental o papel das "bruxas" andinas , e para nós, também o dos "bruxos", na manutenção das crenças indígenas(66).

Na maioria dos casos, a extirpação de idolatrias usou métodos de tortura, como açoites, a tosa de cabelo ou ter de andar nu em cima de uma llama. O acusado poderia ter seus bens confiscados, ser condenado a trabalho provisório ou definitivo para a Igreja, como já mencionamos, ou até mesmo, à pena de morte. Na Espanha, ser condenado a andar nu era considerado humilhante, mas entre os índios não tinha a mesma conotação, visto serem esses solidários contra a Igreja conquistadora. Já a tosquia de cabelos, significava uma perda imensurável, pois estes tinham valor de distinção entre os diversos ayllus e os extirpadores tinham consciência disso. O confisco de bens entre uma população que vivia comunitariamente era um fato trágico, pois significava o empobrecimento de toda a comunidade.

Durante os autos-de-fé, eram queimados ídolos e, por vezes, os "mallqui" (múmias de antepassados). Os índios não aceitavam que os corpos fossem enterrados, devido a suas convicções religiosas de haver vida após a morte, por isso, sempre que podiam, resgatavam os corpos de familiares enterrados no cemitério da Igreja. Os inquisidores, revoltados, mandavam queimar os cadáveres, porque, na concepção cristã, estavam condenando-os ao inferno. Ao fazerem isso, estavam na verdade acabando com as raízes deste culto, ou seja, matando aquela cultura através de seus mortos(67).

Demônios, bruxos e resistência
Os religiosos necessitaram da ajuda de indígenas intérpretes na propagação da fé cristã e devido às dificuldades em utilizar as terminologias próprias do cristianismo, surgiram as primeiras heresias nos Andes, que eram o resultado de uma mescla da cosmovisão indígena com as noções religiosas européias.

As idolatrias possuíram desde o início elementos católicos, visto que os espanhóis construíram suas Igrejas com os restos de santuários indígenas e colocaram cruzes, aonde antes os índios íam levar oferendas, fazendo com que estes prosseguissem cultuando tais locais, não porque os sacerdotes os ensinavam a adorar a casa de Deus e a Cruz, na qual seu Filho morrera, mas porque aquelas pedras que ora serviam de paredes ou bases a templos e símbolos católicos continuavam sendo seus locais sagrados.

A demonização de deuses andinos foi a forma que os sacerdotes encontraram de interpretar o desconhecido e fazer com que os indígenas se afastassem dessas crenças, incutindo neles noções como a do pecado. Os sacerdotes fizeram com que estes acreditassem que, por sempre terem sido idólatras, viviam agora dias de desgraça, submissos ao domínio espanhol. Longe de estar ligada a uma noção de culpa pela transgressão religiosa, os índios associaram o peso da destruição de sua cultura com a idéia de pecado e sua angústia não se resolvia mediante a confissão(68).

Nos documentos dos séculos XVI e XVII, aparecem as representações desse mundo multifacetado, em que figuras do bem foram convertidas em seres diabólicos, indivíduos que conheciam o efeito medicinal das ervas, eram tidos por feiticeiros e sacerdotes eram convertidos em bruxos.

Cristóbal de Molina descreveu em sua crônica como funcionavam as huacas e os templos onde o demônio dava respostas aos feiticeiros, mediante sacrifícios de animais, plantas, alimentos e outras coisas, que eram realizados ao longo do ano em festividades diversas(69).

Os grandes extirpadores de idolatrias, Francisco de Ávila, Hernando de Avendaño e Jose de Arriaga(70), foram os que mais propagaram esse discurso demonológico nos Andes. Seus discursos influenciaram cronistas indígenas, como Garcilaso de la Vega(71), Guaman Poma de Ayala(72) e sobretudo, Joan de Santa Cruz Pachacuti(73), visto que sua Relación pode ser definida como um instrumento de conquista espiritual do passado, ou seja, de conquista e colonização do passado andino. Seu discurso reflete uma visão aculturada, pois rejeita seu passado cultural e mental em troca de um outro passado importado(74).

Essa aparente vitória do cristianismo, se dissolve nas próprias idolatrias, que nada mais eram, como vimos, do que um conjunto de elementos católicos mesclados a características religiosas indígenas.

Daí o aparecimento de movimentos nativistas de resistência, portadores da idéia de transformar a sociedade, amparando-se em elementos pré-hispânicos. As idolatrias, como tais, deveriam ser então descartadas como o cristianismo, para dar lugar à verdadeira religião dos tempos incaicos. A idolatria constituiu a resposta do indígena ao processo de evangelização levado a cabo pelos espanhóis dos séculos XVI e XVII.

Algumas considerações
No período inicial de colonização, os religiosos queriam apenas conquistar e enriquecer, devido ao seu espírito guerreiro. A primeira evangelização fracassou, não só pela incompreensão dos signos indígenas por parte dos espanhóis, mas também porque o objetivo das primeiras campanhas de extirpação era saquear os povoados.

Foram muitos os abusos cometidos pelos padres contra a população indígena, e para contê-los, foi necessário iniciarem-se as Visitas de Idolatrias, que, além de extirparem a religião indígena, tinham a função de controlar a ação de tais clérigos. Na verdade a Visita é uma junção da Extirpação com a Inquisição, pois a coroa opunha-se a aplicar o Santo Ofício aos indígenas, criando-se essa instituição análoga e paralela, que tomaria sob a sua jurisdição o caso dos índios idólatras(75).

Como na Europa a luta contra a heresia nos Andes teve fins políticos, pois a população que queria escapar aos rigores da Inquisição, como os que expusemos, era forçada a entrar nas reduções, onde era evangelizada e controlada politicamente, facilitando a cobrança de tributo. No caso das mulheres, especificamente, a perseguição foi expressiva, não só por serem as "bruxas" as companheiras do diabo, conforme a mentalidade européia da época, mas porque estas eram temidas pelos espanhóis e seus aliados indígenas, por representarem a resistência ao mundo colonial, visto que tinham grande poder dentro de suas comunidades, participando de reuniões importantes do povoado e sendo inclusive temidas pelos curacas. Eram as detentoras da sabedoria e rituais indígenas e utilizavam esses conhecimentos para destruir o desequilíbrio provocado em seu mundo pelo domínio espanhol.

Quando os espanhóis fizeram uso das antigas estruturas indígenas, como o ayllu, com fins econômicos, eles lucraram com a intermediação do curaca em relação à população local, mas propiciaram também a manutenção das tradições culturais e religiosas indígenas. Por isso, curacas, sacerdotes, curandeiros, adivinhos, homens ou mulheres, todos foram equiparados a demônios, quando os espanhóis perceberam sua função revitalizadora das crenças pré-hispânicas.

Acreditamos que a conquista espanhola não tenha significado a destruição do mundo andino, e sim, sua transformação. Nas fronteiras discursivas(76), em que a visão espanhola e indígena se encontraram, novas práticas culturais foram forjadas. Fronteiras são simbólicas e construídas pela necessidade de diferenciação entre grupos que se reconhecem entre si(77), através de traços culturais representados em sinais, símbolos e discursos, por isso, quando culturas diferentes interagem, essas fronteiras rompem-se parcialmente, permitindo o surgimento de representações culturais híbridas(78) ou mesmo, mestiças(79). A bruxaria andina, é portanto, resultado de tais confluências culturais, em que a visão demoníaca do espanhol interpenetrou os rituais indígenas, gerando novas superstições(80).

FONTES E BIBLIOGRAFIA
Fontes manuscritas
AAL - Archivo Historico Arzobispal - Lima

Capítulos leg.3, exp.II - 1619

Visitas leg.9, exp.XXX - 1659

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RESUMO
A inquisição espanhola e a bruxaria andina:
evangelização e resistência
Neste artigo, temos por finalidade comprovar que a bruxaria andina é resultante de uma confluência de discursos culturais. Na historiografia atual, começam a aparecer os estudos que se reportam à utilização de análises dos signos na construção de uma história cultural. Ao trabalharmos as crônicas dos séculos XVI e XVII, constatamos os diferentes discursos a respeito de estruturas indígenas, que por vezes, foram modificadas para atender a necessidades coloniais. As crônicas há muito são trabalhadas, mas nossa preocupação é analisá-las enquanto fontes resultantes de uma semiose.

Palavras-chave: História Cultural; Bruxaria; cultura indígena.

ABSTRACT
Spanish inquisition and andine witchcraft:
evangelization and resistence
In this article, we intend to prove that the Andean witchcraft is the result of a confluence of cultural speeches. In the current historiography, begin to appear studies that analying the role of signs in the construction of a cultural history. Working with the chronicles of XVI and XVII centuries, we verified that there are different speeches regarding indigenous structures, and that sometimes, they

were modified to assist to the colonial needs. Our concern is to approach the chronicles as the output of a semiosis.

Key-words: Cultural-History; Witchcraft; Indian-culture.

Notas
(*) Doutoranda em História - UFF/RJ.

(1) "...é inútil argumentar que todo o efeito das bruxarias é fantástico ou irreal, pois não poderia ser realizado sem que se recorresse aos poderes do diabo; é necessário, para tal, que se faça um pacto com ele, pelo qual a bruxa de fato e verdadeiramente se torna sua serva e a ele se devota - o que não é feito em estado onírico ou ilusório, mas sim concretamente: a bruxa passa a cooperar com o diabo e a ele se une". KRAMER, Heinrich & SPRENGER, Jakob. Malleus Maleficarum. Rio de Janeiro, Rosa dos Ventos, 1991, questão I, p.57.

(2) DELUMEAU, Jean. História do medo no ocidente. São Paulo, Companhia das Letras, 1989, p.50-51.

(3) "As justas causas de guerra contra os índios, segundo o Tratado Democrates Alter de Juan Ginés de Sepúlveda - 1547" In SUESS, Paulo (Org.). A conquista espiritual da América espanhola, 200 documentos - Século XVI. Petrópolis, Vozes, 1992.

(4) A discussão de alteridade é desenvolvida na obra de TODOROV, Tzvetan. A conquista da América. São Paulo, Martins Fontes, 1988.

(5) SOUZA, Laura de Mello e. "O conjunto: a América diabólica" In _____. Inferno Atlântico: demonologia e colonização. Séculos XVI-XVIII. São Paulo, Companhia das Letras, 1993, p.27.

(6) Duviols, Pierre. Cultura andina y represion; procesos y hechícerias. Cajatambo, siglo XVII. Cusco, Centro de Estudios Rurales Andinos "Bartolomé de las Casas", 1986, p. XXVII.

(7) GRUZINSKI, Serge. La colonización de lo imaginario. sociedades indígenas y occidentalización en el México español. Siglos XVI-XVIII. México, Fondo de Cultura Económica, 1991. Ao longo da obra, o autor trata este assunto, sendo significativos os cap. IV e V.

(8) O início da perseguição européia à bruxaria, deu-se após a bula papal de Inocêncio VIII Summis Desiderantis Affectibus, de 1484. KRAMER, Heinrich & SPRENGER, Jakob. Malleus Maleficarum, p.43-46.

(9) CAMPOS, Pedro Marcelo Pasche. Inquisição, magia e sociedade: Belém do Pará, 1763-1769. Dissertação de Mestrado em História, UFF/RJ, 1995, p.47. Ver também PAIVA, José Pedro de Matos. Bruxaria e superstição num país sem "caça às bruxas". Portugal - 1600/1774, Tese de Doutorado apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1996.

(10) "...(Tawantinsuyu = las cuatro partes del mundo = todo el mundo), llamado imperio de los incas por los cronistas del siglo XVI", cf. PEASE, Franklin. Los Incas. 2.ed. Lima, Pontificia Universidad Católica del Perú, 1992.

(11) O ayllu era uma rede de família extensa, dispersa num espaço e que possuía referências sombólicas entre si. Discussão mais aprofundada pode ser encontrada em PORTUGAL, Ana Raquel. O conceito de ayllu nas crônicas de interesse peruano do século XVI. Dissertação de Mestrado em História, UNISINOS/RS, 1995, p. 4.



(12) MURRA, John. "La guerre et les rébellions dans léxpansion de l’État inka" In Annales; économies, sociétés, civilisations, 33e année, n.5-6, sep-dec, Paris, 1978, p.929.

(13) Para uma melhor compreensão do significado de reciprocidade, consultar as obras de Marcel Mauss (MAUSS, Marcel. Sociologia e antropologia. São Paulo, EPU/EDUSP, 1974, v.II), Marshall Sahlins (SAHLINS, Marshall. Economía de la edad de piedra. Madrid, Akal, 1977) e Dominique Temple (TEMPLE, Dominique. Estructura comunitaria y reciprocidad; del quid-pro-quo historico al ecomicidio. La Paz, Hisbol-Chitakolla, 1989.). Para Mauss as "prestações e contra-prestações são feitas de uma forma sobretudo voluntária, por presentes, regalos, embora sejam, no fundo, rigorosamente obrigatórias..." (MAUSS, 1974, p.45). Na análise de Marshall Sahlins , é a necessidade de atender aos imperativos do sistema de reciprocidade que origina o dom (SAHLINS, Marshall. Economía de la edad de piedra, p. 151). Já para Temple, o dom e o contra-dom funcionam como mecanismos propulsores da produção (TEMPLE, Dominique. Estructura comunitaria y reciprocidad, p. 122).

(14) CANSECO, María Rostworowski de Diez. Historia del Tahuantinsuyu. 2.ed. Lima, IEP, 1988, p. 65.

(15) POLANYI, Karl et alii. Trade and markets in the Early Empires. Chicago, Illinois, The Free Press Glencoe, 1957.

(16) Estado - "Desde el punto de vista antropológico, como político, y tal como lo define Kelsen, ‘el Estado es una sociedad políticamente organizada bajo un ordenamiento coercitivo’. Es exacta la definición del célebre jurista, puesto que al decir ‘políticamente organizada’ se está refiriendo a sociedades cuya organización incluye varios linajes, clanes o tribus, y la organización ‘política’ empieza con la unión, domínio o cooperación de grupos distintos por encima de los lazos de parentesco; y al decir ‘coercitivo’ alude a la característica fundamental del Estado señalada por Max Weber, quien lo definió como ‘la asociación humana que reclama para si, con éxito, el monopolio legítimo de la fuerza física’. Como quiera que se lo interprete el Estado está relacionado con el poder político y con el control de los excedentes de la producción". SILVA-SANTISTEBAN, Fernando. "Desarrollo tecnologico, ideologia y espacios de poder en el Peru antiguo" In CURATOLA, Marco, SILVA-SANTISTEBAN, Fernando (eds.). Historia y cultura del Peru. Lima, Universidad de Lima; Museo de la Nacion, 1994, p.296-297.

(17) MURRA, John, La organización económica del Estado Inca. 3.ed. Mexico, Siglo XXI, 1983, p.198.

(18) GODELIER, Maurice. Horizontes da antropologia. 2.ed. Lisboa, Edições 70,1977, p.336-337.

(19) Tupu - "... tupu fue el lote de tierra requerido para el mantenimiento de un matrimonio sin hijos, ya que un tributario del incario recibía una parcela al casarse que debía satisfacer a sus necessidades". CANSECO, María Rostworowski de Diez. Ensayos de historia andina: élites, etnias, recursos, Lima, IEP/BCRP, 1993, p.178.

(20) Mita - "La mita o prestación de servicios rotativa es un concepto muy andino que se empleó para efectuar trabajos ordenados cíclicamente en un determinado momento. Toda obra contenía la idea de mita, de repitición a su tiempo, de ahí que trabajos muy diferentes fuesen ejecutados bajo el sistema de prestaciones rotativas". CANSECO, María Rostworowski de Diez. Historia del Tahuantinsuyu, p. 237.

(21) Mascapaicha - "Mazcca paycha. Borla que era insignia Real, o corona de Rey". HOLGUIN, Diego Gonzalez. Vocabulario de la lengua general de todo el Perú llamada qquichua o del Inca. 3. ed. Lima, Universidad Nacional Mayor de San Marcos, 1989, [1608], p.232.

(22) "Ayllu. Parcialidad genealogia linage, o parentesco, o casta. Ayllu maciy. Mi pariente de mi linage, o de mi nación". Idem, p.38.



(23) "...the Inca ayllu was a kin group with theoritical endogamy, with descent in the male line, and without totemism" ROWE, John H. "Inca culture at the time of the spanish conquest" In STEWARD, H. Julian. Handbook of South American Indians. New York, Cooper Square Publishers INC, 1963. V.2: The Andean Civilizations, p.255.

(24) MILLONES, Luís. "Etnohistoriadores y etnohistoria andina: una tarea dificil, una disciplina heterodoxa" In Socialismo y participación. n.4, jun, Lima, 1981, p.77.

(25) Ver em CANSECO, María Rostworowski de Diez. Etnía y sociedad. Costa peruana prehispánica. Lima, IEP, 1977.

(26) Ver em DUVIOLS, Pierre. "La dinastía de los Incas: Monarquia o Diarquía? Argumentos heurísticos a favor de una tesis estructuralista" In Journal de la Société des Américanistes. Tomo LXVI, Paris, 1979. _____. "Algunas reflexiones acerca de las tesis de la estructura dual del poder incaico" In Historica. v. IV, n. 2, dic, p. 183-196, Lima, 1980, p.183-196; PEASE, Franklin. Curacas, reciprocidad y riqueza. Lima, Pontifícia Universidad Catolica del Perú, 1992.

(27) CANSECO, María Rostworowski de Diez. Ensayos de historia andina: élites, etnias, recursos, p.29-39.

(28) GABAI, Rafael Varon. Curacas y encomenderos; acomodamiento nativo en Huaraz - Siglos XVI y XVII. Lima, P.L. Villanueva, 1980, p.10.

(29) WACHTEL, Nathan. Los vencidos; los indios frente a la conquista española (1530-1570). Madrid, Alianza Editorial, 1976, p.26-27.

(30) WACHTEL, Nathan. "A aculturação" In LE GOFF, Jacques e NORA, Pierre. História: novos problemas. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1976, p.114-115.

(31) PIETSCHMANN, Horst. "La Conquista de América: un bosquejo histórico" In KOHUT, Karl (ed.). De conquistadores y conquistados; realidad, justificación, representación. Frankfurt, Vervuert, 1992, p.16.

(32) GRUZINSKI, Serge. "Las repercusiones de la conquista: la experiencia novohispana" In BERNAND, Carmen (org.). Descubrimiento, conquista y colonización de América a quinientos años. México, FCE, 1994.

(33) SALCAMAYGUA, Joan de Santa Cruz Pachacuti Yamqui. Relacion de antiguedades deste reyno del Piru. Cusco, IFEA/CBC, 1993, p.188, [1613].

(34) FEBVRE, Lucien. Le problème de l’incroyance au 16e siècle; la religion de Rabelais. Paris, Albin Michel, 1988, p.328.

(35) "La encomienda - llamada en América originalmente repartimiento - era una instituición que completaba de manera ideal las fundaciones urbanas. En la Reconquista medieval la encomienda era la subordinación voluntaria de vasallos libres de la corona bajo la protección de un señor noble que ofrecía a sus protegidos seguridad militar frente a los ataques musulmanes y recebía a cambio el rendimiento de su trabajo y/o impuestos de sus protegidos. De manera análoga en América la encomienda no era jurídicamente otra cosa que la cesión a destacados participantes en campañas de la Conquista por parte de la corona de servicios tributarios indios que ésta, como sucesora de los soberanos indígenas, exigía de la población autóctona. Estos, a cambio, no sólo debían asentarse en una de las nuevas ciudades sino que también debían ocuparse de cristianizar a los indígenas a ellos encomendados y además debían estar siempre en condiciones para entrar en combate manteniendo

armas y un caballo". PIETSCHMANN, Horst. La Conquista de América: un bosquejo histórico, 1992, p.20.

(36) LOCKHART, James. Spanish Peru, 1532-1560; a Colonial Society. London, The University of Wisconsin Press, 1968, p.50-56.

(37) TELLO, Martha Barriga. "Fe y realidad: adaptación del religioso conquistador" In Sequilao. Revista de historia, arte y sociedad, n.8, I sem., año IV, Lima, 1995, p.34-37.

(38) SANTILLAN, Hernando de. "Relacion del origen, descendencia, politica y gobierno de los Incas" In, BARBA, Francisco Esteve. Cronicas peruanas de interes indigena. Madrid, Biblioteca de Autores Españoles, T.CCIX, 1968, [1553], p.127.

(39) SANCHEZ-BARBA, Mario Hernandez. La monarquia española y America; un destino historico comum. Madrid, Rialp, 1990, p.141-142.

(40) ACOSTA, José de. "Historia natural y moral de las Indias" In _____. Obras del Padre Jose de Acosta. Madrid, Biblioteca de Autores Españoles, 1954 [1590], Libro VI, Cap. VII, p.188.

(41) TELLO, Martha Barriga. Fe y realidad: adaptación del religioso conquistador, p.38.

(42) SILVERBLATT, Irene. Luna, sol y brujas; género y clases en los Andes prehispánicos y coloniales. Cusco, Centro de Estudios Regionales Andinos "Bartolomé de Las Casas", 1990, p.129.

(43) WACHTEL, Nathan. Los vencidos. Los indios del Perú frente a la conquista española (1530-1570). Madrid, Alianza Editorial, 1976, p.209-263.

(44) EYMERICH, Nicolau. Manual dos Inquisidores. Rio de Janeiro, Rosa dos Tempos, 1993, [1376].

(45) KRAMER, Heinrich & SPRENGER, Jakob. Malleus Maleficarum.

(46) Duviols, Pierre. Cultura andina y represion, p. XXVII.

(47) LAS CASAS, Bartolomé de. Del único modo de atraer todos los pueblos a la verdadera religión. México, FCE, 1975, [1537].

(48) AAL, Visitas, leg.9, exp. XXX, 1659.

(49) ACOSTA, José de. "De procuranda indorum salute o predicación del evangelio en las Indias" In _____. Obras del padre José de Acosta, p.387-608.

(50) Duviols, Pierre. Cultura andina y represion, p. LXXIII.

(51) RODRÍGUEZ, Antonio Acosta, "Los doctrineros y la extirpación de la religion indigena en el arzobispado de Lima, 1600-1620" In JBLA, n.19, Köln, 1982, p.70-77.

(52) AAL, Capítulos, leg. 3. exp. II, 1619.

(53) Infelizmente não tivemos acesso à documentação que trata do desfecho desse episódio, mas possivelmente, devido às artimanhas que eram comuns entre os eclesiásticos desse período, Francisco de Galarca deve ter sido absolvido.

(54) GRUZINSKI, Serge "Las repercusiones de la conquista: la experiencia novohispana" In BERNAN, Carmen (org.). Descubrimiento, conquista y colonización de América a quinientos años. México, FCE, 1994.

(55) AAL, Visitas, leg. 9, exp. XXX, 1659.

(56) WACHTEL, Nathan, A aculturação. In: LE GOFF, Jacques, NORA, Pierre. História: novos problemas. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1976, p. 113-129.

(57) Duviols, Pierre. Cultura andina y represion, p. LXXVI.

(58) SILVERBLATT, Irene. Luna, sol y brujas, p.129.

(59) TODOROV, T. A conquista da América; a questão do outro., 2.ed. São Paulo, Martins Fontes, 1988.

(60) NOBOA, Bernardo de. "Causa de ydolatrias hecha a pedimiento del fiscal eclesiastico contra los yndios e yndias hechiseros dogmatizadores confesores sacristanes ministros de ydolos del pueblo de San Juan de Machaca" In Duviols, Pierre. Cultura andina y represion.

(61) Ver MILLONES, Luís et alii El retorno de las huacas; estudios y documentos del siglo XVI. Lima, IEP/SPP, 1990, p.259 e 278 etc.

(62) MILLONES, Luís. Historia y poder en los Andes Centrales, Madrid, Alianza Editorial, 1987, p.178.

(63) Fato este que não desenvolveremos neste trabalho, por falta de comprovação documental suficiente.

(64) ARRIAGA, José de. "Extirpacion de la idolatria del Pirú" In BARBA, Francisco Esteve. Cronicas peruanas de interes indigena, p. 208.

(65) "Bruxas e feiticeiros reuniam-se à noite, geralmente em lugares solitários, no campo ou na montanha. Às vezes, chegavam voando, depois de ter untado o corpo com ungüentos, montando bastões ou cabos de vassouras; em outras ocasiões, apareciam em garupas de animais ou então transformados eles próprios em bicho. Os que vinham pela primeira vez deviam renunciar à fé cristã, profanar os sacramentos e render homenagem ao diabo, presente sob a forma humana ou (mais freqüentemente) como animal ou semi-animal. Seguiam-se banquetes, danças, orgias sexuais. Antes de voltar para casa, bruxas e feiticeiros recebiam ungüentos maléficos, produzidos com gordura de criança e outros ingredientes". GINZBURG, Carlo. História Noturna; decifrando o sabá. São Paulo, Companhia das Letras, 1991, p. 9.

(66) SILVERBLATT, Irene. Luna, sol y brujas, p.129.

(67) Duviols, Pierre. Cultura andina y represion, p. LXXV.

(68) "Introducción al estudio de las idolatrias. Analisis del proceso de aculturación religiosa en el area andina" In Aportes. n. 4, abr., Paris, 1967, p. 48-82.

(69) MOLINA, Cristobal de Ritos y fábulas de los Incas. Buenos Aires, Futuro, 1959, [1575].

(70) BARBA, Francisco Esteve. Cronicas peruanas de interes indigena, p. LIII-LV.

(71) Comentarios Reales de los Incas. Lima, Universo, 1967, [1609].

(72) Nueva coronica y buen gobierno. Lima, Fondo de Cultura Económico, 1993, [1615].

(73) Relación de antiguedades deste reyno del Piru. Centro de Estudios Regionales Andinos "Bartolomé de las Casas"/IFEA, 1993, [1613]

(74) DUVIOLS, Pierre. "Estudio y comentario etnohistorico" in PACHACUTI, Joan de Santa Cruz, 1993, p.92.

(75) LEWIS, Roy Querejazu. "La extirpacion de idolatrias en Charcas (Bolivia)" In Sequilao. n. 8, I sem., año IV, Lima, 1995, p.49.

(76) PORTUGAL, Ana Raquel. Fronteiras discursivas em crônicas hispano-americanas da conquista. mimeo, 1998.

(77) GUIBERNAU, Montserrat Nacionalismos; o estado nacional e o nacionalismo no século XX. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1997, p.91.

(78) Ao analisar o estereótipo do sabá, Carlo Ginzburg o define como uma formação social híbrida originária da circularidade cultural entre os representantes da cultura popular e da letrada, in GINZBURG, C. História Noturna; decifrando o sabá, São Paulo. Companhia das Letras, 1991. Outro estudo importante, é a análise da Santidade de Jaguaripe realizada por Ronaldo Vainfas, que a define enquanto exemplo de hibridismo cultural e de triunfo do colonialismo, em VAINFAS, R. A heresia dos índios; catolicismo e rebeldia no Brasil colonial. São Paulo, Companhia das Letras, 1995, p.228.

(79) "El mestizaje no fue sólo yustaposición o adición. Pudo generar formas culturales nuevas que se ubicaron más allá de la tradición americana y de las importaciones occidentales" In GRUZINSKI, Serge. Las repercusiones de la conquista: la experiencia novohispana, p.169.

(80) Os hapiñunos constituem um exemplo desse hibridismo.

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REVISTA DE HISTÓRIA REGIONAL 4(2):9-34, Inverno 1999

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