Thursday, August 31, 2006


PADRE ANTÔNIO VIEIRA E A ESCRAVIDÃO
AUTORA: EVA PAULINO BUENO
(texto extraído do artigo: O Padre Antônio Vieira e a escravidão negra no Brasil – publicado na Revista Espaço Acadêmico – no. 36 – maio de 2004


A história do Brasil está indelevelmente misturada à história da escravidão. Embora historiadores não concordem com a data exata da chegada dos primeiros escravos, é possível dizer-se que nos seus quinhentos anos de existência, o Brasil tem funcionado sem escravos por menos de cento e cinqüenta anos. Nos restantes trezentos e cinqüenta, o país se fez à custa do suor e do sangue dos negros que chegavam às praias brasileiras, emergindo da travessia do Atlântico nos porões dos navios negreiros, dos quais só sobreviviam os mais fortes. O tratamento a que eles eram submetidos depois da chegada, ainda que bastante documentado, pode ser visualizado e compreendido melhor se lembrarmos que o Brasil dependeu da importação constante de africanos até 1851 (data em que oficialmente o tráfego foi terminado), porque a população escrava no Brasil jamais seguiu o curso normal de reprodução e reposição de seus membros. [6] Na realidade, os castigos corporais, as péssimas condições sanitárias, as longas horas de trabalho, e a alimentação insuficiente, faziam com que o escravo brasileiro não durasse muito. A perda dos escravos fazia com que o tráfico negreiro, além de ser o “negócio mais lucrativo debaixo do sol” (Conrad, 1984, 1), era também o combustível que empurrava as fazendas, as usinas, as casas particulares do Brasil. Naturalmente, estas condições não diferiam em muito das condições dos outros escravos em outros países. [7] A posição da igreja foi, durante todo o período da escravidão, na melhor das hipóteses contraditória, e, na pior, interessada na sua continuação, já que ela beneficiava a classe social da qual o clero se originava, a classe social que fazia doações à igreja, e, de quebra, a escravidão garantia o fluxo contínuo de “almas a serem salvas". Isso não significa que não houve casos isolados de padres que falaram contra a escravidão e denunciaram a crueldade dos donos. Uma prova da existência desses religiosos dissidentes da ideologia escravagista da igreja vem de uma carta escrita pelo governador da Bahia ao secretário português para assuntos de além mar. Nessa carta, escrita em 1794, o autor relata as atitudes de um monge italiano que viveu no Brasil 14 anos, e que depois de algum tempo tornou pública sua opinião contra todos os tipos de escravidão, sem levar em conta que a igreja acreditava que há “escravidão justa”.Neste relato, o governador conta que tal monge foi deportado, por ordem do arcebispo, e que o capitão do navio tinha ordens de não deixá-lo desembarcar sem permissão do governador. [8]
Obviamente, a maneira mais fácil para a igreja explicar para si mesma sua aceitação e incentivo da escravidão estava baseada na possibilidade de “salvar os negros do fogo do inferno”. Era de primordial importância para o projeto ideológico (e os interesses econômicos) da igreja, que os negros se transformassem em cristãos o mais rapidamente possível. Não que isso lhes garantisse nenhuma regalia. Mas isso os transformava em sujeitados a igreja (não em sujeitos da igreja). Tal transformação era feita muito simplesmente através do batismo em massa, em cuja aceitação ou rejeição os negros não tinham nenhuma voz.
Aqui chegados, os negros que já haviam sido batizados durante a travessia, ou antes do embarque nas costas da África, eram imediatamente vendidos. Os demais também eram vendidos, mas seus donos tinham que garantir que estes escravos seriam batizados dentro de um ano. Joseph Conrad escreve que a lei canônica também estipulava que os escravos deviam ser casados na Igreja e, uma vez casados, marido e mulher não podiam ser honradamente separados pelos donos. Naturalmente, o tamanho do Brasil, assim como a falta de estradas e transporte, se aliavam a outros fatores para impedir que os religiosos averiguassem a obediência a estas normas. Como já dissemos, seria difícil para os religiosos denunciarem os donos de escravos, já que eles — padres e donos de escravos — vinham da mesma classe social, compartiam os mesmos interesses pecuniários, e a mesma moralidade. Além do mais, há que se salientar que as próprias ordens religiosas no Brasil não só exploravam o trabalho escravo dentro dos conventos, seminários e igrejas, mas também os vendiam e leiloavam como se fossem objetos ou animais. [9]
No entanto, apesar das terríveis condições em que viviam, os escravos negros brasileiros resistiram à escravidão desde o princípio, escapando de seus donos e formando o que se chamou de quilombos - uma rede de povoados habitados por escravos fugidos. O mais famoso desses quilombos, Palmares, floresceu no sertão pernambucano, e só foi destruído em 1694, com a captura e execução de seu chefe máximo, Ganga Zumba. [10] Mas Palmares não foi o único quilombo; na realidade, os quilombos existiram no Brasil até as vésperas do término oficial da escravidão em 1888. [11]
Quando Vieira proferiu o “Sermão Décimo Quarto”, em 1633, já notícias da existência de quilombos haviam se espalhado pelo país, mas provavelmente ainda não tinham o peso quase mítico que mais tarde obtiveram. É impossível, a esta altura do começo do século XXI, saber se os escravos do específico engenho no qual o sermão foi proferido estavam a par da rede de povoados que abrigavam escravos fugidos. Mesmo que notícias sobre os quilombos fossem de conhecimento corrente e publicadas em jornais, os escravos de fazendas não sabiam ler. O que se sabe com segurança é que Vieira proferiu este sermão em um engenho de açúcar, no Nordeste brasileiro, portanto, provavelmente muito próximo a uma das aldeias dos quilombolas. Esta posição geográfica é de grande importância para compreender-se o eixo ideológico do sermão que, como se sabe, foi ouvido por escravos e por seus donos, congregados numa missa. [12] A presença desses dois grupos de ouvintes, claramente separados por sua situação enquanto que unidos na fé cristã, informa a vestimenta não só retórica e religiosa, mas também política e estratégica de Vieira.
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O “Sermão Décimo Quarto” está dividido em nove partes, e cada uma, ao mesmo tempo que tem seu próprio caráter e lógica, estabelece contactos com textos religiosos e práticas da sociedade brasileira da época. A parte “I” introduz a razão do sermão no dia de São João Evangelista e faz a saudação oficial à Virgem. Parte história religiosa e parte exortação dos ouvintes à devoção do rosário, esta parte não toca no nome dos “pretos” que estavam assistindo a missa junto com seus senhores. Mas Vieira esclarece que os caminhos dos santos da igreja — São João Evangelista, que renunciou ao matrimônio “por imitar a... virginal pureza” da mãe de Jesus, e o patriarca São Domingos, a quem apareceu a Virgem no dia de São João e lhe “mandou que deixasse o sermão que tinha meditado... e pregasse do seu rosário” [13] – determinaram que este fosse um dos dias em que os sermões surtiam mais efeito, “pela graça e virtude de quem o mandou pregar” (286). Em outras palavras, Vieira estabelece, nesta primeira parte, que este sermão vem das ordens mais altas - diretamente da Virgem - e que seus efeitos não deixarão de se fazer sentir na audiência.
A partir da parte “II” o texto introduz a presença dos “pretos”, os devotos do rosário de Maria, e a sua colocação como filhos privilegiados da mãe de Jesus. Inicialmente Vieira, na mais complexa lógica religiosa, explica quantos filhos a Virgem Maria teve. Jogando com as palavras Jesus e Cristo, ele explica um nascimento que se multiplicou em três, todos ocorridos ao pé da cruz: o primeiro nascimento foi de Jesus Cristo, que neste momento de sua morte se confirmou como o salvador; o segundo, de São João Batista(AQUI HÁ UM EQUÍVOCO, NÃO SEI DE DA AUTORA OU DE VIEIRA JÁ QUE JOÃO BATISTA JÁ TINHA MORRIDO NESSA ÉPOCA. ESSE JOÃO ERA UM DOS APÓSTOLOS DE JESUS DE NAZARÉ), também aos pés da cruz, quando Jesus o entregou a ela e disse que ele agora era seu filho. Cada um desses nascimentos merece sua parte separada no sermão, e o conjunto funciona como uma preparação para a quinta parte, na qual Vieira estabelece o terceiro nascimento, o “dos pretos, devotos da mesma Senhora, os quaIs tambem são seus filhos, e também nascidos entre as dôres da cruz” (296). Seguindo sua exposição, Vieira cita a autoridade do Salmo III, em que a genealogia dos pretos não deixa nenhuma dúvida, já que eles são nomeados por origem, “Memor ero Rahab, et Babylonis scientyum me: Ecce alienigenae, et Tyrus, et populus Aethiopum hi fuerunt illic.” Como o texto esclarece, os etíopes — negros — são chamados de povo, invocando multidão, grande quantidade de pessoas, enquanto que os demais alienigenae são chamados apenas pelo seu adjetivo. Não satisfeito com sua própria disquisição da origem dos pretos como filhos da cruz do Calvário, Vieira busca nas palavras de S. Thomaz, Arcebispo de Valença, mais provas. Depois de citar um texto de S. Thomaz, Vieira faz sua paráfrase:
Saibam pois os pretos, e não duvidem que a mesma Mãe de Deus é Mãe sua: Sciant ergo ipsam matrem: e saibam que com ser uma Senhora tão soberana, é Mãe tão amorosa, que assim pequenos como são, os ama, e tem por filhos. (297)
Convém lembrar que neste ponto a indústria açucareira estava se estabelecendo como a força motriz do Brasil, e que o tráfico de escravos era sentido como uma necessidade vital para a continuação do progresso da colônia. Se a quantidade de escravos, ou a certeza do grande número de escravos em potencial fosse colocada em dúvida, o tráfico não poderia continuar sendo visto como a realização histórica de profecias da Bíblia (ou seja, o reconhecimento dos negros de sua condição de filhos de Maria), e correria o risco de ser visto como a gradual destruição de grandes contingentes de seres humanos. Embora os devidos reparos devam ser feitos quanto a intenção de cada um, esta ênfase na quantidade de negros disponíveis pode ser colocada paralelamente aquela feita por outro escritor cristão no princípio do século XIX, o qual afirmava que Deus evidentemente tinha “criado do lado oposto do Brasil, no interior da África homens deliberadamente feitos para servir neste” (citado em Conrad, 1984, 1). Como seres construídos para servir, para serem escravos, estes filhos do Calvário, filhos das dores da cruz, não deveriam então alegrar-se com seu sofrimento?
Obviamente, como este é um sermão de Vieira, ele não deixaria tal sugestão flutuar no ar, sem fundamentá-la. E a fundamentação vem, detalhada e cuidadosamente elaborada. Usando o recurso de fazer perguntas à (suposta) audiência, e respondendo-as ele mesmo com citações doutas em latim, Vieira avança outro ponto importantíssimo para a compreensão do continuado apoio da Igreja Católica ao tráfico de escravos da África. O texto diz que os negros “... como todos os christãos, posto que fôssem gentios, e sejam escravos, pela fé e pelo batismo estão incorporados em Christo, e são membros de Christo” (300). Aqui se explicam tanto o projeto colonizador das Américas como a retirada de africanos de suas terras para uma vida de escravidão no outro continente: estes filhos de Deus, mesmos os “aligenígenas” e os escravos, tinham o direito de serem cristãos. Como fazê-los cristãos sem trazê-los para o consórcio com os brancos cristãos? Naturalmente, dentro de tal lógica, os negros e os gentios não passavam de seres sem cultura, sem religião, que deviam ser submetidos a fim de que pudessem nascer - ou renascer - como cristãos. Outro caveat: só pode subir ao céu quem desceu do céu. Em outras palavras, só pode ser salvo quem já estava salvo desde o princípio. Isto é: somente Jesus, que desceu do céu e era o filho de Deus desde o princípio, poderia subir ao céu. Desta forma, a única maneira para qualquer pessoa subir ao céu seria se a pessoa se perdesse em Jesus Cristo. For a disso, nenhuma salvação é possível. E, finalmente, a terceira condição para a salvação diz que para que as duas primeiras se fizessem possíveis para os homens, Jesus Cristo teria que morrer na cruz, “Oportet exaltari Filium hominis.”
Neste ponto, é bom lembrar a composição da audiência da primeira vez em que foi proferido este sermão. Na parte VI, Vieira chama a atenção para o dia e lugar específico em que se encontram: um engenho, em dia de São João Evangelista, também dia do Rosário. Este preâmbulo justifica o assunto do sermão, e louva aos homenageados, os negros que são devotos do Rosário. Mas o sermão não foi proferido somente para os negros, mas também para seus donos e senhores (talvez feitores e algozes, torturadores e violadores). Assim que Vieira termina de louvar aos negros por sua alta missão como cristãos que serão salvos, ele diz, claramente, que a primeira obrigação que eles têm é de
dar infinitas graças a Deus por vos ter dado conhecimento de si, e por vos ter tirado de vossas terras, onde vossos pais e vós vivêis como gentios; e vos ter trazido a esta, onde instruídos na fé, vivaes como christãos, e vos salveis. (303)
A honra de serem cristãos fica, então, imediatamente ligada ao processo da escravidão. Sem uma, a outra seria impossível. A terra dos escravos, a África, é representada não como o lugar em que os negros eram livres e podiam cultivar suas terras, professar suas próprias crenças. A África se torna toda num continente onde o que os negros podiam esperar era somente a perdição.
Mas, Vieira insiste, essas palavras não são suas. Tudo o que ele diz vem da autoridade máxima, da Bíblia, e ele cita a profecia, continuação do sermão, de que “Virá tempo, diz David, em que os Ethyopes (que sois vós) deixada a gentilidade e a idolatria, se hão-de ajoelhar diante do verdadeiro Deus” e “não baterão as palmas como costumam, mas fazendo oração, levantarão as mãos ao mesmo Deus” (303). Neste momento, como já havia feito no “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Hollanda,” Vieira dá aos seus compatriotas portugueses o lugar lugar mais importante nos desígnios de Deus, dizendo que as duas profecias
Cumpriram-se especialmente depois que os portuguezes conquistaram a Ethyopia occidental, e estão se cumprindo hoje mais e melhor que em nenhuma outra parte do mundo n’esta da America, aonde trazidos os mesmos Ethyopes em tão innumeravel numero, todos com os joelhos em terra, e com as mãos levantadas ao céo, crêem, confessam, e adoram no Rosario da da Senhora todos os mysterios da Encarnação, Morte e Resurreição do Creador e Redemptor do mundo… (303).
Então, neste argumento, o que os portugueses fizeram não só já estava previsto na Bíblia, mas também participava de uma necessária melhoria especialmente para os negros. Que importava se, durante a travessia do Atlântico muitos haviam morrido de fome, de doenças contagiosas, de torturas infligidas pelos marinheiros portugueses? Que diferença fazia, para o grande plano cristão, que muitos morriam de tristeza assim que chegavam ao Brasil? Quem deveria se preocupar se para muitos dos presentes a este sermão a vida de escravo era um constante martírio, tanto físico como espiritual? Estes negros que aqui estavam, Vieira repete, deviam lembrar-se sempre que a própria mãe de Jesus Cristo os havia escolhido especialmente por filhos, e que isso que “pode parecer desterro, captiveiro, e desgraça... não é senão milagre, e grande milagre” (305).
A argumentação do sermão, deste ponto em diante da parte VI, envereda por caminhos ainda mais bíblicos, tentando explicar a arbitrariedade divina, a preferência dos pais divinos por um filho e não o outro. Esaú e Jacó são trazidos à cena, explicando que um é amado, porque é amável, e o outro não é amado, porque não é amável. O ponto aqui é claro: é possível para um pai amar a um filho mais que ao outro, por nenhuma razão aparente. Esta retórica serviria para calar aqueles que talvez quisessem refutar este amor de Deus em face dos tratamentos bárbaros que os donos cristãos destes mesmos escravos lhes infligiam. Por fim, Vieira repete que os escravos devem sentir-se privilegiados por terem sido escolhidos para serem cristãos. Infelizes são aqueles que permanecem na África, adorando seus falsos deuses, longe do cristianismo, sem a possibilidade da salvação.
Mas, como Vieira rapidamente esclarece, ser cristão exige certos sacrifícios. Já que, como ele havia explicado, o terem sido trazidos da África não foi sacrifício, mas uma grande honra, os negros não devem usar seus trabalhos como desculpa para não seguirem suas obrigações de cristãos e de devotos de Nossa Senhora. É interessante, neste momento, como Vieira mostra estar consciente do dia a dia dos escravos, porque ele descreve detalhadamente seus trabalhos nas caldeiras do engenho e nos cômodos das casas. Embora o fim último seja para descartar o trabalho como insuficiente razão para não rezar o rosário várias vezes por dia, Vieira usa a oportunidade para dizer aos donos que eles também eram responsáveis pela devoção de seus escravos. O que não deixa de soar incrível, para um leitor de nosso tempo, é que Vieira presenciou, em pessoa, o trabalho dos escravos. Ele viu e testemunhou seu sofrimento em primeira mão. Mas tudo isso ainda não lhe pareceu suficiente sequer para explicar ou justificar ou perdoar a um escravo que não cumprisse suas obrigações “de cristão” como se ele tivesse tempo e lazer para fazer suas orações várias vezes ao dia. Isso se confirma no mesmo parágrafo onde, talvez pra evitar que os donos dos escravos pensassem que ele os estava censurando, Vieira volta às citações íblicas para esclarecer que os negros eram, “filiis Coré” — filhos do Calvário. Esta parte da gênese dos negros, que já havia sido explicada no início do sermão, agora vai ser expandida dessa maneira: “id est, imitatoribus in loco Calvariae crucifixi” (309). Vieira expande: “Não ha trabalho, nem genero de vida no mundo mais parecido á Cruz e Paixão de Christo, que o vosso em um d’estes engenhos” (309). E, se por acaso alguém pensar em usar esta situação como alavanca para conseguir um melhor tratamento, Vieira arremata: “Bemaventurados vós se soubereis conhecer a fortuna do vosso estado, e com a conformidade e imitação de tão alta e divina similhança aproveitar e santificar o trabalho!” (309).
Parece-me óbvio que a intenção de Vieira, com esta última parte do parágrafo, torna-se não só clara mas documentada. Como imitadores do crucificado no Calvário, aos negros só lhes resta o papel de crucificados, torturados, vítimas inocentes, e silenciosas. Aliás, seguindo o fio do pensamento de Vieira, o papel de crucificados não lhes deveria ser pesado, nem difícil, nem doloroso, mas deveriam ser felizes e agradecidos aos donos que lhes propiciavam tal ventura e possibilidade de alcançar a vida eterna. [14]
Que influência o conhecimento da existência dos quilombos que estavam começando a se formar na zona açucareira teria nos escravos deste engenho onde o sermão foi primeiramente proferido? Vieira, como homem branco, e especialmente como homem branco da mesma classe social de onde vinham os senhores de engenho, certamente sabia da existência dos fugitivos e quilombolas. Ele, como pregador, sabia muito bem do poder da palavra, e não podia arriscar que os escravos fossem “seduzidos” pela promessa de liberdade, ou de uma vida melhor nos quilombos, se acaso notícia da sua existência chegasse até os engenhos. Seu sermão dizia aos negros que eles só tinham uma opção de felicidade e de vida eterna, e esta era de cumprir seu papel de filhos de Coré — filhos do Calvário, imitadores de Cristo na hora da sua tortura e da sua morte. A doçura, o enobrecimento da realização deste papel e desta profecia devia subjugar qualquer outro prazer, qualquer outra alegria porque, se o Cristo “se gosava muito que o crucificassem” (313), como poderiam os negros rejeitar tão alto chamado? Para eles, a paciência no sofrimento, a aceitação na tortura, e o agradecimento na morte estavam escritos muito antes deles terem vindo ao mundo, e portanto, não haveria nenhuma outra maneira de salvação. Vieira chega a tal ponto na sua exaltação da sorte e felicidade dos negros escravos que, depois de uma descrição realista dos trabalhos e horrores das caldeiras de um engenho, insinua que ele os inveja: “n’essa triste servidão de miseravel escravo tereis o que eu desejava sendo rei” (318), e arremata que “mais inveja devem ter vossos senhores ás vossas penas, do que vós aos seus gostos, a que servis com tanto trabalho” (320).
3
Em seu livro as Américas e a civilização, publicado em 1969, o sociólogo Darcy Ribeiro sustenta que o Brasil, em seus inícios, não era uma nação, mas um entreposto de comércio, e “os interesses das castas dominantes queriam que ela continuasse desta maneira, latifundiária e escravocrata, e mais tarde latifundiária e ‘livre,’ mas sempre latifundiária e oligárquica” (208). Naturalmente, para que os interesses destas castas dominantes se tornassem realidade em face da maioria de subjugados, vários elementos teriam que entrar em jogo. Um deles, o mais óbvio, foi o uso de força. De que outra maneira podemos compreender que navios inteiros de homens e mulheres fortes se deixassem dominar pelos portugueses que os arrebatavam ou compravam na África e os traziam para as terras do Brasil? Este comércio durou pelo menos duzentos e cinqüenta anos. Diferentemente dos Estados Unidos, por exemplo, a importação de africanos foi constante no Brasil até depois de meados do século XIX, e o contingente humano negro em muito ultrapassava o dos brancos.
Mas o uso da força bruta, além de dispendioso, podia representar a perda da mercadoria — ou seja, a morte dos negros. Darcy Ribeiro escreve que aproximadamente cem milhões de africanos foram trazidos para a América em quatrocentos anos, e mesmo levando-se em conta que a metade deles foram mortos durante a travessia (182), podemos afirmar que, em todos os momentos da história do Brasil precedendo a imigração massiva de europeus e asiáticos (especialmente japoneses) no fim do século XIX e começo do século XX, a população negra se constituía na maioria absoluta da população brasileira. Além da força bruta, a dominação dos negros — tantos os escravos como os libertos — se fez através da ideologia.
A igreja católica, como muitos já disseram, se encontrou na ponta de lança dessa ideologia. Não é de se admirar, por exemplo, que somente no dia 5 de maio de 1888 - oito dias antes da assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel — o Papa Leo III tornou pública uma carta dando apoio à causa da libertação dos escravos do Brasil. Sobre este ponto, o abolicionista Joaquim Nabuco escreveu que a deserção do clero brasileiro de seu papel de defensor dos oprimidos tinha sido uma vergonha. Nabuco continua que o clero jamais tomou o lado dos escravos, e jamais usou a força da religião para aliviar o sofrimento dos negros (citado em Conrad, 1984, 153).
Neste ponto, é possível discordar de Nabuco, se levarmos em consideração o sermão de Vieira que vimos analisando. Quando Vieira conclama os escravos a não só aceitarem, mas a ficarem felizes com sua cruz, que está fazendo ele senão aliviando o sofrimento dos negros? Ademais, quando Vieira coloca os escravos como filhos diletos de Maria, aqueles que foram predestinados a serem filhos do Calvário, não está ele dando a eles um projeto de vida, um plano de salvação, e um significado para sua existência?
Levando-se em consideração um tempo e uma sociedade em que o escravo negro era visto como, e chamado de, “peça,” a argumentação de Vieira obviamente pode ser considerada arrojada, audaciosa, porque ele sustentou a igualdade dos negros como filhos de Deus. O que Vieira não fez, e poderia ter feito, neste sermão — e isto o teria transformado não só em visionário, mas em santo — foi argumentar pela liberdade dos negros. Aqui, ele jamais coloca em discussão a moralidade da retirada dos negros de suas terras; ele não levanta dúvidas quanto ao batismo em massa de pessoas que não sabiam o que isso significava. O que o sermão de Vieira busca, como última instância, é convencer os escravos de que seu papel está determinado — já havia sido determinado antes deles nascerem — e que, em se tornando obedientes e trabalhadores, agradecidos e religiosos, eles estavam preenchendo um papel maior que eles, e se estavam projetando num tempo além do seu, um tempo bíblico. Qual maior arma do que essa? Com a transformação dos negros em pessoas que acreditavam que o seu maior triunfo residia em vencer o seu desejo de fugir dos brancos que os usavam como bestas de carga, a força bruta se fazia desnecessária. [15]
Seria o caso crucificarmos Vieira pelo que ele disse neste sermão? Afinal, como homem do século XVII, ele estava completamente informado pela ideologia que mantinha que a igreja era infalível, e, como padre, estava convencido que a vivência das verdades bíblicas era o mais alto chamado a que uma pessoa civilizada podia aspirar. Como a igreja católica era a única reconhecida como tal, então não havia nenhuma alternativa para qualquer pessoa que quisesse aproximar-se de Deus senão através da obediência aos preceitos da igreja. Não é à-toa que a língua portuguesa tem a palavra “sandeu,” que vem de “Sem Deus,” e significa “louco”. A loucura, então, não era opor-se às evidentes crueldades, aos assassinatos de negros em praça pública, mortos debaixo de chicotadas; a sandice não era atacar os donos de escravos que se serviam de suas escravas, até mesmo das impúberes, até mesmo daquelas que eram suas próprias filhas, para saciar seus desejos. Não. A loucura, para homens como Vieira, era não obedecer aos mandatos da igreja, e aos preceitos da Bíblia.
Mas resta fazer uma outra pergunta, esta dirigida aos brasileiros do século XXI, quando a maioria já descartou a crença surda e cega nas “verdades” supostamente ditadas através de um livro - a Bíblia - que nós não escrevemos, é como ainda admitimos que os negros brasileiros continuem ocupando os lugares mais baixos na escala social. Como é que podemos aceitar que os negros brasileiros ainda têm que sofrer humilhações e discriminações diárias por serem negros? Como é que, num país de maioria negra e mulata, os ideais de beleza continuam sendo louros, a maioria dos políticos são brancos, as melhores posições dentro das empresas são sempre ocupadas por brancos, e a mortalidade infantil entre a população negra é mais alta? Sim, é fácil julgar a Vieira e condená-lo por este sermão e por sua posição dentro de uma instituição que vendeu indulgências e escravos, protegeu os ricos e açoitou os pobres. Agora, o que não é tão fácil é admitirmos que nós brasileiros do século XXI, por atos e omissões, ainda professamos a crença de que os negros são filhos do Calvário, e que seu lote em vida é sofrer em silêncio.

Wednesday, August 23, 2006

MANIFESTO POR UMA EDUCAÇÃO LAICA

(Esse manifesto mostra a preocupação de intelectuais com todo o mal que a influência religiosa tem feito às pessoas, transtornando a sua forma de ver o mundo e de viver nele.)
A "Aula Castelao de Filosofía", unha asociación constituída por profesionais de distintas ramas do saber, que traballan nos eidos intelectual e docente por transformar Galiza nunha sociedade de cidadáns libres e solidarios, na festa da ensinanza, asina e dá a coñecer este manifesto reivindicativo.
Considerando:
Que o Estado, como reitoría política e xurídica da sociedade territorial, debe proporcionar aos cidadáns, que o integran, os medios materiais e culturais aos que eles teñen dereito.
Que as institucións relixiosas son entidades privadas, que teñen os seus propios regulamentos xurídicos, os seus propios credos e corpos doutrinais, os seus propios sistemas financeiros e os seus propios espacios, que en nada obrigan aos cidadáns.
Que os poderes relixiosos non teñen dereito nin a violentar o ordenamento xurídico do Estado para que se tipifique como delito as conductas que eles teñen cualificadas como pecado, nin a inxerir no sistema educativo para que inclúa a catequese no currículo escolar, nin a manipular o aparato propagandístico para se podan amosar símbolos confesionais nos lugares públicos, nin a posuír espacios de culto dentro dos edificios da Administración do Estado.
En consecuencia esiximos:
1. Ás autoridades estatais, responsables do poder globalitario, que non mesturen crenzas relixiosas, e por ende privadas e confesionais, con dereitos civís, isto é, públicos e universais.

2. Ás autoridades relixiosas que non se constitúan en grupos de poder, coactivamente externos á súa confesión, coa finalidade de forzar aos gobernos para que mesturen e confundan os dereitos do Estado, comúns e públicos, cos seus intereses particulares e privados.

3. Que o currículo escolar do sistema educativo estea integrado exclusivamente, na parte correspondente á formación intelectual, por contidos avalados obxectivamente, e na parte referente á socialización, por valores universais que o enraícen no medio e contribúan a construír unha sociedade mundial de pobos e cidadáns iguais e libres.

4. Que a ensinanza da relixión sexa eliminada do currículo escolar.

5. Que a Facenda Pública se desvencelle da xestión e fornecemento de medios financeiros ás institucións relixiosas.

6. Que se derrogue inmediatamente o Concordato de 1979 entre o Estado español e o Estado Vaticano.


Este manifesto foi aprobado por aclamación en Pontevedra, o día 27 de xaneiro do ano 2005, na clausura das xornadas “Educación e Cidadanía” , organizadas pola Universidade de Vigo e a Aula Castelao de Filosofía

APOSTASIA, um flash tirado de uma ministração de Jesus Cristo Homem – segunda parte.
A palavra “apostasia” significa “apartar-se de”. Veja como diz Atos 21, verso 21. Vamos olhar detidamente. Diz: “Mas, foram informados quanto a ti, que, obrigas, a todos…” Ensinas.

Olhe, eu conheço a alguém que faz isso, que o faz através de “ensinar”, e não, “obrigar”. Como os católicos que quando não queriam aceitar o catolicismo, na inquisição os matavam. Ali em Cartagena, Colômbia, ali os punham desnudos para que os ratos os comessem. Em Porto Rico, o índio taíno, quando chegou o criminoso Cristóvão Colombo, porque esse foi um infeliz, criminoso, pior do que Hitler. As crianças na escola dizem orgulhosas que Cristóvão Colombo foi o descobridor da América-. Ele foi o criminoso que matou a todos com má informação, esse homem foi um criminoso.

Você sabe o que Cristóvão Colombo fazia? Que quando não havia comida para os cães, ele pegava um índio e o enviava e lhe dizia: -Olhe, vou te dar o privilégio de levar esta nota à próxima estação nossa-. Então, enviavam ao índio e soltavam os cães atrás do índio, e a comida deles era o índio que eles enviavam. Obrigavam-lhes, porque o índio adorava ao deus sol, ao deus lua... Eles não conheciam nada de religião, mas eles os obrigavam a serem católicos.

Esses católicos são maus. Comentam que o recém falecido papa, necessito de informação, foi um criminoso de guerra Nazi. Utilizava ácido cianureto, e matou a milhares de pessoas. Por isso se qualificou para ser Papa, porque matou muita gente, como Pedro que decepou a orelha de Malco, mas o que ele quis mesmo foi rachá-lo pela metade. Pedro era um criminoso também.

Bem, vou lhes mostrar agora mesmo como trataram de matar a Paulo. Esses católicos, olhe, essa doutrina católica isso é infernal. Por isso é que Paulo ensinava: -Olhem, vocês têm que abandonar isto. Isto não serve-. O que é uma missa católica? Um deboche em relação à verdade do sangue derramado na cruz do Calvário. É uma cópia de Moisés no deserto. E todos esses padres e sacerdotes e freiras que enganam, se profissionalizaram tanto que o povo os respeita, por isso vestem-se diferente. Nos aeroportos você os vê com o clerical posto, com o clerical. Ah, e lhes rendem favores, se põem assim, e é como se estivessem vendo algo bom. O povo está enganado.

Até os protestantes põem um clerical agora. Os protestantes estão copiando. Esse falso ecumenismo que está se apresentando, que todos sejamos um. Um? Sem evangelho? Vamos ser um com o evangelho de Paulo. Não, eles querem ser um com as porcarias que vêm de Roma.


Olhe, e esses protestantes? Os batistas, os presbiterianos, os pentecostais, todos esses são mentirosos, apostataram-se da verdade. E com tanto respeito que o povo lhes tem. Porque lhes têm um respeito tremento: “O Reverendo”.

Olhe, então, Paulo dizia: Olhe, têm que deixar Moisés. E de que mais? –Dos costumes. Como, os costumes? Isso de estar apresentando crianças, isso de estar batizando com água por aspersão ou por imersão, isso da páscoa, a chamada santa ceia, que os católicos dizem: a comunhão, a hóstia, o pedaço de pão. Você sabe o que gasta uma igreja de 15.000 membros, de 10.000 membros, de 8.000 membros com potes desses descartáveis para beber o vinhozinho assim? E, você sabe quanto valem esses vasinhos? Eu os tinha e os pus todos fora, amassei a todos, porque são de alumínio. Eu sou contra. Paulo dizia: Nem os costumes e nem Moisés.
Quando Paulo foi ao paraíso, ele disse: -Mas, e quem é Moisés? Moisés foi um instrumento que eu utilizei no departamento do mal, da maldade, para descobrir a maldade. Mas, então, agora já não há necessidade, todo mundo já sabe o que é mal, agora isso caducou-. Então, Paulo dizia: -Tem que deixar disso, deixar de lado.

Veja bem se é assim, Primeira carta a Timóteo capítulo 4, verso 1. Formas de apostasia. Olhe, você sabe que na América Central e na América do Sul pegam essa juventude,os que estão chateados, estão sem trabalho, e os recrutam para a guerrilha, com ideais bem estúpidos que não conseguem fazer nada. Há muita juventude aborrecida, e então eles utilizam isso e os metem na guerrilha. Oferecem a eles uns mecanismos, e eles como estão sem perspectivas, não têm trabalho, não tem bons estudos, caem nessa armadilha, e morrem por esses ideais.

Pois, nós temos que dar ideais a nossa juventude, e aos adultos, e se eles tiverem que morrer por isto, eu estou disposto.

Veja o que diz Primeira carta a Timóteo capítulo 4, verso 1. “Mas, o Espírito…” Humm! Fala. Verdade? “O Espírito diz, mas, olhe, com clareza, claramente que nos últimos tempos, alguns…”. Qual é o tema? Apostasia? “Apostatarão da fé, escutando a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”.

Onde é que você vai para escutar? Na igreja. Todas as pessoas aos domingos vão a uma igreja e aí escutam. Em Creciendo en Gracia escutam o evangelho da incircuncisão, escutam graça, porque aqui, nós não podemos ensinar doutrinas de demônios, porque nós cremos que os demônios foram destruídos quando Cristo morreu e ressuscitou. Quer dizer que isto é oriundo de pessoas protestantes, carismáticas, pentecostais, especialmente, que se encantam em falar de demônios. E então, eles escutam doutrinas acerca dos demônios.

Eles dizem: Olhe, os demônios entram pelas narinas, entram no estômago, entram de diferentes maneiras, na cabeça, te dão dor de cabeça, você começa a suar desmedidamente. Eles ensinam doutrinas de demonologia. Pois, vá até a igreja pentecostal e ali te dão a doutrina de demônios que você quiser escutar. Existe a doutrina da cura interior, onde te passam e começam a orar por você, e oram e oram, até que você sai pulando, gritando, algo te acontece, porque a carne, se você a expõe a isso... Eles dizem: -Olhe, esse homem está endemoninhado-.

Essas são igrejas que ensinam doutrinas de demônios.

Pergunte a um pastor: -Diga-me uma coisa, pastor. Você expulsa demônios aqui na igreja? –Claro. Quando vem um endemoninhado. –Ah, então, você crê que Cristo não fez nada na cruz? –Não. Os demônios estão soltos. –Ah, estão soltos? Olhe, escaparam a Jesus Cristo. E se eles escaparam a Jesus Cristo, escapam dos pastores também. Estar respeitando essas palhaçadas, baboseiras em pleno século XXI.

Veja, diz: “Escutando a espíritos enganadores e a doutrinas de...”. Quê? Espíritos o quê? Enganadores? Dizem a você que você pode se perder, que o diabo está rugindo como leão. São espíritos enganadores, não te dizem a verdade. Dizem a você que você é salvo pelo jejum, oração e obra. Pois, te enganam. E então, também te acomodam demônios. (CONTINUA)

Tuesday, August 22, 2006


APOSTASIA, um flash tirado de uma ministração de Jesus Cristo Homem – primeira parte.

Atos, 21, verso 21. Os apóstolos se molestaram com Paulo. Quer dizer que os apóstolos de Jesus Cristo não conheciam o evangelho da graça. Eles conheciam a Jesus de Nazaré, suas doutrinas mescladas com Moisés, e então, se entristeceram por algo que Paulo fazia. Deu-lhes muita tristeza, o chamaram à parte, estou falando dos 11 apóstolos.

Há algo que temos que pensar: Por quê Deus escolhe a 11 apóstolos que não conhecem a Escritura? Paulo era um estudioso das Escrituras, e quando se falou a ele o pacto da graça, ele disse: Isto foi o que disse o profeta Jeremias, isto foi o que disse Oséas 6:6, isto foi o que disse Isaías, isto foi o que disse Jeremias,... Então, para ele foi fácil, mas Deus escolheu a 11 pessoas que não foi fácil a eles por um propósito, os 11 apóstolos.

O que acontece é que como se diz que são apóstolos de Jesus Cristo, você pensa que eles são santos. Não! Deus também escolheu a Judas e o pôs ali como apóstolo, e Judas sempre foi diabo desde o princípio. E mais, desde a Escritura, milhares de anos atrás, profetizaram de Judas, que viria um que o venderia por 30 peças de prata. Ou seja, Deus escolheu 11 homens corruptos, que Deus sabia que iriam se opor à verdade por um plano que Deus traçou assim.

Mas Paulo não. Paulo quando leu disse: -Mas, se isto é exatamente o que os profetas dizem-. Paulo era um homem educado. Ele foi educado ante os pés de Gamaliel que era um professor de teologia daqueles tempos.

E então, quando eles viram a Paulo fazer isto que vamos ler, se molestaram e veja o que lhe disseram no verso 21. Diz: “Mas, foram informados quanto a ti, que ensinas a todos os judeus que estão entre os gentios a apostatar de Moisés, dizendo-lhes que não circuncidem a seus filhos, nem observem aos costumes”.

Paulo disse: Isso molesta a vocês? E eles dizem: -Pois, claro, rapaz, se o nosso é Moisés-. E ele disse: -Mas, se vocês crêem em Jesus Cristo, Moisés não lhes tem que interessar para nada. Bem, o que significa apostasia, no sentido bíblico? Apartar-se da fé .. .

Então, Paulo quando foi ao paraíso e ouviu a doutrina, eu imagino que Paulo disse: -Senhor, mas, quem foi que deu a lei a Moisés? E Deus lhe respondeu. Lembre-se que Paulo foi ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, e ouviu muitas coisas. Imagino eu, que ele fez muitas perguntas, como quando eu fui ao paraíso e lhe fiz perguntas, e ele me respondia a todas. E então, Paulo lhe disse: -Mas, e quem deu a lei? E ele lhe disse: Eu a dei. –E por quê tem que se apostatar dela? –Porque agora ela não serve.


Pois, Deus deu um pacto com defeito que era muito bom, sabe por quê? Porque Adão havia pecado e seu pecado havia sido transmitido a todos os seres humanos, incluindo aos profetas, Moisés, todos eram pecadores. Maria era uma pecadora, José era um pecador, todo mundo era pecador. Não porque fizeram algo mau, porque o primeiro homem Adão pecou, e logo o pecado passou a todos os homens às mulheres e às crianças.

Quando uma criança nascia, era concebida em pecado. Por isso, Davi disse: -Em pecado me concebeu minha mãe. Pois, acabava de nascer e já era um pecador? Sim, porque isto não é pelo que você fazia, era por imputação. Adão pecou, logo todos pecaram. Cristo morreu e todos os escolhidos foram salvos, somente os escolhidos. Não por se comportarem... A salvação não é um ato do homem, é um ato dele. A perdição foi um ato dele e a salvação foi um ato dele. Do homem não sai nada. Tudo é de lá. Isso você tem que entender porque se não, cais nas garras da religião que diz:: -Comporte-se bem, para ser salvo-.

Saturday, August 19, 2006


MOVIMENTO PENTECOSTAL NO BRASIL – COLUNA DA APOSTASIA
-como Deus, predestinadamente, espalha o evangelho da circuncisão por este país
-Deus usa a economia – riqueza e declínio do ciclo da borracha – para dar andamento a seus propósitos.

A grande riqueza veiculada pela exploração da borracha nos seus tempos áureos transformara completamente a Amazônia. Sua população subira de 337 mil habitantes em 1872 para 476 mil em 1890 e 1.100 mil em 1906. Belém, capital do Pará e porto de onde escoava a borracha para o exterior, atingiu então 170 mil habitantes.
A região norte do Brasil estava em plena ascensão econômica por causa do ciclo da borracha.
Foi no ano de 1911 que dois pastores suecos, ditos pentecostais, Gunnar Vingren e Daniel Berg, resolveram disseminar o evangelho da circuncisão por sua linha de doutrina, em Belém do Pará, havendo em seguida grande número de adeptos.
No ano de 1913, houve uma grande seca no estado do Ceará, e o governo passou a conceder passagens grátis a quem quisesse sair dali.
Muitas pessoas vieram viver às margens da estrada de ferro Belém-Bragança. Isto significou grande aumento da população do estado do Pará. Com esse incremento populacional e com a pregação desses pastores, o número de fiéis aumentou consideravelmente chegando em 1920 haver 14 templos desse movimento. Paralelamente a esse crescimento religioso, a situação econômica do Pará começava a declinar.
A produção da borracha que em 1911 era de 44.296 toneladas, em 1932 passou a irrisória parcela de 6550 toneladas. Por sua vez, o preço de 17.800 Réis baixou para 4.834 Réis o quilo, chegando a 1.228 Réis em 1923.
Dentro desse quadro, aqueles maranhenses, cearenses, nordestinos, mineiros, gaúchos e cariocas e mais os estrangeiros que, para lá se deslocaram, para usufruir do grande surto de crescimento inicial, só tinham agora uma alternativa: voltarem para suas cidades de onde haviam partido. Muitos deles que foram em busca de riquezas, foram cooptados pela religião dos dois “missionários pentecostais”.
Todas aquelas pessoas que regressaram de Belém, muitas delas sem recursos financeiros, espalharam-se pelo Brasil e disseminaram as “idéias pentecostais” para onde foram.
O Brasil foi inundado pela religião pentecostal, a apostasia teve livre curso, e o Senhor mais uma vez preparou terreno em mais uma nação para que Jesus Cristo Homem pudesse se manifestar. O Senhor já chegou!!!!!!!!!

Obras consultadas:
-A integração da Amazônia na Civilização Brasileira (Arthur César Ferreira Reis)
-História Econômica do Brasil ( Caio Prado Junior)
-apostilas sobre Gunnar Vingren.

Thursday, August 17, 2006



A invenção do purgatório
Dante e Virgílio no Purgatório (Luca Signorelli, 1450-1523)
O seu grande achado, de fato, foi o livro maravilhoso que dedicou ao Purgatório (La naissance du purgatoire, Gallimard, 1981) Trata-se de um ensaio erudito de ociologia histórico-religiosa no qual ele demonstra como, lentamente, na transição do século XII ao XIII, a idéia da existência do Purgatório começou a tomar corpo no Ocidente Cristão como uma espécie de espaço da tolerância. Uma abertura, uma brecha, na até então rígida geografia do sobrenatural da cristandade que forçava as almas dos homens a inevitavelmente dirigirem-se para o Inferno ou para o Paraíso. Espaço
esse que abriu caminho para a recuperação do passado clássico visto que os autores cristãos, a começar por Dante Alighieri, (A Divina Comédia, 1319-1321), colocaram os grandes filósofos do paganismo, como Platão e Aristóteles e tantos outros mais, com suas almas purgando no limbo. Era um novo cenário do sobrenatural que mantinha-se eqüidistante entre o reino de Satanás, morada das almas danadas e pecadoras, e o reino dos Céus, onde somente os puros adentravam. Rompia-se assim com o dogma até
então aceito de que todos aqueles que haviam nascido antes do aparecimento de Jesus Cristo na Terra, mesmo os de cérebro luminoso e homens exemplares, estavam automaticamente condenados às profundezas das trevas. Le Goff(*), num levantamento minucioso e erudito, mostrou como o Purgatório surgiu das necessidade de acomodar-se novos fenômenos sociais e tensões morais e éticas que emergiram no seio do cristianismo medieval e que foram canalizados para a invenção do Purgatório.

(*)Jacques Le Goff: Uma civilização própria
(extraído de www.terra.com.br)

Tuesday, August 15, 2006


Os muitos escândalos e abusos da “igreja” eram públicos e notórios muitos séculos antes que Martin Lutero pregasse as suas “95” teses à porta do templo, em Wittenberg, em 1517.
Lutero e os “reformadores” não eram radicais. Não comprometeram o apoio da classe dominante pregando doutrinas perigosas de igualdade. O “status-quo” estava mantido. As diferenças sociais ficavam intocáveis. “Os reformadores” não se colocaram ao lado dos oprimidos, pelo contrário, quando, pouco depois de iniciada a chamada “reforma” irrompeu
na Alemanha uma revolta generalizada de camponeses, em parte sob a influência do que ensinavam, ele ajudou a sufoca-la. São palavras de Lutero: “ Deus prefere que existam os governos, por piores que sejam, do que permitir à ralé que se amotine, por mais razão que tenha.” (J.S.Shapiro, Social Reform and the Reformation, Columbia University Press, 1909, p.80).
Enquanto os camponenes revoltados de 1525 gritavam: “Cristo fez livres todos os homens”, Lutero estimulava os nobres a aniquilá-los, com estas palavras: “Aquele que mata um rebelde.., faz o que é certo... Portanto, todos os que puderem punir, estrangular ou apunhalar, secreta ou publicamente. Os que perecem nessa luta devem realmente ser considerados felizes, pois nenhuma morte mais nobre poderia ocorrer a ninguém”(p.85-6)
Umas das razões, portanto, do êxito de Lutero foi não cometer o engano de tentar derrubar os privilegiados.
(extraído do livro "A História da Riqueza do Homem"
Leo Huberman
21a. edição, revista
Edit. Guanabara

Sunday, August 13, 2006


“Nos séculos X e XI a religião era universal. Quem se considerasse cristão nascia na igreja católica. Não havia outra. E, espontaneamente ou a contragosto, era necessário pagar impostos a essa igreja e sujeitar-se às suas regras e regulamentos.
Em fins da Idade Média, no decorrer do século XV, tudo isso se modificou. Surgiram nações, as divisões nacionais se tornaram acentuadas, as literaturas nacionais fizeram o seu aparecimento, e regulamentações nacionais para a indústria substituíram as regulamentações locais. Surgem as leis nacionais, línguas nacionais e até mesmo igrejas nacionais. Os homens começaram a se considerar não como cidadãos de Madri, de Kent ou de Paris, mas como da Espanha, Inglaterra ou França. Passaram a dever fidelidade não à sua cidade ou ao senhor feudal, mas ao rei, que era o monarca de toda uma nação.
A igreja era tremendamente rica. Calcula-se que possuía entre um terço e metade de toda a terra – e, não obstante, recusava-se a pagar impostos ao governo nacional. Os reis necessitavam de dinheiro, parecia-lhes que a fortuna da igreja, já então enorme e aumentando sempre, devia ser taxada para ajudar a pagar as despesas da administração do Estado. Havia tribunais religiosos paralelos aos tribunais normais. As decisões daqueles tribunais eram freqüentemente contrárias à decisão do rei. Outro ponto importante era saber a quem cabia o dinheiro de multas e de suborno: à igreja ou ao Estado?
Houve também a dificuldade provocada pelo direito que o papa se arrogava de poder interferir até mesmo nos assuntos internos de um país. A igreja era, com isso, um rival político do soberano.
Existia, portanto, um poder supernacional dividindo a fidelidade dos súditos do rei, e fabulosamente rico em terras e dinheiro; as rendas dessas propriedades, ao invés de serem encaminhadas ao tesouro real, deixavam o país como pertencentes a Roma.
Os muitos abusos da igreja não podiam passar despercebidos. A diferença entre seus ensinamentos e seus atos era bastante grande, e até os mais broncos podiam percebê-la. A concentração do dinheiro obtido por todos os métodos, quaisquer que fossem, era comum. Enéias Sílvio, mais tarde papa Pio II, escreveu: “Nada se consegue em Roma sem dinheiro”. E Pierre Berchoire, que viveu na época de Chaucer, escreveu também: “Não é com os pobres que o dinheiro da igreja é gasto, mas com os sobrinhos favoritos e os parentes dos padres”.
Uma canção do século XIV(**) mostra o sentimento popular em relação a todos os tipos de sacerdotes, de alto a baixo:
Vejo o papa seu sagrado compromisso trair
Pois enquanto os ricos sua graça ganham sempre
Seus favores aos pobres são negados.
Procura reunir a maior riqueza possível
Obrigando os cristãos a obedecer cegamente,
Para que ele possa deitar-se entre roupas de ouro...
Nem são melhores os honrados cardeais,
Que desde a manhã cedo até a noite fechada
Passam o tempo empenhados em imaginar
Um modo de enganar a toda gente...
Nossos bispos também estão mergulhados em pecado semelhante,
Pois impiedosamente arrancam a própria pele,
De todo os padres que por acaso vivam bem.
Por ouro podemos conseguir seu selo oficial
A qualquer ordem, não importa o que diga.
Sem dúvida somente Deus pode pôr fim a suas roubalheiras...
Também entre todos os padres e clérigos menores
Há, sabe Deus, grande número cujas obras e vida diária
Contrariam os ensinamentos que pregam quotidianamente...
Pois, cultos ou ignorantes, estão sempre dispostos
A fazer comércio de todo sacramento,
Inclusive da própria missa sagrada...
É certo que monges e frades exibem com estardalhaço
As regras austeras a que estão sujeitos.
Esse, porém, é o mais vão de todos os fingimentos.
Na verdade, vivem duas vezes melhor do que sabemos,
Como fazem sempre em casa, apesar do voto
E de toda a sua falsa exibição de abstinência...
(**)(J.H.Robinson, op.cit,vol I,pp.375-77)”

(*) texto extraído do livro: História da Riqueza do Homem
Leo Huberman
21ª. Edição, revista
Edit. Guanabara

Saturday, August 12, 2006



Dentro do que se denomina APOSTASIA, destaca-se o papel fundamental das CRUZADAS, fenômeno histórico onde milhares de europeus atravessaram o continente por terra e mar para a arrebatar a “terra prometida” aos muçulmanos. Essas viagens e ocupações levaram um novo ímpeto ao comércio, porque a demanda por provisões dos obstinados guerreiros provocou a existência maciça de mercadores que os acompanhavam o tempo inteiro para supri-los em tudo que precisassem.
Outro ponto a destacar refere-se a que “freqüentemente, as guerras fronteiriças contra os muçulmanos, no Mediterrâneo, e contra as tribos da Europa oriental eram dignificadas pelo nome de Cruzadas quando, na realidade, constituíam guerras de pilhagens de bens e de terras. A “igreja” envolveu essas expedições de saque num manto de respeitabilidade, fazendo-as aparecer como se fossem guerras com o propósito de difundir o “evangelho” ou exterminar pagãos, ou ainda defender a Terra Santa.”(1)
O que estava, na realidade, por trás das peregrinações à “terra prometida” não residia no resgate da “terra santa”, mas nas vantagens comerciais que certos grupos teriam com essas expedições. “Havia a idéia de transportar o furor violento dos guerreiros a outros países que se poderiam “converter ao cristianismo”, caso a vitória lhes sorrisse.”(1)
“Havia a “igreja” e o Império Bizantino, com sua capital em Constantinopla, muito próximo ao centro do poder muçulmano na Ásia. Enquanto a Igreja Romana via nas cruzadas a oportunidade de estender o seu poderio, a Igreja Bizantina via nelas o meio de restringir o avanço muçulmano ao seu próprio território. Havia os nobres e cavaleiros que desejavam os saques, ou estavam endividados, e os filhos mais novos, com pequena ou nenhuma herança – todos julgavam ver nas Cruzadas uma oportunidade para adquirir terras e fortuna.”(1)
“A Terceira Cruzada teve por objetivo não a reconquista da Terra Santa, mas a aquisição de vantagens comerciais para as cidades italianas. Os cruzados atravessaram Jerusalém, em demanda das cidades comerciais ao longo da costa.”(1)
Assim, a circuncisão, sempre patrocinada pelos poderosos e gananciosos sob o manto de religiosidade levou “por amor de Deus” perturbações aos lugares onde foram, espalhando a divisão dessas sociedades em classes: os que pouco ou nada tinham e os poderosos que tinham tudo, pela escravidão de suas mentes e, em muitos casos, de seus próprios corpos.

(1) História da Riqueza do Homem
Leo Huberman
21ª. Edição, revista
Editora Guanabara

Friday, August 11, 2006

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Inicialmente, convém estabelecer, como premissa os seguintes pontos:
a)há somente dois evangelhos – o da circuncisão e o da incircuncisão, os quais foram ocultados pelo sistema religioso ;
b)que os quatro livros - Mateus, Marcos, Lucas e João – não são evangelhos, mas livros históricos uma vez que somente relatam a biografia de Jesus de Nazaré.
Isto posto, vamos primeiramente identificar quais são os dois evangelhos. Na Epístola aos Gálatas, capítulo 2, verso 7, assim diz o Apóstolo Paulo:
"Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão".
O evangelho da incircuncisão foi revelado a Paulo- é o poder de Deus para os gentios, a sabedoria predestinada que ficou oculta em mistério para a Igreja, para os gentios.
Paulo disse aos Gálatas que havia alguém ensinando um evangelho diferente entre eles (Gal. 1:6). Esse alguém era Pedro, a quem foi encomendado o evangelho da circuncisão. Também esclarece que não é que haja outro evangelho, mas, sim, que alguns perturbam e pervertem o evangelho de Cristo (Gal. 1:7). Em outras palavras, o evangelho dos apóstolos, depois da cruz, desvia-se do evangelho de Jesus Cristo, é este o motivo pelo qual Paulo disse que os apóstolos não andavam retamente conforme a verdade do evangelho (Gal. 2:14).
Andar em um evangelho diferente leva o crente a cair em anátema, quer dizer em maldição, porque começa a apostatar da verdade (Gal. 1:8-9), o que é perigoso, já que apostatar no velho pacto trazia morte sem misericórdia, mas apostatar no novo pacto merece maior castigo (Heb. 10:28-29). Se alguém toma por imundo o sangue do pacto no qual fomos santificados, invalida o valor do sacrifício de Cristo na cruz.

A salvação nunca esteve em jogo, e qualquer denominação religiosa ou líder que assim afirme está tomando por imundo o sangue de Cristo e dando a entender que não fomos santificados ali, contudo há um pagamento para aqueles que zombam do sacrifício de Cristo (Heb. 10:30).

Cerca de 2000 anos após a ressurreição, em plena apostasia, o Senhor chega à Terra, na manifestação do Filho do Homem, com o véu chamado José Luis de Jesús Miranda - Jesus Cristo Homem. Deus mesmo passa a edificar a sua Igreja, sobre o fundamento que Paulo deixou escrito (1 Co 3.10): a construção do corpo de Cristo – a verdadeira Igreja, salvando os crentes pela loucura da pregação (1 Co 1.21).

O apóstolo Paulo fala a Tito que principalmente os da circuncisão transtornavam casas inteiras. (Tito 1.10,11). Convém saber que a circuncisão é um sistema doutrinal, apoiado na lei de Moisés e nos rudimentos da doutrina de Cristo. Vejamos então o que Paulo caracteriza nessa evidência do evangelho para que possamos entender a classe de homens que expiavam, corrompiam e influenciavam os gentios, discípulos do apóstolo Paulo:

Tito 1.10 - Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão.
Verso 11- Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância.

Esse ambiente projetou na mente de todos o ensino dos apóstolos de Jesus de Nazaré, homens maus e perversos que não se submeteram às palavras inefáveis que Paulo recebeu do próprio Senhor. Paulo predestinadamente profetiza que depois de sua morte entrariam, na igreja, lobos vorazes que não poupariam o rebanho e dela mesma se levantariam homens que, juntos aos da circuncisão, transtornariam o mundo.

Esse fato tem mais de 2000 anos. São dois séculos de transtornos, modificações, mentiras com vestígios de verdades, poderes enganosos agindo em todas as áreas do conhecimento humano, das relações humanas, nas religiões que se expandiram...Junto a esse movimento espiritual, já que esse poder é um espírito – outro espírito – que Paulo fala aos Romanos, se expande a apostasia após a morte de Paulo. A mente de Cristo sai literalmente do mundo e a chamada igreja fica sem cabeça, órfã, liderada por homens maus e perversos – lobos vorazes que não pouparam o rebanho até hoje. Paulo já alerta à igreja que não julgasse nada antes do tempo, pois o justo Juiz só iria se manifestar após o período de trevas que iria se interpor entre a sua chegada e a do Filho do Homem. A apostasia teria como pontos básicos o culto a Deus pela carne, através dos rudimentos da doutrina de Cristo, a justificação pela lei... A diversidade de ações é um fato. E Deus se cala durante 2000 anos. Entretanto, esse acontecimento está no propósito de Deus, estaria aí novamente consignada outra ausência de Deus para que Ele mesmo viesse em outra manifestação – a última, como Jesus Cristo Homem. Viria para julgar, dividir, para ensinar, para explicar, para edificar o corpo de Cristo, sendo Ele mesmo a Cabeça da Igreja – a mente de Cristo. Não encontraria pecado dessa vez porque o pecado já foi tirado do meio pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário.
Durante a apostasia a graça de Deus seria inviabilizada pelos apóstolos de Jesus de Nazaré e seus discípulos, inicialmente com a destruição das igrejas gentílicas fundadas por Paulo pelas infiltrações dos da circuncisão. O apóstolo Paulo já dá sinais dessa influência quando inquire aos Gálatas perguntando-lhes sobre quem os havia enfeitiçado(Gl. 3.1).
Esse espírito (a apostasia capitaneada pelo evangelho da circuncisão) invade a educação, a política, as artes e a economia das nações. A descoberta de novas terras foi acompanhada efetivamente pelo clero português e espanhol, subordinados ao VATICANO, plataforma da circuncisão para o mundo inteiro. O objetivo primordial de participantes católicos nessas viagens era obrigar os nativos a judaizarem, escravizando-os e dizimando-os. Além do objetivo econômico/comercial estava o religioso, o da propagação do evangelho da circuncisão. Assim, a apostasia foi se alastrando pelas novas gentes fincando as bandeiras do falso cristianismo. Da Espanha, de repente, partem três caravelas: Santa Maria, Pinta e Nina, e sob o manto do imperialismo econômico, escondem-se os tentáculos da circuncisão para atingir a América com o judaísmo e rudimentos aliciando os aborígenes ou dando-lhes a morte por sua desobediência.

Thursday, August 10, 2006



Texto extraído de uma ministração de Jesus Cristo Homem sobre a apostasia
Porque a VARIEDADE (a diversidade) não só tomou o primeiro lugar na igreja, mas como a igreja perdeu seu SABOR, então a diversidade também tomou lugar nos GOVERNOS, tomou lugar em todas as partes, todo mundo anda procurando o seu (dizem): -Não, minha moeda…minha moeda, minha moeda…

Imagine, se todos ficassem de acordo haveria uma só MOEDA e não teriam que GASTAR tanto dinheiro. Com os gastos da impressão de diferentes moedas resolveria (rápido) a POBREZA de um povo inteiro.
Com os gastos que há em GUERRAS, ninguém seria POBRE nos Estados Unidos, mas é que a diversidade OBRIGA a estragar todas as coisas…

Então, a CONCLUSÃO é que vai haver um GOVERNO nesta Terra. A Terra NÃO vai explodir. Isto NÃO vai explodir, ah, se te puseres a ler a Apocalipse... ali explode TUDO…
Ali é FOGO e enxofre porque o homem (João), imagine, é circuncisão (a lei) o que você pode esperar de alguém da circuncisão que Paulo diz que TRANSTORNAM casas inteiras?

Isso era uma corporação de transtornar casas, a circuncisão… especialmente os da CIRCUNCISÃO que transtornam casas (inteiras), famílias. Não está falando das paredes (quando diz casas, mas sim de ), FAMÍLIAS inteiras. E isso alcançou a apostasia, a apostasia se manifestou e Jesus de Nazaré disse: -Olhe, quando venha o Filho do Homem, achará FÉ na Terra?

Tuesday, August 08, 2006

PRIMEIRO POST








Aqui começa o rascunho para a construção de um livro que abordará o período de apostasia que mergulhou o mundo no caos em que se encontra.