Friday, September 29, 2006



O apóstolo Paulo pressentiu a sua própria morte. Ele expôs à Igreja o que sucederia após a sua saída. Entrariam lobos vorazes que não perdoariam ao rebanho. Homens maus e perversos que iriam com vãs sutilezas enganar à amada, mudando a sua forma de pensar. Introduziriam falsas doutrinas, doutrinas de demônios, com a finalidade de descaracterizar o que o apóstolo Paulo havia ensinado. Essa investida vinha da parte dos apóstolos de Jesus de Nazaré com o evangelho da circuncisão. Viria um período que ele mesmo denominou de APOSTASIA onde o mundo de sua época entraria impregnado com o que ele denominou de outro espírito, com um outro evangelho , a que Paulo chama de anátema - o que foi entregue a Pedro, antes da morte de Jesus de Nazaré.
Esse falso evangelho, calcado na lei de Moisés e nos rudimentos da doutrina de Jesus de Nazaré foi responsável pela introdução da sociedade num mundo de religião, falsidade, hipocrisia, mentiras, maldades, já que não respeitou o sacrifício a que Jesus de Nazaré se submeteu na cruz do calvário. A circuncisão fundamentada em ritos, condenações, proibições e medo trouxe transtornos sérios às famílias gentílicas que à época de Paulo pretendiam viver em liberdade com o evangelho de Cristo. Esse processo que obrigava os crentes a judaizar trouxe para as pessoas um ânimo incompatível com a liberdade gloriosa dos filhos de Deus, fazendo-os viver em má consciência, com o espírito de temor, sob maldição, recebendo assim justa retribuição dos anjos que se apartaram dessa conjuntura imprópria ao novo pacto.
Os apóstolos de Jesus de Nazaré liderados pela pessoa de Pedro, instituem assim um sistema religioso que se estabelece com a morte do Apóstolo de Paulo para todas as nações. Pedro funda o vaticano, com o patrocínio do empresário gentio Cornélio, usurpa o papado e se perpetua como o primeiro papa da religião católica. Esse caldo religioso-cultural prevalece por mais de vinte séculos dominando as nações.
Convém ressaltar que o mundo em que vivemos é resultado:
1. da introdução da lei de Moisés – o judaísmo - mesclada com ensinos de Jesus de Nazaré nas relações humanas(o cristianismo judaizante ou o ebionismo).
Cabe explicitar que o apóstolo Paulo ordenou aos hebreus que deixassem esses ensinos para que, em assim fazendo, pudessem alcançar a perfeição, dando a entender que aquilo que foi abolido na cruz do calvário tinha vida útil, não poderia vigorar após a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Era um novo pacto que começava – com uma nova palavra, com um outro povo – uma nova criação e um novo evangelho.
Modernamente alguns estudiosos denominam de “ebionismo (do hebraico evionim "pobres" ) é o nome de uma das ramificações do Cristianismo primitivo ,que pregava que Jesus de Nazaré não teria vindo abolir a Torá como prega a doutrina paulina. Desta forma ,pregavam que tanto judeus como gentios convertidos deveriam seguir os mandamentos da Torá ,o que levou à um choque com outras ramificações do Cristianismo e do Judaísmo .”
“Atualmente existem comunidades ebionitas modernas ,que pregam o cristianismo sob uma visão judaica ,mas com interpretações diversas sobre a natureza e a função de Jesus .Alguns defendem que se tratava mesmo do Messias ,que teria vindo para estender a Torá à toda a humanidade ,outros defendem que se tratava de um profeta justo;outros defendem a origem divina de Jesus,enquanto outros dizem que se trata de um filho carnal entre José e Maria .”(texto extraído de WIKIPEDIA). Observe-se aí as diversas concepções que doutrinas perversas plasmaram sobre a sociedade não só a do primeiro século pós-Cristo como as mais modernas existentes no planeta.



2. da não renovação da mente para a transformação do homem;
A nova criação, reconciliada, escolhida desde antes da fundação do mundo, aperfeiçoada com uma única oferta iria passar por um processo em que teria que mudar sua forma de servir a Deus – não mais com a carne(em base na lei), mas com a mente, pela confissão das palavras inefáveis recebidas pelo Ressuscitado pelo apóstolo Paulo e escritas em 14 epístolas à Igreja – o fundamento-Jesus Cristo mesmo. Essas cartas eram o evangelho da incircuncisão que seriam o alicerce para a liberdade do escolhido: livre do diabo, livre da lei e livre do pecado.Com a palavra da justiça ativada em sua mente, o escolhido estava pronto para tomar as melhores decisões e fazer as melhores escolhas em meio à complexidade do mundo. Com a morte de Paulo, entretanto, o homem seguiu diferente, a circuncisão tomou lugar da graça e a profecia de Paulo se cumpriu vindo a apostasia por 2000 anos. Daí foram-se avolumando concepções religiosas e filosóficas até que o catolicismo chega a seu apogeu nos séculos II e VIII, através da decisão de Costantino em tornar a igreja católica como igreja oficial do Império Romano. Com isso cria-se o clero institucionalizado adotando doutrinas de Santo Agostinho. A partir do século VIII, Agostinho afirma que fé e razão podem ser conciliadas, sendo a razão um meio de entender a fé.
A apostasia então é um período predestinado de tempo onde não há fé na Terra e o mundo é um mundo da carne, como bem se expressou Jesus Cristo Homem:
Isso é um mundo amplo, a carne. Ah, e há carne de OVELHA e carne de LOBO.
Diz o Apóstolo Paulo que, do mesmo VENTRE, saíram FILHOS para perdição e FILHOS para salvação. ,

Então, o MUNDO da CARNE é um mundo que passou faz 2 mil anos.

Ou seja, que 2 mil anos atrás, o MUNDO da carne, Deus se divorciou dele, e já Deus não te vê conforme a carne, ele se cansou disso. E então, nessa CONSUMAÇÃO, começou o quê? céus NOVOS e terra NOVA.
O que João apresenta no Apocalipse como que VEM (céus novos), isso aconteceu faz 2 mil anos onde Deus já vê todas as coisas NOVAS.

Naturalmente, a RELIGIÃO nos danificou… nos fez muito dano, nos estragou a MENTE. Por isso é que há tanta maldade, porque a mente está danificada, e por isso há má consciência e sofremos, porque houve um dano, não nos disseram isso. Isso tinha que saber e ENSINÁ-LO nas escolas (dois mil anos atrás), começar uma educação NOVA com a gente.

“… na CONSUMAÇÃO de…” quê? (Dos SÉCULOS). – Os séculos foram consumados e Paulo trouxe a informação mas NÃO a registraram. A Paulo o mataram porque o que ele FALAVA não era conveniente para as RELIGIÕES. E então, deixou isso escrito aqui (as 14 epístolas), e tanto a lei como a graça era LETRA, até que o Senhor chegasse para explicar.

Então, o que ele fez foi que o deixou ESCRITO, porém com VÉU. Todo o mundo com um véu, e então as pessoas lêem e o batista interpreta assim, o metodista interpreta assim, o católico interpreta assim, e se formou uma BANDEJA de interpretações. E aí, estão milhões de pessoas lendo o mesmo verso e com uma interpretação diferente, porque tudo estava velado e estava escrito.


Então, nós andamos com essa carne e é um MUNDO perigoso. Sua carne NÃO está convertida nem a minha tampouco; você pensa que mudou, mas sua carne NÃO muda. O que acontece é que como lhe tiraram o VÉU, você “sente” que mudou …

NÃO mudou em NADA… ,

Você é muito PERIGOSO, o que acontece é que Deus te permite experiências e então daí você aprende a tratar com a sua carne (e diz): - Não faço mais isto, não gostei disso, eu pensei que gostava, mas me cansei… Agora, o exercício que você dá aos SENTIDOS e à compreensão do teu corpo vão melhorando situações … “melhorando”, mas você NÃO mudou …
Agora, se você NÃO confia na CARNE (no mundo da CARNE); se você NÃO confia nisso e CONFIAS no evangelho, isso tem uma química, uma ciência que ao saber que isto NÃO muda (a carne), que isto está danificado. Se você sabe que o teu REPOUSO está no que está ESCRITO, então isso produz uma COBERTURA onde, essa cobertura, garante CUIDAR de ti.
Tudo o que você tem que fazer é (…) a cobertura, então te CUIDA. E você sabe que já lhe tem cuidado.

Porque essa mesma COBERTURA, às vezes te coloca em uma situação que você diz: - Por pouco meto os quatro pés...
Mas você foi protegido e até agora está em pé, agora tem até bom crédito e tudo…

Agora, se você sai desta COBERTURA (da cobertura CEG), se move… se sai daqui, não escuta mais esta PALAVRA, e depois de haver conhecido, o que é que Paulo disse?... melhor seria NÃO ter CONHECIDO que voltar atrás. Porque se saíres desta cobertura, a cobertura se afasta, e então terás que DEFENDER-SE sozinho. E como você já CONHECE, te tenho “preso” com isto, isto é um SIM ou SIM.

Saturday, September 23, 2006

CÓDIGO DA REFORMA PARTE II



Se não atravessares a Jesus de Nazaré não entras ao reino. E se não atravessares ao Ressuscitado vindo para a dispensão de Jesus Cristo Homem também não entras ao reino.
Agora, qual é o verdadeiro evangelho que é a base desse reino? Vamos ver a Gálatas capítulo 2, verso 7. “Antes pelo contrário, como viram que me tinha sido encomendado o evangelho daí ncircuncisão, como a Pedro o da circuncisão.”

Qual foi o evangelho da circuncisão? Em Gênesis 17, o Apóstolo nos ensinava que o evangelho da circuncisão foi um pacto perpétuo para a carne. E quando o Apóstolo fala do termo perpétuo, entenda-se que perpétuo tem princípio e fim, são séculos. Não lhe deu eternamente. O evangelho da graça é eterno O que significa isso? Que não tem princípio de dias nem fim de dias. Mas, quando se fala do pacto da circuncisão teve um princípio e um fim. O princípio foi Gênesis o fim foi a cruz do Calvário; e foi um pacto para a carne. Então, Pedro foi o cabeça desse evangelho, o evangelho da circuncisão.

Então, agora Paulo identifica que a ele lhe deu outro evangelho: o evangelho da Incircuncisão. Então, se o da circuncisão tinha que ver com carne, o da incircuncisão tem que ver com o espírito. O que significa isso? Que a doutrina, o ensino que Paulo devia pôr como fundamento e onde nosso Apóstolo iria edificar tinha que ver com exclusividade com seu espírito, não com a sua carne.

Por isso é que neste ministério a ninguém se conhece segundo a carne. Por isso é que neste ministério você pode vir com a cor de cabelo que deseje, com os sapatos que você queira, com a roupa que lhe dê sua real liberdade e aqui não lhe conhecemos por seu exterior. Conhecemos a você como o evangelho da Incircuncisão lhe conhece.

Então, para chegar a estar conclusão você tem que atravessar o código do pecado e tem que atravessar os véus de Jesus de Nazaré e do Ressuscitado, para poder entrar neste reino.

Você sabia que a circuncisão era a sombra dos bens vindouros. A lei tendo a sombra dos bens vindouros... A circuncisão de carne era uma sombra de uma realidade que ia ser manifestada. Qual era a realidade? A Incircuncisão, que ia ser dirigida a seu espírito, não a um aspecto carnal. Isso foi uma sombra de uma verdade.

Como podemos saber então se um um pastor está no verdadeiro evangelho ou não? Bom, olhe, se ele te falar de pecado não cruzou o atoleiro ainda. Se te falar de Jesus de Nazaré não cruzou o rio. Primeiro tem que cruzar o pecado para que possa chegar à porta deJesus de Nazaré. E uma vez que você atravessa isso, então tens que atravessar ao Ressuscitado para junto com Jesus Cristo Homem chegares ao reino que te trata como um espírito justo feito perfeito.

Friday, September 22, 2006

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CÓDIGO DA REFORMA - PARTE I

Essa é a ignorância do sistema religioso, que esteve transtornando a raça humana por 2000 anos. Porque não souberam discernir esta expressão, esta verdade básica do evangelho. Ou seja, João nos dias de sua carne o disse: “Eis aqui o Cordeiro que tira o pecado”. Então, João lhe preparou o caminho, assinalou-o; Cristo na cruz terminou com o pecado e depois vêm 2000 anos e pastores ainda dizem que você pode ser achado em pecado.

O tema é: CÓDIGO DA REFORMA. Então, um pastor que não entenda isto vai estar transtornando a igreja. As missas, as chamadas ao púlpito a arrepender-se, tudo isso é um abuso.

Olhe Romanos capítulo 8, verso 2. Se houver um boxeador que ganha por "knock out" a outro, o que significa isso? Que ele era melhor que o outro? Que era mais forte? Sim? Então, note, haviam duas leis operando, mas se uma lei vem e derruba a outra, o que significa isso? Que essa lei é superior? Pois, olhe, olhe que classe de lei, olhe. “Porque a lei do Espírito de vida em Cristo Jesus me livrou da lei do pecado e da morte.”

A lei do Espírito de vida em Cristo Jesus não te vai livrar, livrou-nos da lei do pecado e da morte. Como se vai falar hoje em dia em pecado, quando a razão, o motivo de Cristo vir à Terra foi tirar do meio o pecado?

Eu te digo, olhe, esse é o primeiro código. Olhe, morremos ao pecado; o corpo de pecado foi destruído; o pecado não pode ensenhorear de nós; estamos livres da lei do pecado.

Quer dizer que qualquer ensino doutrinal que venha para suportar que o pecado está presente é um ignorante ao evangelho; está em delírio, Fala de coisas que não conhece.

Vamos analisar o segundo código, porque você sabe qual é o detalhe, que uma vez você entende o primeiro código, então pode entrar no segundo. Ah, e tem que atravessar esse primeiro código porque atravessar esta corrente deste primeiro código é uma corrente onde o mundo inteiro está caminhando, a corrente do pecado. Agora, se você atravessar esta corrente, onde todo mundo caminha, vais chegar a uma porta:

Romanos 7:4. Mas, se não atravessar essa corrente não chega à porta: “Assim também vós, meus irmãos, “morrestes à lei mediante o corpo de Cristo, para que sejam, “Para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que levemos fruto para Deus.”

O segundo código é que o sacrifício de Jesus Cristo foi uma porta para nos levar ao ressuscitado. Mas para chegarmos ao ressuscitado, primeiro tivemos que atravessar a porta que diz que já o pecado não existe, que o pecado foi aniquilado. Uma vez que você entende isso, então tem que chegar à realidade de que o que viveu não é o mesmo que ressuscitou. o que viveu foi Jesus de Nazaré, e ele viveu praticando a lei, mas o que ressuscitou é outro. E então, quando você cruza a porta do ressuscitado, então pode levar fruto para Deus. Porque o ressuscitado disse para que deixássemos já os rudimentos da doutrina de Cristo, os rudimentos que ele praticou em sua prévia manifestação como Jesus de Nazaré.

Bom, isso é o que diz Hebreus 6:1. “Deixando já os rudimentos da doutrina de Cristo, vamos aonde, à perfeição.” E o que significa rudimentos? Olhe, rudimento são as primeiras palavras, os primeiros ensinos, o ABC das coisas, o balbuceio do bebê, os primeiros passos do bebê. Olhe, você sabe o que são os rudimentos? Quando em escola primária lhe ensinavam a contar com os dedos. HELLO! Que era bom, para começar. Mas quando já tinha que ir a um aspecto mais avançado, não te servia. Para ir à perfeição, já que tinha que cruzar o número 10 para ir aos 20, aos 100, aos 200, já os dedinhos não lhe funcionavam. Então, essa prática de somar se fez rudimentar.

Então: “portanto, deixando já os rudimentos da doutrina de Cristo”. O problema é que se ficar com os rudimentos, imagine a um bebê de 35 anos, balbuciando, ou contando com os dedos, ou tratando de caminhar, porque está em rudimentos. HELLO! Todo o sistema religioso hoje vive sob os rudimentos que praticou Jesus nos dias de sua carne. Não pode ir à perfeição, porque para ir à perfeição diz: “portanto, deixando já os rudimentos da doutrina de Cristo, Vamos à perfeição.” Para você poder apreciar a perfeição desta palavra tem que deixar os rudimentos. Mas para deixar os rudimentos, tem que ir onde o ressuscitado, tem que abandonar ao Jesus de Nazaré.

E todo o sistema religioso em todas partes do mundo está casado com Jesus d Nazaré. Os que muito amam ao Jesus do Nazaré. ?Quero seguir as pisadas do mestre? Lembra-te quando você cantava isso? Eu não cantava isso. Você quer seguir as pisadas em do Mestre? Moço, te vais ficar no ABC, te vais ficar em balbuceio. Por isso Paulo dizia: “Enquanto eu era menino falava como menino, pensava como menino, julgava como menino”, porque está nos rudimentos. Mas então, para ir à outra etapa de maturidade, de perfeição, tem que deixar o que é de menino.

Monday, September 18, 2006

REPERCUSSÃO SOBRE O DISCURSO DO PAPA SOBRE O ISLÃO
(EXTRAÍDO DO SITE PORTUGUÊS “SAPO”.(17-09-2006) E DO CORREIO DA MANHÃ DE 18-09-2006)

Freira italiana morta a tiro em Mogadíscio


Homens armados não identificados mataram ontem a tiro uma freira italiana e um guarda em Mogadíscio, na Somália, depois de, na véspera, um alto responsável islâmico ter pedido vingança a todos os muçulmanos, na sequência das declarações do Papa Bento XVI sobre o islão.

A religiosa católica foi identificada nos media italianos como irmã Leonella, de 65 anos, enfermeira com mais de quatro décadas de vida e trabalho inteiramente dedicados a África. Missionária da Consolata, vivia há vários anos na Somália, onde ensinava enfermagem no hospital pediátrico SOS, onde foi morta.

Testemunhas e fontes médicas, citadas pela AFP, afirmaram que dois homens armados entraram naquele hospital da parte sul de Mogadíscio, em Huriwa, abriram fogo sobre a religiosa quando esta passava de um edifício do hospital para outro e depois puseram-se em fuga. A zona de Huriwa é, desde Junho, controlada pelos tribunais islâmicos.

O incidente foi classificado por um porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, como "um acto horrível". E acrescentou: "Esperamos que seja um acto isolado. Nós seguimos com preocupação as consequências da vaga de ódio, esperando que elas não tenham implicações graves para a Igreja no mundo."

No sábado, um dos líderes religiosos da capital somali ligado ao movimento dos tribunais islâmicos, que agora controlam grande parte deste país africano, tinha dito: "Quem ofender o nosso profeta Maomé deve ser morto pelo muçulmano que esteja [fisicamente] mais perto de si. Todas as comunidades islâmicas do mundo devem vingar-se."

Apesar de a associação entre a morte da religiosa e a vaga de indignação espoletada pelas declarações de Bento XVI sobre o islão ter começado logo a ser feita de forma quase automática, o Conselho dos Tribunais Islâmicos - que pretendem restabelecer a ordem na Somália e impor a Charia (lei islâmica) nos territórios que dominam- classificou o incidente como uma "morte bárbara, contrária a todos os ensinamentos do islão".



Bento XVI declarou-se "vivamente entristecido"


"Vivamente entristecido". Foi assim que Bento XVI descreveu o seu sentimento em relação à vaga de indignação e contestação que as suas declarações sobre o islão suscitaram no mundo muçulmano.

Falando na abertura da celebração do Angelus, em Castel Gandolfo, o Papa esclareceu que tais afirmações não "exprimiam de forma alguma [o seu] pensamento pessoal". Foi a primeira vez na história da Igreja Católica que um papa corrigiu publicamente palavras por si pronunciadas num discurso, neste caso há menos de uma semana, na Alemanha.

"Estou vivamente entristecido pelas reacções suscitadas por uma breve passagem do meu discurso na Universidade de Ratisbona, que foi considerada ofensiva para a sensibilidade dos crentes muçulmanos, já que era uma citação de um texto medieval que não exprime de forma alguma o meu pensamento."

Na origem da indignação do mundo muçulmano está o conteúdo de um discurso que Bento XVI fez em Ratisbona, na Alemanha, no passado dia 12. Nele, citava um diálogo, ocorrido algures entre 1394 e 1402, entre o imperador bizantino Manuel II Paleólogo e um erudito muçulmano persa desconhecido.

Nesse diálogo, a certa altura, o imperador diz ao interlocutor: "Mostra-me o que [o profeta] Maomé trouxe de novo. Não encontrarás mais do que coisas más e desumanas, como o direito de espalhar a fé pela espada [Jihad] que ele pregava."

"Neste sábado, o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado da Santa Sé, divulgou uma declaração a este respeito, na qual explicava o significado verdadeiro do meu discurso, o qual era e é um convite para um diálogo franco e sincero, com grande respeito recíproco. O sentido é somente este", disse o Papa, cujas palavras foram transmitidas em directo pela televisão Al-Jazeera, a mais vista no mundo muçulmano.

Além das reacções muçulmanas, a polémica também gerou comentários no mundo religioso e político italiano, com o secretário da Democracia-Cristã, Gianfranco Rotondi, a afirmar que "o paradoxo dos nossos tempos é que justamente este Papa, aberto ao diálogo, é acusado pelo fanatismo islâmico. É grave e a União Europeia, cujas raízes são cristãs, deveria defender este valor." O ministro das infra-estruturas, Antonio di Pietro, disse que "as palavras do Papa foram gasolina sobre o fogo e é justo, pelo menos para a caridade cristã, que tenha pedido desculpa".




Haniyeh, do Hamas, criticou o Papa pela ofensa ao Islão e ao seu profeta Maomé, mas sublinhou que os cristãos residentes na Cisjordania e na Faixa de Gaza, onde foram atacadas sete igrejas desde sexta-feira, “fazem parte do povo palestiniano”.

O ministro do Interior, Said Siyam ordenou às forças de segurança palestinianas para protegerem os templos cristão, na sua maioria da Igreja Ortodoxa, que não acata a hegemonia papal.

Recorde-se que duas últimas igrejas foram atacadas por vândalos na cidade de Tulkar onde residiam três famílias cristãs. Na aldeia de Tubas foi incendiada uma igreja de pedra construída há 170 anos.
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Segunda carta a Tessalonicenses capítulo 2. “Mas, com respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e nossa reunião com ele...”. Olhe, uma reunião. “Rogamo-vos irmãos, que não vos deixeis mover facilmente de vosso modo de pensar, nem vos conturbeis, nem por espírito, nem por palavra, nem por carta como se fosse nossa…”.strong>

Aí há 8 livros que foram escritos. Depois que Paulo morreu escreveram Tiago, Primeira de Pedro, Segunda de Pedro, Primeira de João, Segunda de João, Terceira de João, Judas e Apocalipse. Esses 8 livros foram escritos depois que Paulo morreu, e então, aí eles os puseram tornando a trazer o judaísmo, ou as doutrinas de Jesus de Nazaré, que Paulo disse que teríamos que deixá-las(Hb.6:1).
Diz: “No sentido...”. Final do verso 2. “No sentido de que o dia do Senhor está próximo. Ninguém vos engane de nenhuma maneira; porque não virá sem que antes venha a apostasia”.strong> A apostasia é boa viram? Você sabia que a apostasia é o código que você necessita para saber que o Senhor já está aí? Ou seja, que apostataram da verdade, até estes dias, pois, estiveram ensinando missas católicas; a Cristo antes da cruz, a observar suas doutrinas antes da cruz. Os protestantes batizando, impondo mãos, tomando ceia.

Os protestantes são o mesmo cão com diferente coleira. Os católicos tomam a hóstia, a comunhão e dizem que o vinho se converte no sangue de Jesus Cristo. Essa é a doutrina da transubstanciação, que o pão se converte no corpo. Então, o protestante diz: -Vamos dar outro enfoque, isto é um símbolo. Isto não é nem o corpo, e nem é o sangue, mas, vamos tomar como símbolo. Então, te celebram a Santa Ceia.

O pastor se põe muito religioso nesse dia e se colocam dois bobos ao seu lado, que são os diáconos, e então, depois começam a dizer: Investigue-se a ver se você está bem. Olhe, se você toma isto indignamente vem juízo. Então, de repente você vê que os que se puseram ali, dizem: -Espere, um momentinho, que vem juízo. –Investiga-te, se você está bem-.

E como você está? Você está completo e perfeito. Então, isso serve para trazer má consciência. Porque então, você começa a se investigar e a dizer: -Olhe, estarei eu? Mas, se você, o que vai comer é um pedaço de pão e vai tomar vinho, ou suco de uva Welch’s... Isso você sempre toma esteja bem ou esteja mal. Isso tem enganado o mundo inteiro por 2000 anos

Olhe, por esta causa Paulo encontrou muita perseguição. Vamos a Atos de novo para terminar.

Atos 21, verso 27 em diante. Veja o que Paulo encontrou por ensinar a apostatar de Moisés. Atos 21, verso 27 ao 33. Veja o que lhe aconteceu. Diz: >“Mas, quando estavam para se cumprir os sete dias...”
.
Essa gente sempre está com dias, você sabe? “Cumprir-se os sete dias, da purificação, uns judeus da Ásia, ao vê-lo no templo, alvoroçaram a toda a multidao e lhe pegaram...”. Você não está vendo que ele ensinava a apostatar de Moisés? >“Gritando: Varões israelitas, acudi! Este é o homem que por todas as partes ensina, ensina a todos contra o povo, a lei e este lugar...”.
Digo, esse é Paulo. Esse era o apóstolo da incircuncisão, ele era assim. Era um guerreiro.

“E além disto, pôs a gregos no templo”.strong> Olhe, esses judeus não queriam, não queriam gentios. Quando Deus já havia advertido a Pedro: -Olhe, o que eu limpei, você não chame de imundo, que aqui não há judeus e nem gregos. Isto é para todos, especialmente para os gentios. O mistério oculto é para os gentios. Ah, perdoem-me. Estamos falando dos anciãos "cristãos" de Jerusalém.

Diz: “Puseram a gregos no templo, e profanaram este santo lugar”.strong> O santo lugar? Isto não é santo, estas paredes. Cristo destruiu, e voltou a edificar. Diz: “Porque antes tinham visto a Trófimo que era um grego, com ele na cidade de Éfeso, a quem pensavam que Paulo havia posto no templo. De maneira que toda a cidade se alterou, e o povo se ajuntou; e apoderando-se de Paulo, lhe arrastaram para fora do templo, e imediatamente fecharam as portas. E procurando matar a Paulo, isso foi avisado ao tribuno da companhia, que toda a cidade de Jerusalém estava alvoroçada. Este, tomando logo a soldados e centuriões, correu a eles. E quando eles viram ao tribuno e aos soldados, deixaram de golpear a Paulo”. Olhe, esse Paulo... Mmm! Batiam nele.

“Então, chegando o tribuno, lhe prendeu e lhe mandou atar com duas cadeias...”. Aí está Cristo quebra as algemas, olhe. “E perguntou quem era e o que havia feito. Mas, entre a multidão, uns gritavam uma coisa, e outros, outra”. Veja como estavam confusos. Não tinham razão. “E como não podia entender nada de certo por causa do alvoroço, mandou levá-lo à fortaleza. Ao chegar às grades, aconteceu que era levado a força pelos soldados por causa da violência da multidão; porque a multidão de povo vinha atrás, gritando: Morra!”.

Você sabe o que é você dizer: Apostata de Moisés, naqueles tempos? Se hoje incomoda, imagine naqueles tempos.

E veja o capítulo 23, verso 12 ao 15, o que os apóstolos fizeram “Vindo o dia, alguns dos judeus tramaram um complô e fizeram juramento sob maldição, dizendo que não comeriam e nem beberiam até que matassem a Paulo”. Queriam matá-lo.

Atos 23, verso 12 e agora o 13. “Eram mais de quarenta os que haviam feito esta conjuração, os quais foram aos principais sacerdotes e aos anciãos...”. Que eram os "cristãos" de Jerusalém. Foram até a eles a buscar apoio: -Olhe, este homem tem que ser liquidado porque está contra Moisés-. E parece que Pedro lhe disse: Olhe, Tiago, que não digam nada que somos nós. Os apóstolos odiavam a Paulo.

Pergunte a todos esses pastores por aí, quantos me amam. Vá a duas associações, à fria e à quente, porque lá são frios e quentes. Diga: -Olhe, vocês querem que José Luis venha aqui dissertar sobre vossa apostasia de falsidade? Dirão: -Não, não. Não queremos ouvir-lhe.

Aqui, os pastores, esses são um montão de criminosos, iguaizinhos aos apóstolos. É que se você é de Moisés esse mesmo espírito entra em você. Por quê você crê que aconteceu “A Inquisição”? Pedro matou, e isso pega nos que o seguem. Esses são espíritos, atitudes que entra nas pessoas.

Sim, isso acontece. E agora mais, com a guerra que lhes vou colocar, rapaz, porque eu vou atacar a eles, e vou chamar a eles. Olhe, agora mesmo pela Internet, você sabe quantos milhares estão me vendo? SÃO UNS MENTIROSOS. Ou, a verdade, ou, a mentira. (Aplausos).

Atos 23, verso 15. “Agora, pois, depois que se reuniram com os apóstolos, agora, pois, vós, com o concílio...”. Olhe, o concílio, o concílio de "cristãos", onde Pedro era o presidente, e Tiago era o Vice-presidente, porque era irmão de Jesus na carne.

Diz: “Solicitai ao tribuno que lhe traga amanhã ante a vós, esse foi o plano que os anciãos lhe deram, como se quisessem indagar alguma coisa mais certa acerca dele; e nós, estaremos prontos para lhe matar antes que chegue”. Olhe, com razão Paulo escreve a Roma e lhe diz: -Olhe, eu vou para a Espanha, mas, primeiro vou aí para saudar-lhes, e logo continuo até a Espanha-. Nunca chegou a Espanha, ficou em Roma. E quem estava ali? O primeiro Papa, o primeiro criminoso, o primeiro mau, o homem mais mau, o único homem que Deus lhe disse: Aparta-te de mim, Satanás. Pedro. O famoso Pedro, que todas as catedrais aqui o tem.

Vá ali, e você vai ver a Tiago, seu irmãozinho, o Vice-presidente, duas estátuas deles. E eles honram a isso. Eu fui a Guayaquil, ali naquele Parque, que há as iguanas bem grandes. Quantos sabem do que eu estou falando? Ah? Viram as iguanas? Que não fazem nada, são boas as iguanas. As pessoas têm medo delas porque elas são muito feias, mas, o lindo que está por trás é aquele grande templo católico, que você sente como que uma reverência, a aquela cova do diabo.

E então, a primeira coisa que você vê quando entra ali, é que ali está Pedro te saudando. Digo, não assim, mas, com a... E Tiago ao lado. E eu disse a Carlos:(referindo-se ao Bispo Carlos Cestero Jr.) -Carlos, olhe. Veja que frescura, olhe. Como são frescos-. E todos os equatorianos enganadinhos com isso. Quando passa uma freira, quando passa o Padre. –Este é o padre, isso é. E você vai a Colômbia, o mesmo engano, o menino Deus. E o padre, e o sacerdote amigo do prefeito, porque eles têm as suas conexões, sempre. Porque eles fornicam com o vinho da hipocrisia dessa religião. E você vai a Porto Rico, 78 cidades, 78 catedrais, porque não há cidade se não há catedral. O mesmo engano.

E se vai aonde? Em Costa Rica? Em Panamá? Em Venezuela? Ah? Em México? Ehhh! A “Guadalupana”, rapaz. Em Cuba? O Cobre. ALÔ! A padroeira! Todo mundo tem sua virgenzinha. Olhe, veja, e isso foi aceito, assim como se nada... –Pois, isso foi o que nos obrigaram a fazer-, e então, os pais morreram, e as crianças nasceram pensando que isso era a verdade, e todo o mundo se convenceu disso. Assim funciona a apostasia.

E agora é tempo de... É tempo de dizer isso. ALÔ! E Deus escolheu um ministério próspero, não um da esquina. Não, nós temos dinheiro para entrar por aí, para rádio, televisão, imprensa. Vamos denunciá-los. (Aplausos). Até que o Vaticano caia, feche as portas, a mentira desapareça.

Sunday, September 17, 2006

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Wednesday, September 13, 2006

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Tuesday, September 12, 2006

Ninguém jamais pregou o que Jesus Cristo Homem tem pregado. Ninguém podia ter sabido o que o Ministério Internacional Creciendo en Gracia está pregando por toda a Terra. Porque após a saída de Paulo, entrariam no meio da Igreja lobos vorazes que não poupariam o rebanho, e aí o mundo entraria num período de apostasia que Paulo também profetizou e escreveu aos coríntios sobre esse período através do verso abaixo:

Primera carta aos Coríntios 4:5. Diz: “Assim que, não julgueis nada, diga: NADA, antes de tempo, até que venha o Senhor o qual aclarará diga: ACLARARÁ, aclarará também o oculto das trevas, e manifestará as intenções dos corações, então cada um receberá o seu louvor de Deus”.

Paulo como perito arquiteto, pôs o fundamento e escreveu essas catorzes epístolas, mas como viria uma apostasia, e disse: Não julgueis nada antes de tempo. E isto não se vai entender até que venha o Senhor. Isto vai ficar codificado. Há tanto legalismo, há tanta circuncisão, queria dizer Paulo, no ar, há tanto judaísmo que eu vou deixar isto escrito, mas vão se confundir, não vão entender. Mas, quando vier o Senhor, Ele mesmo, o Senhor vai aclarar isto: Aclarar o oculto das trevas.

Por isso ele disse: Olhem, não julguem nada antes de tempo, até que venha quem? O Senhor; dando a entender que ele mesmo, Paulo, não podia explicar isto. Paulo o que fez foi escrever, mas ele não pode explicar.

Por isso, é que a igreja, ouça bem, a igreja por 2000 anos tem estado em escuridão. A igreja por 2000 anos não tem escutado a verdade. Porque Jesus disse: E conhecereis a verdade, e a verdade os fará livres. Mas a igreja não tem estado livre. Eles confessam: Cristo me fez livre, e o cantam, e o confessam, mas não são livres, andam em escravidão. Porque seus olhos não foram iluminados, andam em trevas, alheios a vida de Deus.


Mas Paulo profetizou e disse: Vai haver escuridão, vai haver trevas, não vão poder julgar nada até que venha o Senhor, e esse Senhor viria a aclarar. O Senhor em sua manifestação de ensinamentto, aclarando. Diga: ACLARANDO. E, para aclarar tem que te tirar da escuridão para a luz, e você vai entendendo pouco a pouco: -Olha, agora entendo. Que claro está agora. Porque vai aclarando o oculto das trevas, e manifestando as intenções dos corações.


A intenção do coração, cedo ou tarde vai se manifestar, a medida de teu espírito. Quem tu és por dentro ao escutar ao Senhor aclarando o oculto das trevas o que está em ti oculto vai sair à luz, vai se manifestar. Por isso é que neste Ministério não se sabe quem tu és até que tu não ouças a verdade. Não se sabe quem tu és.

Há pessoas que a mentira tem formado uma falsa personalidade neles, uma máscara. E então, são pessoas fingidas, são pessoas, produto de uma má informação, produto da religião, são pessoas produto de um meio ambiente que o formaram. Um meio-ambiente onde se respira abusos, escassez, pobreza, enfermidades, violência. E então, formam neles uma personalidade falsa. Quando chegam à verdade, olhe, quando o Senhor começa a aclarar em tua vida o oculto das trevas, a intenção, teu espírito, teu verdadeiro começa a sair, e então passas a ser feliz. Por isso, tens que ser exposto ao Senhor tem que ser exposto à sua palavra, a seus ensinos, a suas aclarações.


Agora, atente bem. Paulo disse: Não julgueis nada antes de tempo, até que venha o Senhor; dando a entender que o Senhor viria depois de um lapso onde a gente não iria poder julgar as coisas. Dando a entender que antes que o Senhor viesse, à igreja iria estar em escuridão. Não disse que aclarará o oculto das trevas? Então, a igreja não iria poder julgar, iria estar em escuridão até que viesse o Senhor.


Agora, se ele disse: Aclarará, quer dizer que a igreja iria estar em escuridão, porque ele viria a aclarar. Agora, quem nublou, quem escureceu a mente dos escolhidos?



Vamos ao livro de Gálatas capítulo 2, verso 11. Diz: “mas quando Pedro veio a Antioquia, lhe resisti cara a cara, porque era de condenar. Pois antes que viessem alguns de parte de Tiago, comia com os gentios; mas depois que vieram, se retraia e se apartava, porque tinha medo dos da circuncisão. E em sua simulação participaram também os outros judeus, de tal maneira que ainda Barnabé foi também arrastado pela hipocrisia deles. Mas quando vi que não andavam retamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro diante de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios e não como judeu, por que obriga aos gentios a judaizar?".

Quando Paulo disse: Não julguem nada antes do tempo até que venha o Senhor, o qual aclarará o oculto das trevas; o que se referia é que em teu espírito há uma identidade que foi obscurecida. Você é um tesouro que foi coberto de trevas por causa da mentira que tem escutado, pela religiosidade, pela filosofia, pela ciência dos homens. Então, tua verdadeira identidade de teu anjo, de teu deusado, de que tu és perfeito, abençoado, justificado, santificado; isso ficou em trevas, isso não ensina a educação de hoje. Isso não ensina o mundo econômico e social. A política e a religião não chegam à intenção de teu coração, não desperta tua verdadeira identidade.


E esses homens, que não andavam retamente conforme a verdade do evangelho, obrigavam aos gentios a judaizar e foram os responsáveis de haver mantido a humanidade em escuridão. Eles não nos falaram de nossa verdadeira identidade. Eles não entenderam quem somos nós no espírito. Eles não sabem, eles nunca ensinaram o que Jesus cristo fez por nos; mas, judaizaram aos gentios. Obrigaram a que observassem costumes, obrigando-lhes a que guardassem fábulas judaícas.


Esses homens são os causadores da escuridão, da apostasia que há no mundo inteiro. Mas estava profetizado. Paulo disse: Não julguem nada antes do tempo. O Senhor vai chegar, mas primeiro, antes que ele, o Senhor aclare vem a apostasia, vai reduzir à escravidão, vêm homens maus e perversos que vão arrastar após si aos discípulos, vem falsos ensinamentos e isso é o que temos visto em 2000 anos.


Agora, essa apostasia tinha outro Jesus. Hoje se está pregando esse outro Jesus. Quando você escuta pregadores dizendo: -Em nome de Jesus de Nazaré. Aí há outro Jesus. ♫O louro da Galileia vai passando por aqui. O louro da Galileia vai… Esse é outro Jesus. Esse não é o Ressuscitado.


Então, esse outro Jesus, olha o que diz o verso 4, “Porque se vier alguém pregando a outro Jesus que não havemos pregado, se recibais outro…” Quê? O que se passa quando a ti te pregam outro Jesus? Caes em outro espírito.


Tu recordas quando Jesus de Nazaré viveu nesta terra e dizia: Se alguém te dá em tua face direita, dá-lhe também a esquerda? Como dizendo: Que te passem por cima, oh, tem pena. Ah? Esse é o mesmo espírito que se te passa quando a ti te falam desse outro Jesus.



-Olhe, deixe-me mais barato porque eu sou cristão? Você tem visto isso? Então, se corre a voz de que: -Não, é que ele é cristão, que façamos mais barato. Que é isso? Esse é outro espírito. Pois, como Jesus não tinha onde recostar a sua cabeça, e Ele não tinha carro, andava a pé. Tu entendes? Porque recorda, Jesus viveu sendo judeu. E ao você pregar outro Jesus, tu entras em outro espírito.


Olhe, uma pessoa que é desse espírito se identifica imediatamente, basta que comece a falar. Porque o espírito do Ressuscitado não fala assim. O espírito do Ressuscitado não tem temor de más notícias. Agora, imagina o espírito de poder, de amor e de domínio próprio. Não tem temor. E mais, não tem temor das enfermidades, os diagnósticos, as notícias do mundo, que as coisas estão mal, que a economia está mal, que os empregos estão acabando. Nós somos de outro espírito.


Mas Paulo disse: -Olhe, antes que venha o Senhor vai haver escuridão, vai haver outro Jesus, vai haver outro espírito. E veja onde chega isto: “Um outro evangelho que havéis aceitado, bem o tolerais”.


”Não julguem nada antes do tempo”. Que significa isso? Que não há sabedoria para julgar as coisas. Sem dúvida, por 2000 anos têm sido abertos os livros de Apocalipse, as Epístolas de Paulo, criaram-se os Institutos Teológicos, todo o mundo querendo julgar as coisas, mas Paulo disse: -Não, não, não julquem nada, até que venha… Como dizendo: O Senhor mesmo é que vai aclarar isto. Porque Ele o ocultou e Ele o vai aclarar.


Quem ocultou isto foi o Senhor. Agora, não te estranhes que Ele oculte as coisas. Porque Ele deu a Lei, e o último profeta antes de João, o Batista foi Malaquías, e de Malaquías a João Batista houve uns 400 anos de silêncio, não houve profeta, Deus não falou ao povo. Ah, o povo se desviou. Houve idolatria, paganismo. Isso foi um deserto. Ou seja, Deus não falou, ponto. -Onde está Deus? -Não está. Não está Deus, desapareceu. Deus não dava mensagens.


Então, aparece Jesus de Nazaré, morre, Ressuscita, não fala do pacto; mas escolhe a Paulo a quem lhe dá o Espírito da Verdade. Paulo escreve, não pôde ensinar porque todos lhe abandonaram, prevalecia a hipocrisia, prevalecia o falso evangelho dos apóstolos; Paulo então deixa o fundamento posto, o verdadeiro evangelho o deixou escrito, codificado e volta Deus em outro silêncio. E quando Deus se cala, não há entendimento.


Se Deus não fala o povo está em escuridão. Vem outro espírito, vem outro Jesus, há poder enganoso, há milagres, mas tudo é engano. Não há sabedoria. Não há entendimento. Não há quem julgue as coisas. Não há maturidade na igreja. Há dons, há milagres,as pessoas caem com as pernas para cima, mas não há maturidade, não há conhecimento, não há revelação, não sabem aclarar, julgar, dividir velho pacto, novo pacto. Há turbação. Mas estava profetizado que iria ser assim até que viesse o Senhor, o qual aclararia o oculto das trevas.



Agora, vejamos a Segunda carta aos Coríntios capítulo 3, verso 14. Diz: “mas o entendimento deles se, que, se embotou”. Isso estava profetizado. Isso iria acontecer. Por isso Paulo disse: Depois de minha partida... Paulo falou da apostasia. Paulo não disse: quando eu vá, isto fica em pé e as pessoas vão entender, e as pessoas vão se salvar. Não! Paulo disse: Vem a apostasia. Se manifestará o homem iníquo. Vêm homens que vão arrastar aos discípulos. Vem homens conforme as suas próprias concupiscências.


E, Paulo diz no verso 14. “Mas o entendimento deles se embotou; porque até o día de hoje…” Diga: HOJE. Hoje, 2006. Até o dia de hoje, quando lêem o antigo pacto, lhes fica o mesmo véu não descoberto, o qual pelo Senhor… “

Paulo disse: Não julguem nada antes de tempo. Vai haver escuridão, até que venha o Senhor, o qual aclarará. Aclarará. Que significa aclarar? Que de momento tu estás vendo nublado, e de repente, -Hei, que aconteceu? Tiraram-me algo. O véu. Trouxeram-me a luz. Acenderam a luz aqui.

Tuesday, September 05, 2006

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Jesuíta catequizando os índios (século XVI)


A Companhia de Jesus no Brasil
Introdução - Com os descobrimentos ultramarinos, a Igreja Católica do Renascimento estava demasiadamente imersa nos problemas seculares para promover uma expansão missionário tão grandiosa como a que se exigia. Tornava-se igualmente irrealizável deixar nas mãos dos colonos a conversão do gentio. Possibilidade que se aventou, mas que logo foi abandonada, uma vez que o trabalho apostólico, por mais que se quisesse, representava sempre uma limitação aos propósitos predatórios e mercantis daqueles que viam o indígena meramente como força de trabalho a ser explorada. Para isso desenvolviam as racionalizações mais arbitrárias. Basta-nos ver o exemplo de Cortês, que pedia ao imperador e ao papa o direito de castigar os da terra que não se submetiam, apresentando-os "como inimigos de nossa santa fé".
Teriam, portanto, que sair da Igreja os esforços para a difusão do Cristianismo no ultramar. Foram as ordens religiosas que se propuseram a esse movimento missionário. Coube à dos franciscanos a precedência sobre todas as outras. As notícias de muitos povos pagãos recém-descobertos despertaram o zelo apostólico entre os frades de toda a Europa, oferecendo-se numerosos deles para predicar o Evangelho aos indígenas. Acorreram à América espanhola imediatamente após a conquista do México e se estenderam a todo o império espanhol no Novo Mundo. Seguiram-se a eles os dominicanos, cuja obra missionária, inspirada num rigorismo ético, chocava-se com a resistência dos colonos espanhóis que se recusavam a ver outra possibilidade no indígena que não fosse a sua exploração no trabalho escravo. Já em 1511 abria-se o conflito entre missionários dominicanos e colonos, com um sermão pronunciado pelo dominicano Antônio de Montesinos. Tendia a missão, enquanto impulso expansivo da Igreja Católica, a exercer uma influência mais além do eclesiástico, atacando um sistema colonial fundado na superposição de uma camada de senhores e na exploração do indígena.
Não demorou para que alguns discípulos da Companhia de Jesus mostrassem grande interesse em serem enviados ao Novo Mundo. Não contaram, entretanto, com a aquiescência do Papa, a quem o fundador da Companhia havia jurado obediência absoluta. Consideravam-se mais necessários os trabalhos dos jesuítas dentro da própria Europa, onde tanto havia que fazer, como os teólogos mais qualificados da igreja, para deixá-los dispersarem-se pelas missões na conversão de infiéis. Somente por volta de 1565 vieram os primeiros jesuítas para a América espanhola, numa expedição orientada para combater os huguenotes franceses alojados na Flórida. "Se simplifica em demasia o fato histórico, quando se faz derivar exclusivamente da Contra-reforma a expansão mundial da Igreja Católica da Época Moderna, e igualmente quando se supõe que essa expansão foi desencadeado pelos jesuítas. A revivescência e ativação das forças missionários da cristandade ocorreram na Idade Média tardia, por obra das ordens mendicantes, e a reforma desses institutos monásticos, em fins do século XV e começos do século XVI, reavivou o ardor apostólico em suas comunidades. A Companhia de Jesus não só apareceu mais tarde, senão que primeiro teve que fortalecer-se internamente e superar fortes resistências do governo espanhol, antes de poder cumprir sua grande obra de evangelização ."
Em Portugal a Companhia de Jesus havia sido favorecido desde 1540, durante o reinado de D. João III, e graças a ele puderam os jesuítas estabelecer-se na América portuguesa sem encontrar os impedimentos colocados aos jesuítas espanhóis por Filipe 11 e pelo Conselho das Índias. Junto com o primeiro governador-geral vieram para o Brasil os primeiros jesuítas: os padres Manuel da Nóbrega, Leonardo Nunes, Antônio Pires, Aspicuela Navarro, Vicente Rodrigues e Diogo Jácome. Nóbrega, que viera à frente dos demais, tornou-se Provincial com a fundação da província jesuítica brasileira, em 1553. Apesar de não ter sido a primeira ordem a aqui se instalar (aos franciscanos coube também no Brasil essa precedência), tomou-se a mais importante e a que maior influência teve na vida colonial brasileira.

O Sentido das Missões e da Catequese - A ação da Contra-reforma na Europa revestiu-se de dois aspectos principais: procurou por um lado reconquistar pelas armas os territórios protestantes; e por outro, onde a vitória militar lhe permitia, procurou converter as massas protestantes por toda uma série de meios. Nesse segundo aspecto, visando a reconquistar as almas onde a situação política o permitia, a Igreja romana empregou os métodos mais diversos: multiplicou as dioceses, construiu ou reconstruiu igrejas, sobretudo criou seminários, universidades e colégios, utilizando o fanático devotamente das ordens religiosas. Foram os jesuítas e capuchinhos os agentes por excelência dessa reconquista.
Ligou-se a esse movimento um outro, que vinha há mais tempo, mas que ganhou novo ímpeto com a reação à Reforma protestante, que pretendia não só a cristianização dos povos do Novo Mundo, mas a "conquista dessas almas" para a Igreja Católica. Os propósitos confessionais das ordens religiosas que se dirigiam às terras descobertas eram impregnados de ambições políticas. Em nome de intenções piedosas compunha-se a luta pela restauração do poder político da Igreja de Roma, abalado pela Reforma. Trazer os povos das novas terras para o seio da Igreja Católica; impedir nelas a penetração das seitas "heréticas", dando-lhes combate e lançando as bases da Igreja romana; e mantendo a vigilância sobre os colonos de forma a que não se desgarrassem dos preceitos católicos, tais eram as funções outorgadas às ordens religiosas, particularmente à Campanha de Jesus.
Foi quanto ao primeiro particular, a catequese, que se revelou o maior conflito com os colonos. Para os jesuítas tanto tinha importância a conversão das almas quanto a utilização econômica daquela mão-de-obra disponível; ao passo que aos colonos não interessava mais que a exploração da força de trabalho indígena, sem que se interpusesse a isso o empecilho da catequização. O que propunham os jesuítas na verdade, ao mesmo tempo em que visavam realizar aqueles objetivos político-religiosos, era uma forma "mais racional" de colonização em confronto com uma atitude puramente predatória dos colonos, apesar de mais condizentes com os termos da política mercantil.
As missões geralmente acompanharam as migrações dos indígenas à medida que estes fugiam dos principais centros de colonização, tentando escapar da escravização a que os colonos os submetiam. Dessa forma fixaram-se principalmente no sertão, em regiões que não apresentavam atrativos de exploração imediata, o que não quer dizer que estivessem isentas de investidos, que não formassem elas mesmas um alvo de cobiça dos colonizadores, pela quantidade de índios domesticados que aldeavam. Seus principais redutos localizaram-se no deserto do norte do México, nas orlas da floresta amazônica e no interior da América do Sul. Pela forma com que se organizaram, evoluíram como economias voltadas para a produção de excedentes comercializáveis pelos religiosos. Vale a pena citar um trecho de um estudo recente sobre o assunto: "Este modo de produção subsiste teve uma gravitação decisiva na extensa região que atualmente compreende a República do Paraguai, grande parte das províncias argentinas de Missões, Corrientes, Santa Fé, Chaco e Formosa, o Estado brasileiro do Paraná e os departamentos de Artigas, Salto, Paissandu, Rio Negro e Tacuarembo na República Oriental do Uruguai.
Como se pode apreciar, a difusão geográfica deste modo de produção foi bastante ampla. Com relação a suas características geográficas, chegou a compreender, durante o século XVIII, a uns 130 000 indígenas, cifra muito alta se recordarmos as da população total da região."
Este modo de produção, chamado despótico-aldeão ou despótico-comunitário, teve como fenômeno fundamental a recriação por parte do branco de uma comunidade indígena organizada em "pueblos" (aldeias) tendo em vista uma exploração mais racional da mão-de-obra índia. "Neste tipo de organização econômica se notam as conseqüências, de um modo específico, do impacto conquistador-colonizador sobre a anterior estrutura produtiva indígena. O fato distintivo será a férrea condução dos sacerdotes jesuítas, a minuciosidade administrativa e organizativa da Companhia, mais o zelo que em todo momento pôs essa instituição para evitar todo contato entre suas reduções e os espanhóis. Isto permitiu que os "pueblos" funcionassem até à expulsão em 1768 , como unidades produtivas relativamente autárquicas, que, embora mantivessem certa comunicação entre si, viviam totalmente separadas do resto da sociedade branca, com a qual se relacionavam economicamente apenas por meio da rede administrativa da Companhia de Jesus. ... Porém não devemos nos enganar sobre o sentido final dessa subtração de mão-de-obra efetuada pelos jesuítas aos 'encomenderos'. Obviamente a organização jesuítica significou também para os indígenas um sistema de exploração, na medida em que teve ela como resultado uma destruição quase total de seus valores culturais, além da pura espoliação econômica."

O Ensino Jesuítico - O padrão para o ensino jesuítico em Portugal e nas terras descobertas na América, Ásia e África foi dado pelo Real Colégio das Artes de Coimbra, cuja direção fora concedida à Companhia de Jesus em 1555, um dos mais altos estabelecimentos de ensino não superior do reino. Os mestres dos colégios ultramarinos, de fundação real, eram subsidiados pela Coroa, a título de "missões", quer dizer, formar sacerdotes para a catequese da nova terra, de modo a preparar num futuro quem substituísse os padres enviados da metrópole, no trabalho da evangelização. Entretanto, não cuidaram esses colégios apenas da formação de missionários, mas abriram suas portas àqueles que buscavam o ensino em suas aulas públicas, ou para simplesmente se instruírem, ou para irem continuar o aprendizado em medicina ou direito na Universidade de Coimbra.
A importância da Companhia de Jesus para a cultura colonial foi no campo da educação. Os primeiros colégios fundados no Brasil foram os de São Vicente, por Leonardo Nunes, e o de Salvador, por Nóbrega. Logo, acompanhando a expansão dos trabalhos de catequese (entre 1548 e 1604 cerca de 28 expedições de missionários foram enviadas à colônia], uma vasta rede de colégios espraiou-se pelo nosso litoral: São Paulo (1554), Rio de Janeiro (1568), Olinda (1576), Ilhéus (1604), Recife (1655), São Luís, Paraíba, Santos, Belém, Alcântara (1716), Vigia (1731), Paranaguá (1738), Desterro (1750), "Nas aldeias, vilas e cidades, as escolas intitulavam-se 'de ler, escrever, e contar'; e nos colégios, o mestre ora se chamava 'Alphabetarius' (1615), ora 'Ludi-Magister' (mestre-escola), e umas vezes se dizia 'Escola de Rudimentos', outras 'Escola Elementar'. Estava aberta durante cinco horas diárias, repartidas em duas partes iguais, metade de manhã, metade de tarde."
A organização do ensino jesuítico baseava-se no Ratio Studiorum, que, ao mesmo tempo em que era um estatuto e o nome de seu sistema de ensino, estabelecia o currículo, a orientação e a administração. O currículo dividia-se em duas seções distintas (inferiores e superiores), chamadas classes, de onde derivou a denominação "clássico" a tudo o que dissesse respeito à cultura de autores greco-latinos. As classes inferiores, com duração de 6 anos, compunham-se de Retórica, Humanidades, Gramática. Já as superiores, com duração de 3 anos, compreendiam os estudos gerais de Filosofia, para a época, abrangendo Lógica, Moral, Física, Metafísica e Matemática. Tanto num grau como no outro todo estudo era vazado no Latim e Grego e no Vernáculo. O sentido desse ensino Fernando de Azevedo descreveu-o bem: "Ensino destinado a formar uma cultura básica, livre e desinteressada, sem preocupações profissionais, e igual, uniforme em toda a extensão do território... A cultura "brasileira", que por ele se formou e se difundiu nas elites coloniais, não podia evidentemente ser chamada "nacional" senão no sentido quantitativo da palavra, pois ela tendia a espalhar sobre o conjunto do território e sobre todo o povo o seu colorido europeu: cultura importada em bloco do Ocidente, internacionalista de tendência, inspirada por uma ideologia religiosa, católica, e a cuja base residiam as humanidades latinas e os comentários das obras de Aristóteles, solicitadas num sentido cristão. Tratando-se de uma cultura neutra do ponto de vista nacional (mesmo português), estreitamente ligada à cultura européia, na Idade Média,. . .-é certo que essa mesma neutralidade (se nos colocarmos no ponto de vista qualitativo) nos impede de ver, nessa cultura, nas suas origens e nos seus produtos, uma cultura especificamente brasileira, uma cultura nacional ainda em formação."
O ensino jesuítico, tanto em Portugal quanto no Brasil, era público e gratuito. A Companhia tinha mesmo como dever o cumprimento do voto de pobreza, que foi reafirmado por uma determinação oficial de 1556, proibindo aos padres acrescentar qualquer forma de poder material ao religioso. No Brasil, porém, dado não haver um amparo direto da Coroa, como acontecia em Portugal, impôs-se a necessidade de encontrar fontes de recursos para a manutenção de suas instituições. Já o Padre Manuel da Nóbrega utilizara-se deste pretexto perante o delegado da Companhia no Brasil, Luís da Grã, a fim de permitir o estabelecimento de propriedades territoriais, inclusive com a utilização do braço escravo, em contradição com o voto de pobreza. Isso não se restringiu à Companhia de Jesus; o interesse pela propriedade, escravos e bens materiais foi comum às outras ordens religiosas que para cá vieram. Tal fato não deixou de preocupar a Coroa. Neste sentido foi que D. Sebastião, a fim de melhorar a situação, instituiu, em 1564, uma taxa especial para a Companhia, a redízima, descontada sobre todos os dízimos e direitos da Coroa. Mesmo assim, isso não era suficiente para arcar com as despesas, sustentadas, sem dúvida, através das fontes próprias de subsistência: as missões, verdadeiras empresas agro-extrativas da Companhia, os colégios ou suas próprias propriedades particulares.

As Visitações - Cabia também à Companhia de Jesus na colônia a vigilância sobre seus habitantes, de forma a mantê-los dentro dos estritos preceitos da religião católica, controlando os seus modos de vida e suas crenças, tanto combatendo as práticas tidas por pecaminosas como a penetração das seitas heréticas. Já no final do século XVI os jesuítas se ressentiam da liberalidade dos costumes demonstrada pelos colonos, que respiravam com alívio, uma vez longe da Inquisição, de seus atos de fé e queimadeiros. A presença estrangeira no Brasil de protestantes, como ingleses, holandeses e franceses, e mais concretamente, a tentativa de Villegaignon de fundar uma colônia no Rio de Janeiro com franceses calvinistas , tornava real a ameaça ao monolitismo católico que se pretendia assegurar na terra. Tais fatos levavam os inacianos a reclamar com insistência, junto à Companhia, a vinda de um Visitador do Santo Ofício que cuidasse da grave situação. No Brasil não se chegou à fundação de tribunais inquisitoriais permanentes. A Coroa limitava-se a enviar comissários especiais para a realização de processos por causa de fé. Estes funcionários viajavam para os lugares onde eram exigidos e eram conhecidos como "Visitadores".
Decidiu-se Lisboa a promover uma primeira visitação na colônia, enviando Heitor Furtado de Mendonça, que chegou aqui em meados de 1591, para "atalhar este fogo da Heresia". Durante quatro anos percorreu as Capitanias da Bahia e Pernambuco, cumprindo sua missão com tal exagero e prepotência que coube ao próprio Inquisidor-Geral e ao Conselho do Santo Ofício reprimir-lhe os excessos impondo moderação ao fanático Visitador: "Convém ter muita advertência nas prisões que fizer nas pessoas que hão de sair ao auto público, que se faça tudo com muita justificação pelo muito que importa à reputação e crédito do Santo Ofício e a honra e fazenda das ditas pessoas, as quais depois de presas e sentenciadas não se lhe pode restituir o dano que se lhes der."
Muitos foram nas capitanias os acusados e condenados por blasfêmias, por diminuírem, em conversas, o valor da Paixão de Cristo; por atos heréticos que atingiam a autoridade da Igreja; neste caso, estão as inúmeras arbitrariedades contra os "cristãos-novos", acusados de praticar o judaísmo às escondidas; por crimes de bigamia e de "pecado nefando" (práticas sexuais consideradas anômalas). Quantidades deles foram condenados a sair em "auto público" (para serem humilhados e esconjurados pelo populacho) sem serem ouvidos seus protestos de inocência; ou então, presos, tiveram seus bens confiscados, sendo enviados para o reino a fim de serem julgados pelo Conselho do Santo Ofício; alguns sofreram violências maiores, chegando mesmo a haver sacrifício em fogueira pública.
fonte : Brasil História - texto e consulta.autores :Ricardo Maranhão, Antônio Mendes Jr. e Luiz Roncari